Notas iniciais
Olá queridos!

Capítulo 52


Emma estava gostando muito da escola, principalmente por se destacar como uma excelente aluna, não que fosse boa em tudo, afinal era uma negação em química, mas conseguia se safar e isso que era bom e sempre podia contar com seu tio Samuel, ou Charlie, ou seu pai Castiel para uma ajudinha, também podia seguir os concelhos de seu pai Dean e colar, embora não faria isso, queria ter um bom histórico, queria ir para uma boa universidade.
— Emma? — Angeline a chamou aos sussurros.
— Estamos em avaliação, não podemos conversar. — Emma respondeu olhando entre a prova e seu professor.
— Eu preciso da resposta da quarta. — Pediu a morena.

Emma afastou-se um pouco deixando que a amiga visse a sua prova, sabia o quanto a morena tinha se esforçado para entender aquela matéria e não se importava de ajudar a menina.
O sinal tocou e elas foram para o refeitório, logo percebeu que tinha algo errado com amiga que sempre come muito e as vezes ainda escorrega alguns do seus lanches. Hoje a morena apenas brincava com uma salada simples e praticamente nem tocou sua sobremesa, preocupada olhou ao redor mas como sempre sentam sozinhas numa mesa de canto, resolveu perguntar depois de reparar no desconforto da amiga.
— O que foi? — Emma sussurrou.
— Uma menina daqui da escola morreu. – Respondeu olhando em volta, não queria que ninguém as ouvisse e pelo que entendia a história estava sendo abafada por isso não seria bom que as pegassem falando sobre isso.
— Eu soube.
— Corpo sem nenhuma gota de sangue. — Angeline comentou num tom misterioso.
— E o que tem isso? — Emma perguntou, tentando ligar um fato a outro, até que ela entendeu.
— Você acha?
— Eu tenho quase certeza e....
O sinal tocou mais uma vez, Emma tinha aula de inglês enquanto Angeline de física, cada uma foi para um lado, e quando a loira entrou na sala, logo percebeu que não era seu professor habitual e sim um outro homem, ele era uma criatura, podia sentir, só não sabia o que era ainda, mas tinha fortes suspeitas por isso sentou-se tão longe quanto podia e pôs-se a observa-lo discretamente.

Samuel ainda estava no sofá, olhava para o nada enquanto tentava se concentrar em tudo o que ouvira mais cedo, sentia-se vazio e estranho, não queria se aprofundar nisso, não queria pensar em nada. Gabriel estava ali perto mas preferia não olha-lo, sentia-se perdido e não conseguia lidar com nada.

— Sam, por favor fale alguma coisa. – Gabriel pediu. – O que você ouviu foi um pouco da minha vida, pelo menos a parte mais importante dela, a parte sobre meus filhos. Preciso saber o que está pensando!

-Quero voltar para casa. – Respondeu mecanicamente, talvez estivesse em choque.

— Vou dizer adeus aos meninos e nós iremos. – Algo estava errado com seu amado e isso o perturbava muito, foi até o quintal após perceber que Sam não mexeria um musculo. Todos estavam reunidos, conversavam baixinhos, pareciam apreensivos e olharam melancólicos para sua chegada. – Queridos, desculpe-nos mas estamos indo mais cedo.

Angboda, foi andando em sua direção e acenou para segui-la à lateral da casa num pequeno jardim.

— Gabriel meu bem, seja compreensivo, nosso querido Samuel é uma alma sensível e saber tanto de você de uma só vez é muito angustiante. – Ela olhou em seus olhos antes de continuar. – Sei o quanto dói, senti isso um dia.

— Ele está lá parado não fala nada é como se estivesse em choque. – Murmurou agoniado.

— Samuel vai entender, deixe-lo juntar os fatos e seja compreensivo. – Olhou para aquele brilho dourado que um dia foi toda a sua vida. – A vida nos deu uma outra chance de ser feliz com pessoas incríveis, que amamos. Siga o conselho desta velha amiga que só quer o melhor para você.

— O que eu faço? – Precisava do conselho da mulher que mais amou na vida. – Não posso perde-lo!

— E não irá. – Ela respondeu com convicção. E ele sentiu-se mais confiante, sabia que sua amiga era uma vidente e se tinha tanta certeza significava que já tinha visto isso. – No entanto você precisará ama-lo.

— Sabe que já o amo!

— Vai ter que ama-lo mais, amar incondicionalmente. – Acrescentou sombria.

— O que viu Angie?

— Nada que precise saber no momento, acredito que se seguir meu conselho isso nem acontecerá. – Virou e pôs-se a ir ao quintal. – Vá para casa, Sam precisa de você!

Amy estava cansada e com sono, quando Claire apareceu com um copo fumegante de café, elas estavam no hotel onde ocorreram os crimes, não poderiam ser as iscas e também não dava para usar Mike, por isso tiveram que passar a noite e ver no que dava.

— Não deve ser difícil ver um bêbado em Vegas. — Claire tentou.
— Não estamos atrás do bêbado e sim do chapéu do morto, assim que tudo se aquietar vamos fazer...
— Ok já entendi! — Claire queria usar um bêbado qualquer para fazer o espirito se manifestar, entretanto Amy vetou a ideia.


Demorou mais algumas horas para que elas pudessem ir até o chapéu e lá estava ele, encardido e velho.
— Estou me sentindo uma agente secreta. — Amy brincou.
— Valeu James Bond, agora temos que ser rápidas. — Claire olhou ao redor medindo os passos e procurando qualquer alarme.
Elas abriram a caixa de vidro, pegaram o objeto e jogaram em uma lixeira, logo o fantasma apareceu e fez com que Claire que estava com os fósforos na mão voasse para a outra parede, então Amy tentou colocar fogo no objeto, porém só conseguiu colocar mesmo o álcool e o sal, antes de também ser jogada para longe.
O fantasma sumiu, e reapareceu sobre Amy, as mãos dele apertavam a garganta da jovem e ela lutava para tira-lo de cima, porém suas forças já estavam se esvaindo e então o fantasma se foi com um grito desesperado.
— Você está bem? — Perguntou Claire que estava ao lado da lixeira com a caixa de fósforos na mão.
— Claro que sim, agora vamos embora? — Falou passado a mão no pescoço machucado.


Dean e Castiel estavam receosos, afinal Danny tinha acabado de ter uma leve febre, já haviam chamado Raphael, mas ela só chegaria no dia seguinte, não iria poder deixar Charlie, que tinha voltado a caçar sozinha, então teriam que esperar e Daniel era meio humano e é bem normal para crianças humanas terem febre. — Ele está sem febre agora. — Dean falou aliviado ao conferir o termômetro.
— Sim, mas essa febre foi e voltou a noite passada inteira. — Castiel falou preocupado com seu bebê.
— Raph vai vir amanhã, vai ficar tudo bem. — Dean falou e deu um leve beijo nos lábios do anjo.
Ambos sentaram-se no quarto e ficaram velando o sono do pequeno anjo.


Lúcifer estava com Ariel no colo enquanto assistia a um filme de ação qualquer.
— Isso não é bom para o menino. — Bobby disse mudando para um desses canais educativos.
— Isso que não é bom para ele, letras não cantam, cachorros não falam e pessoas não são feitas de mola. – Reclamou o Caído.
— Mas assistir carros explodindo e pessoas tomando tiro não pode ser bom para ele. — Bobby informou. – Ele vai aprender rápido e não queremos que ele ache violência normal.


Depois de alguns instantes ambos decidiram que não faria mal ao bebê se colocassem em uma comédia, eventualmente o pequeno acordou e estendeu os bracinhos para Bobby que logo o apanhou.

— Hey garoto! – O pequeno levou uma mão a boca e ficou borbulhando sorrisinhos, no entanto irritou-se e começou a querer chorar. O Singer aproveitou para avaliar as gengivas rosadas do bebê. – Parece que os dentes do Ariel estão começando a nascer.

— O que? – Elisabeth que estava entrando na sala exclamou assustada. – Mas ele nem têm dois meses completos.

— Lizzie, ele é um nefilin, nada nele é comparável com um bebê totalmente humano. – O mais velho informou para acalmar a orgulhosa mamãe. – Você sabe que Daniel cresceu quatro anos em uma noite, essas coisas pelo que Raphael falou são totalmente normais.

— É que isso ainda me deixa assustada. – Falou ao buscar o bebê do colo do caçador. – Você sabe, cuidei de muitos bebês no entanto com Ariel é tudo novo e diferente.

— Querida, primeiro ele é seu filho. Isso em si já muda tudo. – Deu uma olhada no Arcanjo estendido no sofá. – Depois o pai dele é esse idiota ali, o que você queria?

— Hey! – O Arcanjo exclamou fingindo-se de ofendido. – Pensei que gostasse de mim, velho!

— Isso não vem ao caso. – Bobby sorriu. – As coisas com este garotão serão diferentes mas todas as crianças são únicas, você só precisa pegar o ritmo de cada uma.

— Obrigada Bobby, as vezes não sei o que teríamos feito sem você.

O Singer que já estava saindo resolveu responder baixinho mesmo sabendo que o Arcanjo ouviria.

— Provavelmente ainda estariam circulando ao redor sem fazer nada para se acertarem.

— Eu teria resolvido tudo. – Lúcifer respondeu indignado e depois acrescentou tardiamente. – Eventualmente é claro.

— Continue acreditando nisso! – O caçador sorriu para o constrangimento da MorningStar.

Notas finais
Bobby paizão é muito amor gente! E Sam, o que será que esta passando nessa cabecinha linda?