Do Ponto De Vista Da Morte.

1 A Beleza é apenas um modo de morrer...


Notas iniciais
Minha primeira história, sei que ela não assusta e tal, mas não é essa a minha finalidade, e sim mostrar o medo entre as pessoas, a morte em si.

Espelho, espelho meu...

Um conto fantástico não há como evitar, um tanto quanto horrendo e enigmático, sim, um conto de terror. Aconteceu há milênios e milênios atrás, quando uma princesa, convertida pela própria vaidade, não parava de olhar para o seu espelho, a princesa era uma espécime feminina do Narciso dos contos grego – Era bela, vaidosa, metida e humilhava a qualquer admirador. A princesa vivia sempre colada no seu quarto, olhando para o seu espelho pendurado na parede. Era completamente apaixonada pelo seu reflexo, era impressionante, por que nenhuma beleza de um homem qualquer, chegava à beleza que refletia no seu espelho. Com o passar dos anos, a princesa se passou a ser odiada por toda uma população, principalmente as mulheres que eram revoltadas pelo fato de seus maridos serem completos de retardados pela aquela mulher. Porém, os homens que nunca conseguiam qualquer sinal de virtude vinda da princesa para ele, estavam cansados de serem maltratados e humilhados pela princesa. E, todos santos dias passavam pelo seu castelo real e diziam “PRINCESA VADIA, PRINCESA VADIA, DEVERTES CAIRSTES DO TRONO”, porém o pai da princesa, o rei, não agüentando todo santo dia ouvir isso que diziam, decidiu executá-los. Mesmo assim, nada mudou vários homens se reuniam novamente para, além de ficarem gritando, cantarem “PRINCESA VADIA, PRINCESA VADIA, DEVERTES CAIRSTES DO TRONO’’ mas a princesa, há aquela altura do campeonato, nem ligava para aqueles homens cretinos, tudo bem que ela tinha vontade de enforcá-los ela mesma, mas sempre tentava ser calma e não levar desaforo para si mesma. Mas quem disse que os homens abandonaram isso? Por ao contrario, seus níveis de paixão pela princesa era tanto que eles queriam vingança. Queriam matá-la. Isso mesmo, não dava para suportar aquela maldita princesa que nunca mostrava virtudes para eles. Então, arriscaram em fazer magia negra. O plano deles eram muito arriscado, podia matar todos naquela vila, mas não ligavam, queriam vingança. E com o passar dos anos, a “arma” para matá-la estava pronta.

Com o passar desses tempos, a princesa virou rainha, e ela não possuía nenhum rei com quem dividir o trono. Ela estava sendo ameaçada por muitos ser enforcada se não conseguisse um homem em um mês. Mas ela não ligava para essas malditas ameaças. Ela continuava olhando para o seu espelho e jogando na sua lareira cartas e pacotes de admiradores plebeus. Porém, um dos pacotes tinha um peso um tanto quanto pesado – ou pelo menos o mais pesado que já recebera. Estava escrito a pena mergulhada na tinta:

Apenas um lindo presente para uma linda rainha

Aproveite por que talvez possa ser o último...

Uma ameaça. A rainha já estava acostumada. Mas abriu seu pacote, e dele saiu um lindo e reluzente espelho pego a mão. Era lindo, e o reflexo era, na opinião da rainha, mas bonito ainda. Apaixonou-se. Não importava quem mandara aquele espelho. Ela não ligava. Queria apenas se olhar naquele espelho, mais vezes do que olhava antes. E assim se cumpriu... A rainha estava tão obcecada pelo espelho que não comia, não dormia, apenas olhava para aquele espelho, porém em todos os tempos e tempos que ela olhava no espelho, parecia mais pálida, mais feia e mais fraca. Estava uma pessoa horrível, sedentária e não tão bonita quanto era antes. Caiu à ficha para a rainha, “Apenas um lindo presente para uma linda rainha” sua beleza ia se acabando quanto mais olhava para o espelho. O espelho só poderia ser das trevas. Então, deitada em sua cama sem conseguir se mexer, seu servo estava medindo seu estado. Mas já não tinha como voltar atrás. A rainha estava à beira da morte. E caindo o espelho no chão, sem ao menos se quebrar, o servo chorou com suas últimas palavras:

- É o fim meu caro, destrua...

- O que mademoiselle?

- Destrua o... – mas a voz rouca da rainha se hesitou, então ela fechou os olhos.

Com um movimento frustrante e radical, o servo encarou atentamente o espelho...

- De uma linda rainha, para uma linda filha – Seus pensamentos iam a mil, pegou o espelho e decidiu dá-lo de presente a sua filha, que mais parecia uma linda donzela do que uma princesa vadia como era aquela.

E, até hoje, o espelho continua passando mãos em mãos, procurando por vingança pelas almas dos homens. O amor a certo ponto pode ser platônico, mas às vezes pode matar. A beleza pode sim te matar. E assim foi a primeira alma que eu levei na minha vida.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.