Do Hate For Love
2 Capítulo 2
Notas iniciais
17 anos
P. O. V Rafaelly
Mansão dos D’Angero, Inglaterra – Londres.
Eu nem acredito que estou de volta à Londres. Finalmente! Assim que puder vou procurar pela Samy e pela Emi... Meu Deus! Parece que se passaram uns mil anos! Hoje é o meu primeiro dia na nova escola. Levantei-me e vi que era cedo então fiquei despreocupada. Tomei um banho bem demorado, me vesti e fui tomar café.
- Bom dia! — Disse feliz ao entra na cozinha
- Bom dia, minha querida. Como você está? — Perguntou Bety (a empregada que praticamente me criou)
- Estou muito feliz e ansiosa. — Disse me sentando e pegando uma xícara.
- Quem bom. Paulo já esta te esperando, e suas malas já estão no carro.
- Ok! — Terminei meu café, e fui para onde estava Paulo.
- Bom dia!
- Bom dia, princesa. E então vamos?
- Sim. Ah, espera! — Disse e fui até Bety.
- Tchau, já estou com saudades — Disse a abraçando.
- Eu também, vá com deus.
- Tchau. — Disse correndo para o carro que já estava do lado de fora. Fui o caminho todo falando com Paulo, rindo, brincando, até que paramos em frente a uma escola enorme, com um jardim lindo. Na verdade, tudo era lindo.
- Chegamos! — Ele disse animado.
Desci do carro, peguei minhas malas e me despedi. Fui entrando na escola e o pátio estava cheio de gente, como eu não sabia de nada resolvi perguntar a uma garota que estava sentada num banco lendo.
- Oi. – Falei fazendo com que ela me olhasse assustada.
- Oi.
- Desculpa te assustar, mas eu queria saber onde que ficam os quartos. Acho que se eu entrar ali sozinha, do jeito que eu sou, vou acabar me perdendo. — Disse meio perdida no meio de tanta gente pra lá e pra cá.
- Ah! Tudo bem vem comigo. – Disse e me puxou para dentro da escola.
A gente foi conversando e descobrimos que vamos fazer o mesmo ano, o segundo médio no caso.
- Agora é só procurar seu nome. Tem os nomes nas portas dos quartos.
- Meu nome é Rafaelly D’Angelo — Disse olhando umas portas.
- É italiano, né? — Ela disse também olhando umas portas. – O meu é Dalila Chavez.
- É sim. Ah! Prazer. – Cadê a porcaria do quarto? – Hum... achei!
- Legal é em frente ao meu. — Disse ela animada indo até mim. – Você vai ficar com a Milena!
- Você conhece?
- Aham, a gente é amiga.
- Ah.
Entrei no quarto e coloquei minhas malas em cima de uma cama e fui para o pátio com a Dalila. Enquanto íamos, passamos perto do quarto dos meninos e eu vi um garoto lindo, de olhos azuis, de cabelo loiro e não muito alto, ele estava com outros garotos (que, para ser sincera, nem prestei atenção pra ver como eles eram). Nota mental: Fazer a Dalila apresentar ele pra mim.
Dalila e eu sentamos no pátio e ficamos conversando, nos conhecendo até que começa uma confusão entre uma garota que certamente me lembra alguém e um garoto que ...
- ARTHUR!
P. O. V Samilly
Ok, eu sei que meus pais me odeiam... Mas por quê... PORQUÊ me colocar em um colégio interno. “Tivemos ótimas recomendações.” eles diziam. Ai que ódio. Eu tenho pena do infeliz que deu essa recomendação. Pena! Esse colégio deve ser cheio de patricinha e mauricinho ninguém merece.
- Acorda, Samilly. Acorda agora! – Eu já mencionei que odeio ser acordada pela manhã? Odeio ser acordada pela manhã. – Você vai se atrasar logo no primeiro dia de aula?
- Quem disse que eu ligo? Eu quero que esse colégio exploda. – Falei levantando irritada.
- Samilly!
- Tá, mãe, já me acordou! Agora fora do meu quarto, tá? Tá. – Falei enquanto a empurrava pra fora e fechei a porta com força.
Depois que ela saiu (lê-se: depois que eu a expulsei) eu fui tomar banho. Tomei um banho bem quente pra relaxar. Vesti-me com uma meia que eu rasguei, um short que um dia foi uma calça jeans, uma regata preta, um all star e penteie meu cabelo deixei-o solto. Conferi a bolsa das roupas e depois conferi a dos livros.
Sai de casa sem nem ao menos tomar café da manhã. O motorista já estava me esperando. Entrei no carro.
- Vamos ao inferno. – Falei quando o motorista arrancou com o carro.
P. O. V Emilly
Estava uma tarde ensolarada em Londres, eu estava... hum... “abraçada” a Harry e nós estávamos indo para longe de Anne. Cena linda, não? Não se o lugar para onde fossemos fosse um COLÉGIO INTERNO!
- VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE FAZER ISSO, SUA VACA! VOCÊ JÁ NÃO DESTRUIU MINHA VIDA O SUFICIENTE, NÃO? – Bom... Essa sou eu esbanjando meu amor para minha querida e amada irmã enquanto Harry me segurava firme para que eu não fosse até Anne e desfigurasse o rosto dela.
- Não. Acho que não. – Ela me respondeu calmamente, ato que fez meu sangue ferver mais ainda. – E sim, eu tenho todo o direito de fazer isso, fofa. – Falou sorrindo com cinismo.
- Emilly, olha pra mim. – Harry pediu calmo e eu voltei minha atenção para ele. – Talvez não seja tão ruim. – Eu ia protestar, mas ele colocou o dedo nos meus lábios e continuou. – Nós não temos nenhum amigo lá, você detesta aquela escola e pra melhorar vamos nos livrar da Anne. – Ok. Talvez ele estivesse certo.
- Bom... agora que ela já se acalmou, acho melhor vocês irem fazer as malas. – Anne falou com nojo no “ela”. É tão bom saber que minha irmã me ama tanto quanto eu a amo.
- Por quê? Quando nós vamos? – Harry me largou e virou-se para olha-lá.
- Amanhã. E Emilly... eu escolhi a escola a dedo para garantir que você odeie cada momento lá.
- Como assim? – Perguntei já com lágrimas nos olhos. O que eu fiz pra ela me odiar tanto? Ela deu sorriu com escárnio e simplesmente ignorou minha pergunta e já ia subir as escadas, mas eu a puxei pelo braço fazendo com que ela me olhasse com espanto.
– Ótimo! Parabéns! – Falei enxugando as lágrimas. – Eu vou pra essa porcaria de colégio interno, mas não espere que eu fique muito tempo por lá! – Falei e subi as escadas esbarrando no ombro dela e fui pisando firme. Entrei no quarto e bati a porta com força que eu tinha. Ela não tinha o direito! Não tinha! Sentei na cama, ouvi passos e a porta abriu. Era o Harry. Ele entrou e fechou a porta e ficou me fitando.
– Bati uma foto que dura mais. – Falei olhando em direção à ele.
– Hey, Calma. Vem cá. – Falou sentando na cama e me convidando para um abraço.
– Eu quero meus pais aqui, Harry. – Disse o abraçando.
– Eu também queria minha mãe aqui. E os seus pais também, é claro. Mas a gente tem que ser forte. Você tem a mim e eu sei que tenho a você, lembra? Vai passar... você vai ver. – Disse tentando me acalmar. Estava funcionando. Sempre funcionava. Ele era meu porto seguro. – Agora... você vai arrumar suas malas e eu vou te ajudar, ok? – Ele disse sorrindo fazendo com que suas lindas covinhas aparecessem.
– Me ajuda a colocar as roupas nas malas. – Disse emburrada.
E a gente passou a tarde toda assim: eu tentando socar as roupas nas malas, ele brincando com os meus sutiãs, eu batendo nele, ele fazendo bico, eu abraçando ele e começava tudo de novo. Como eu amo esse idiota!
Notas finais
Malikisses e Horanhugs!
Fale com o autor