Notas iniciais
Quatro meses!
Entendo o por quê vcs estão com raiva de mim.
Mas, sinceramente, eu nem percebi o tempo passar. Na verdade acho que ele andou depressa demais.
Mas enfim, agora que acabou esse Enem (aleluia) eu voltarei com força total.
Estou um pouco enferrujada para escrever, vcs irão concordar ao ler este capítulo, mas ainda assim peço que vcs não desistam da fic, acreditem vou me recuperar logo :D
Peço perdão à todas as leitoras.
E agradeço a Jessie e a Nath que me mandaram MP's pedindo novos capítulos, desculpa pela demora meninas :(
Espero que vcs possam entender que o Enem me consumiu demais, e no fim eu estudei pra nada >.< Tô tão decepcionada :(
Mas enfim, peço perdão e uma oportunidade de continuar a fic *---*
Mil beijos.
Boa leitura...

A floresta, sustentando majestosamente suas árvores, parecia triste e melancólica, transpassando um sentimento de impotência incomum.

Faziam alguns minutos, ou talvez horas, que minha procura incansável por Aslam continuava.

De algum modo minha fé me levava a crer que o Grande Leão estaria ali, me esperando...

Era como se Aslam soubesse a forma de chamar-me a atenção.

_Aslam!_gritei, porém não obtive retorno algum.

Era estranho ter essa sensação de solidão consigo, mas, lá no fundo, o rugido do Leão fazia-se alto até meus ouvidos.

Pulei do cavalo de Suzana e o amarrei perto de um arbusto ali perto.

_Eu já volto._disse acariciando o focinho do mesmo.

Meu coração pesou assim que encarei os olhos dóceis do animal, pois seus olhos transmitiam a mesma inteligência dos que emanavam de Suzana.

_Eu queria que ela estivesse aqui. Tenho saudades, na verdade sinto como se ela fosse alguém que necessito ter ao meu lado sempre._sorri de leve, lembrando-me dos poucos, porém grandes momentos que havia passado ao lado de Suzana.

A água salgada que escorria por minha face trazia consigo a dor da saudade incontrolável.

Solucei alto.

Deixei que uma lembrança não muito distante se apoderasse de minha mente:

"_O que aconteceu aqui?_indaguei olhando os destroços do que um dia fora o Grande Castelo dos Reis e das Rainhas de Nárnia.

Minha perplexidade aumentava a medida que várias suposições do que o que ocorrera circundavam minha mente.

Olhei para Pedro e seu olhar misturava diversos fatores, principalmente o de culpa.

_Você não tem nada a ver com isso, nenhum de nós temos!_disse com veemência.

Pedro pareceu ignorar meu comentário e dirigiu sua atenção para o outro lado.

Bufei alto.

Pedro sempre achava que por ser o irmão mais velho a responsabilidade de tudo que ocorria deveria cair sobre seus ombros. Isso muito me chateava, uma vez que queria que meu irmão apenas parasse de agir como um robô e começasse a agir como uma pessoa com sentimentos, uma pessoa que se machuca e põe essa tristeza para fora, não importando o quanto mostrará fraqueza...

_Lúcia!_chamou Edmundo.

Olhei mais adiante e percebi que ambos haviam achado uma entrada para o que um dia fora uma parte do castelo.

Fiz careta ao notar a porta destroçada.

_Acho que alguém já esteve aqui antes de nós._comentou Edmundo aos sussurros, como se temesse que algo ou alguém nos ouvisse.

Pedro deu uma risada gostosa.

_E, observando o estado em que deixou a porta, eu diria que seu gênio não é um dos mais amigáveis._sugeriu meu irmão.

Ri com vontade, porém fui calada pela face de Edmundo, ele demonstrava não achar graça.

_Vamos._disse Pedro entrando primeiro.

As escadas estavam destruídas, assim como a maior parte da construção, o que requeria o máximo de cuidado.

Pedro parou repentinamente.

Estava pronta para começar a reclamar, porém a sombra de uma figura chamou-me atenção.

Pedro fez um gesto para que subíssemos, porém, teimosos do jeito que somos, ficamos plantados no mesmo lugar.

Meu irmão, depois de notar que não obedeceríamos, desistiu e continuou a descer os restantes dos degraus comigo e Edmundo em seu encalço.

Olhei atentamente para a figura.

Não era muito difícil de notar que se tratava de uma mulher.

De início pensei que poderia ser a Feiticeira, porém algo me levava a sentir o contrário. Uma sensação de reencontro que eu não sabia explicar tomou conta do meu ser. E quando percebi sorria feito uma boba.

_Quem é você?_gritou Pedro autoritário.

A garota, que anteriormente examinava a lâmina de uma espada, soltou a mesma sobressaltada.

No segundo em que ela virou-se pude ver sua verdadeira imagem.

Ela possuía cabelos castanhos extremamente sedosos, o que apenas parecia realçar com sua pele alva.

Seus olhos eram de um azul sem igual, um azul nítido..., eram os verdadeiros olhos da alma...

Sua imagem, antes um enigma, tornou-se estranhamente familiar, como se eu a conhecesse sem ao menos tê-la visto.

Recuperada do susto ela levantou a cabeça e perguntou com soberania óbvia em seu olhar:

_Eu que pergunto quem são vocês?

Olhei aturdida para Pedro e Edmundo, os mesmos tinham o olhar repleto de confusão.

Como nenhuma palavra fora dita me apressei em me apresentar:

_Eu me chamo...

_Não Lúcia, ela que deve-nos uma explicação._disse um Pedro muito rabugento.

E, para acabar com toda e qualquer simpatia que a garota pudesse ter por nós, Edmundo completou:

_É, você está invadindo uma propriedade sabia?

Revirei os olhos. Era impossível debater ou questionar com Edmundo e Pedro.

_Pelo visto não sou a única invasora._rebateu a garota.

Sorri. Ela não parecia tão frágil quanto aparentava.

Pedro riu sarcástico.

_Desculpe-me mas deixe-me comunicá-la que não somos invasores, e sim os donos deste palacete.

A garota nos surpreendeu ao começar a rir.

_Por favor não teste minha inteligência, seria improvável que um dia vocês moraram neste castelo._falou sincera.

_Não seria não!

Pela primeira vez me senti um pouco ofendida.

Nós moramos ali! Não mentiríamos se tratando de um assunto tão importante.

Edmundo, em seu tom superior falou:

_Somos os reis e a rainha de Nárnia._falou com certeza absoluta.

A garota levantou uma das sombrancelhas.

_Agora vocês vão me dizer que são Pedro, Lúcia e Edmundo?_perguntou rindo.

Pedro, que normalmente tinha dificuldades em trancafiar sua fúria, não conseguiu controlá-la e gritou irritado:

_Eu ordeno que pare!

A garota pareceu notar o sinal de alerta por detrás da voz rouca de Pedro e parou abruptamente.

A garota pareceu não abalar-se com o tom grosseiro e inadequado de Pedro.

_Então me cale._disse destemida.

Pedro avançou alguns passos segurando, em um movimento ágil, a espada que ela havia lhe jogado.

Pedro limitou-se a rir. Ele parecia não acreditar que ela teria coragem para enfrentá-lo.

_Acha mesmo que eu duelarei com uma garota?_disse com ironia.

_O que foi, está com medo?_incentivou ela.

Pedro pareceu hesitar diante de tais palavras, porém voltara a assumir a pose machista em seguida.

_Nunca temerei nada!_exibiu-se.

_Ótimo!_disse ela divertindo-se.

Olhei de um para o outro e percebi que a tensão antes existente, havia evaporado, formando apenas uma fina camada de divertimento.

O duelo começou e, conforme a luta ganhava maiores proporções, pude notar o vinco aprofundar-se entre as sombrancelhas de Pedro. Meu irmão realmente não esperava uma luta de igual para igual.

Edmundo, movido pela competividade, começou a gritar em plenos pulmões:

_Vai Pedro, acaba com ela, mostra pra ela que mulheres não têm condição de vencer em um duelo.

Minha expressão não deveria estar muito contente, pois a garota olhou-me nos olhos enquanto lutava sem trégua com Pedro.

_Você podia torcer por mim, o que acha? Homens contra mulheres?

Naquele instante pude sentir um elo inexplicável formando-se entre nós duas.

Sorri mediante a este sentimento.

A garota piscou em minha direção, fortalecendo uma camaradagem simultânea.

_Eu não sei seu nome.

Ela, antes que pudesse dizer, interceptou um golpe genial de Pedro.

Em seguida ela virou-se e gritou:

_Suzana.

Não seu o que o significado do nome despertou dentro de mim, porém posso afirmar que fora algo incomum, algo que apenas Aslam seria capaz de responder.

_Vai Suzana acaba com ele!_”disse rindo, compartilhando de um dos momentos que viria a viver ao lado de Suzana.”

Voltei à realidade ao ouvir o barulho de folhas secas serem esmagadas ao chão.

Eu sorri, não precisava ver para reconhecer a presença de Aslam.

Virei-me em sua direção, porém, diferentemente das outras vezes me contive em meu lugar.

_O que foi criança?_perguntou o Grande Leão.

Eu sabia que tinha que ajudar todos, que tinha uma missão ali..., porém eu necessitava saber...

_Aslam, onde está a Suzana?_senti as lágrimas acumularem-se em meus olhos.

O Leão apenas sorriu, transpassando uma sabedoria escondida.

Notas finais
Bom sei que decepcionei muita leitora nesse capítulo, mas vou melhorar no próximo.
Estou aprendendo a escrever novamente :)
Perdão por possíveis erros e pelo capítulo em si.
Mil beijos e até breve, e quero dizer breve mesmo, vou voltar com força total ;)
Comentários? Ok, talvez eu não mereça :x