Do Amor à Redenção
16 Capítulo 15
Notas iniciais
Amy caminha lentamente para o quarto, sabe que seu pai deve estar esperando mas insiste em andar nas pontas dos pés para tentar ao menos evita-lo até de manhã no entanto por seu quarto ficar na frente do de Dean, o loiro a vê.
– Droga Amy, você já viu a hora? – O Primogênito Winchester reclama ainda sentado na ponta da cama.
– Desculpa pai, a conversa durou bem mais do que pensava. – A morena responde envergonhada enquanto entra devagar no quarto, assim que seu rosto se ilumina e expressão de Dean torna-se furiosa e num salto o loiro se põe de pé para avaliar a mancha escura na bochecha esquerda da filha.
– O que diabos foi isso? – Ele exigiu.
– Não foi nada, apenas me machuquei enquanto brincava com Stacy. – Mentiu acanhada.
– De jeito nenhum que vai tentar empurrar essa em cima de mim, é melhor dizer agora quem te esbofeteou ou juro por Deus que faço Castiel me levar até lá e eu mesmo descubro.
– Cassie. Ela se descontrolou e me agrediu. – Amy abaixou a cabeça para seu pai não ver seus olhos cheios de lagrimas.
– Filha da mãe. – Dean praguejou. –Amy Mary Winchester, você nunca mais vai chegar perto daquela louca está me ouvindo bem?
– Sim senhor. – Sabia que era impossível discutir com Dean quando ele estava de cabeça quente por isso concordou logo e assim seu pai a abraçou e beijou a testa. Amy ficou curtindo o afeto até reparar numa foto na parede do quarto, na imagem estava ela, Claire, Emma e Danny dormindo juntos, lembrou-se que aquilo tinha sido logo na primeira semana da irmã em casa e sorriu.
– Não acredito que entrou no meu quarto e nos fotografou! – Amy disse risonha.
– Não fui eu! Castiel foi buscar Danny para deitar quando os viu dormindo neste amontoado. – Dean sorriu ao olhar para a foto e ver a bagunça dos quatros, já que Amy e Emma dormiam na vertical, Claire e Daniel estavam praticamente jogados por cima de ambas enquanto deitavam na horizontal.
– Falando nisso, cadê Danny?
– Está dormindo com Emma.
– Então também estou indo para lá, boa noite pai!
– Boa noite querida!
Para um demônio a paciência dele era considerada uma virtude, era incrível no que fazia e nunca atacou sua presa rápido demais, por isso depois de muita observação agora se aproximava do local onde a bruxa estava e ele não podia negar que Rowena era uma presa e tanto, no entanto estava surpreso de como a ruiva passou tanto tempo fugindo sem ser pega, por que ela deixa um rastro de morte por onde passa.
– Mas alguma coisa senhor? — O Garçom que o atendia perguntou, ele estava no mesmo restaurante onde a bruxa havia enfeitiçado um atendente e neste momento estava sentada a algumas mesas de distância.
Tinha um perfeito plano em mente, agora era só esperar que a bruxa voltasse para o elegante hotel onde estava hospedada e ele poderia entrega-la ao Rei e voltar para seu lugar de ócio. No tempo em que apreciava um bom vinho o garçom que servia a bruxa caiu morto e a comoção foi a deixa de Rowena. Ele a seguiu até o hotel, afinal estava protegido por Agrimônia, uma erva que além de repelir feitiços, também o faz se virar contra o feiticeiro. Berith esperou alguns minutos até que bateu na porta.
– Nossa que demora para trazer as toalhas! — Ela reclamou enquanto abria a porta.
– Eu não trouxe toalhas querida. — Deixou os olhos ficarem negros. — Eu vim te buscar! — Sorriu e Rowena tentou fechar a porta, mas foi impedida pelo pé do demônio.
– Eu vou te dar a chance de salvar essa salvar essa sua carcaça imunda, vire as costas e saia! — Ela disse calmamente, mas em uma clara postura defensiva.
– Acredite se quiser querida não sou como os outros! – Vendo o sorriso sacana no demônio ela preparou-se para fugir mas ao jogar um feitiço no desespero de escapar alguma forma algo deu errado e para piorar se voltou contra ela! Seus músculos estavam ficando rígidos, sabia que a única coisa que poderia fazer seria falar e quem sabe convencê-lo com alguma boa proposta.
– Eu disse que não era como os outros. — Sorriu e tirou um saquinho verde do bolso. — Também tenho meus truques! — Disse a ajeitando em cima da cama, ele arrumou seu vestido e cabelos para que não deitasse em cima e se machucasse.
– O que você fez?
– Feitiço básico, Agrimônia e Canela, faz tudo que vir voltar para o agressor! — Disse ele gargalhando enquanto ela o olhava com ódio.
– Acredite bonitinho, eu vou acabar com você!
– Claro. Mas antes tenho que falar com chefe. Perdoe-me por deixa-la me esperando na cama amor, mas negócios são negócios!
Ela disse alguma coisa sobre raça inferior e extermínio, mas ele foi para a varanda e ligou para Crowley.
– Majestade, peguei a Rainha mãe... Ela está bem só um pouco incapacitada no momento... Sim... O aguardo aqui! — Ele desligou e retornou. — Voltei querida!
– Onde vai? — Perguntou a ruiva, ele não ia ser idiota a ponto de deixa-la sozinha, mas de demônios pode se esperar qualquer coisa.
– Não seja apressada querida a noite é uma criança! — Ele deu um sorriso de canto, e abriu a porta, pegou uma grande sacola de viagem, e colocou para dentro do quarto.
O olhar curioso de Rowena para bolsa fazia Berith se divertir, não podia "brincar" com a bruxa mas era bem interessante ver a apreensão em todo seu rosto.
– Você está fazendo isso para cair nas graças de meu filho, mas quando...
– O Rei pediu-me um favor e estou realizando! — Ele respondeu, pegando algo dentro da bolsa.
– Então você é o cão fiel do meu filho? — Ela perguntou com deboche.
– Bem no momento pode se dizer que sim! — Ele falou de forma até divertida, se levantando e mostrando que trazia uma corrente em suas mãos, Rowena riu alto.
– Você acha que depois que efeito desse feitiço passar essas correntes comuns vão me prender?
– Quem disse que são correntes comuns? — Perguntou sorrindo e indo até ela. — Me dá sua mão minha cara dama? – Mesmo sabendo que não podia se mexer ele gostava de ser educado com tão apetitosa mulher.
– Qual é seu jogo e quem é você? – A ruiva estava realmente irritada e perguntou cismada com essas atitudes irritantes dele, podia estar numa situação desfavorecida mas de uma coisa tinha certeza, assim que saísse iria esse ser inferior.
– Eu odeio jogos. — Ele riu. — Mas eu sou muito antigo, muito antigo mesmo as vezes é entediante ficar solitário. Nomes são coisas sem significada para mim e já me chamaram de muitas coisas no entanto minha querida você pode me chamar de Berith.
– Então Berith, já que é tão antigo, por que acata ordens de meu filho? — Ela disse calma mas já bolando um plano de fuga.
– Eu sei o que está fazendo e não vai funcionar. — Ele falou enquanto brincava com uma faça. — Eu não sou um líder, gosto de luta, perseguição, não tô nem ai para metas de almas e essas coisas estupidas.
– Um demônio que não liga para almas? Essa é nova para mim!
– Não preciso delas, não vou dizer que nunca ajudei uma ou um de sua raça, mas...
– Não compare eles a mim! — Ela gritou tomada pela raiva.
– Me desculpe, você nasceu assim, isso é interessante, mas para mim não tem muita diferença entre vocês!
– Cale a boca! – Ela gritou e praticamente fez biquinho o que o fez rir da atitude um tanto quanto infantil de uma pessoa de aproximadamente quinhentos anos.
– Você está com fome? Por que bruxas comem não é? — Perguntou ele, Crowley não havia mandado cuidar bem dela ou coisa parecida, mas se o rei a quisesse morta não teria pedido sua ajuda. Ela não respondeu. — Eu vou pedir algo para você! Viu como sou bonzinho querida?
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