Do Amor à Redenção
53 Capítulo 49
Notas iniciais
Estava chovendo com vontade e Amy estava a pé, tinha deixando o carro com a irmã mais nova, por isso iria ter que enfrentar toda aquela chuva ao voltar para casa. Pensou em chamar Michael, mas decidiu não incomoda-lo afinal ele sempre estava disposto a ajudar e tudo mais, entretanto ela realmente não quer abusar do amigo.
Tinha ido a delegacia e lá ninguém estava disposto a cooperar, as únicas informações que teve foram as mesmas então estava prestes a sair quando um dos policiais a chamou.
— Olha só federal, cadê seu carro? Não é melhor esperar a chuva passar não? — Ele perguntou com uma expressão estranha, era bem difícil convencer as pessoas que uma mulher tão jovem fosse do FBI, no entanto acabava convencendo graças a ajuda de seu avô Bobby que sempre atendia os telefonemas se passando por seu superior.
— Meu carro está com a minha parceira e muito obrigada, mas eu vou assim mesmo! — Ela respondeu sendo ao mesmo tempo educando mas não abrindo espaço para qualquer interesse.
— Vai lá boa sorte então!
Ela saiu pelas ruas, assim como Dean tinha um ótimo senso de direção, então sabia exatamente onde estava o motel, não era tão perto assim, mas já estava molhada mesmo. Continuou andando até chegar ao motel, sua roupa estava extremamente molhada e grudada ao corpo, só conseguia pensar em tomar um banho e colocar uma roupa seca e quentinha.
— Claire, Mike? — Ela chamou ao entrar.
— A Claire ainda não chegou.... — Mike parou de falar quando viu a morena, ela estava abaixada tirando os sapatos para evitar encharcar o quarto, era difícil expressar o arrepio que surgiu em sua espinha por isso engoliu em seco e pegou uma toalha, para entrega-la mas assim que voltou do banheiro deu de cara com a jovem apenas de jeans e camiseta molhada que evidenciava seu colo farto.
— Mike? — Amy perguntou sorrindo, não era boba e nem mais uma criança, sabia muito bem que ele se sentia atraído por ela e não podia negar que também gostava do Arcanjo, mas a questão é que também sabia que o primeiro Arcanjo, não fazia ideia do que estava sentindo.
— Eu... a toalha... — Não sabia se ele estava afirmando ou perguntado, por isso deu um passo mais próximo e prontamente foi alcançada pelo mesmo que pois a toalha em suas mãos.
Estavam tão próximos, ele podia ver claramente as pequenas sardas, os belos olhos, os lábios, aqueles lábios que mesmo sem dizer uma palavra o hipnotizavam, fora essa sensação engraçada que só sente perto de Amy, estavam tão próximos, que podia sentir a respiração quente da jovem Winchester, o coração do receptáculo do Arcanjo estava batendo tão forte, deu um passo mais próximo e neste momento Claire abriu a porta.
— Eu achei... Gente eu tô atrapalhando alguma coisa? — Perguntou a loira um pouco sem jeito por perceber toda a tensão ali no quarto.
— O que? Não Claire! — Amy se afastou e pegou a toalha.
— O que você poderia atrapalhar? — Michael perguntou mesmo que seus olhos ainda estivessem grudados em Amy.
— Muitas coisas. — Claire murmurou e percebeu que Amy ouviu.
— Eu vou tomar banho! — Ela saiu para o banheiro.
— Claro, acho que você precisa de um banho frio né Amy? — Implicou Claire.
— Acho que vou comprar o alimento de vocês. – O Arcanjo falou ficando subitamente desconcertado.
Daniel começou a perceber que os adultos o vigiavam com mais frequência, pareciam não entender seu profundo interesse no primo, achavam que estava com ciúmes de toda atenção que Ariel vinha recebendo. Nada disso era verdade, ficava sempre em volta do bebê pois precisava protege-lo, este era seu dever e já tinha quase falhado quando a mulher mãe de Amy os havia atacado, ele não daria oportunidade, afinal seu dever é o de proteger seu priminho, pelo menos era isso que seu pai havia ensinado e feito por seu tio Sam durante muitos anos pelo que o pequeno havia ouvido. Salvar pessoas era o legado dos Winchester e ele deixaria sua família orgulhosa por fazer exatamente isso, e nada melhor do que começar cuidando do bebê já que suas irmãs se cuidam muito bem sozinhas mesmo que Claire tenha se machucado naquele dia. Por tudo isso ele está neste momento sentado na cozinha vendo seu tio Gabe embalar Ariel ao som de uma agitada música.
— Danny querido, jamais vou deixar seu primo cair, ele estará sempre seguro na companhia de nossa família – Gabriel parou para olhar seu sobrinho, o garotinho de cabelos pretos tinha pensamentos conflitantes sobre a responsabilidade com o mais novo membro da família.
— Eu sei tio! — Disse o anjinho. – Eu só quero estar sempre alerta.
— E o que aconteceu com a Claire, isso não vai mais acontecer meu príncipe! — Gabriel beijou o topo da cabeça do pequeno que sorriu.
— Tá bom, então eu vou lá com o vovô, mas depois volto! — Falou o pequeno sendo ajudado pelo mais velho a descer de sua cadeira. Daniel ia até Bobby, mas suas costas começaram a coçar, tinha coçado a noite inteira e agora está coçando de novo então ao invés de ir falar com o avô ele foi direto para o quarto dos pais.
— Papai tá coçando! — O pequeno disse manhoso subindo na cama e se aninhando a seu pai.
— O que tá coçando? — Dean perguntou já preocupado.
— Aqui! — Ele virou de costas para o loiro pudesse levantar sua camisa.
— Filho da Puta! — Dean olhou em choque para a profunda vermelhidão que saia das omoplatas de seu filho.
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