Notas iniciais
Olá!

Capítulo 69

Berith já viu pessoas indo e vindo, morrendo e vivendo e agora tinha a chance de estar com alguém que não iria deixa-lo, bem pelo menos não pela morte, isso de alguma forma era reconfortante, ainda mais reconfortante era ver a Bruxa dormindo ali tão tranquila, mas seu telefone toca e ele sorri ao ver o número do rei.

— Padrasto Real na linha! — Disse apenas para zombar de Crowley. — Ah você não faria isso... Claro... Temos realmente que ver... Chefe vou para lá em algumas horas... Você não vai querer saber... — Berith não pode deixar de rir ao terminar a ligação.

— Tenho que ir querida! – Avisou para a mulher deitada na cama. – Serão só algumas horas.

— Isso já sei mas não entendo o que vai fazer nessas algumas horas? — Perguntou já sentada, olhando-o com uma sobrancelha levantada.

— Pensei que não sentia ciúmes! – Exclamou com um sorriso cínico enquanto vestia a camisa.

— Quem disse que é ciúmes? E você ainda não respondeu minha pergunta.

— Bem, tenho que ir, mas não fique triste ou saudosa minha bruxa linda e poderosa pois logo estarei de volta e farei você gritar meu nome tão alto que até o ser mais ínfimo no mais fundo do inferno irá ouvi-la. – Sorriu de lado antes de puxar os pés da ruiva que caiu de volta na cama, aproveitando do susto dado, engatinhou pela cama pairando por cima dela e beijando-a profundamente.

Ver o sangue no lençol assim que chegaram, não foi nada bom, mas ouvir barulho no pequeno celeiro da casa os fez correr até lá, tinha uma trilha de sangue até uma parte mais escondida do lugar, Sully chamou pelo nome do Zenna e por sorte este ainda estava vivo e apto a responder.

— Você tá bem? — Perguntou Sully ao amigo.

— Sim. — Ele respondeu fracamente mas esbanja um sorriso ínfimo. — A faca atravessou meu pneuzinho!

— Viu ser gordo é bom! – O amigo invisível dos Winchester exclama sorridente.

— Quem ou o que atacou você? — Perguntou Dean logo cortando as pequenas brincadeiras.

— Não vi direito, mas acho que era uma garota, ela foi embora no fusca azul caído! — Disse se sentando ainda segurando os ferimentos.

— Aqui estão algumas ataduras para fazer os curativos. — Amy diz entregando para seu amigo.

— Obrigado! – Sully começa a cuidar dos ferimentos.

— O que é isso? O que está havendo Sully? — Perguntou o outro Zenna que tinha um visual diferente e um mullet nos cabelos.

— Não sabemos, mas alguém ou alguma coisa está matando Zennas. — Amy intromete-se aumentando a explicação.

— O que? — O ferido perguntou incrédulo.

— Brilho e Nick já se foram. — Sully falou.

— Nick? – Perguntou chocado e caiu num choro agoniado, pois era o namorado da sereia. — Estão matando todos os nossos caras.

— Então eu acho que alguém deveria ir atrás do fusca! — Disse Sam já olhando ao redor e tentando pensar em algo para ajudar.

— Certo eu vou! — Disse Dean indo em direção a porta, mas algo ocorreu e ele parou no portão e virou para os outros. — Cara eu entendo o homicornio e a Sereia, mas o que te faz especial?

— Ele sabe imitar guitarra. — Sully diz sorrindo brilhante.

— Nossa, eu sei imitar guitarra, Sammy sabe imitar guitarra, Amy sabe imitar guitarra, qual a dificuldade disso? — Perguntou enquanto Sam e Amy concordam com ele.

— Mas não assim. — Então o zenna fez sem nenhum instrumento um solo perfeito de guitarra. — Aí!

— Tá isso é bem especial! — Dean fala olhando admirado. – Então... Vou indo.

— Amy, por que não vai com seu pai? — Perguntou Sully fazendo um pequeno gesto para a Winchester morena.

— Nossa Amy? A pequena Amy? É um prazer te conhecer! — Disse o Zenna que tinha sido esfaqueado.

— Legal te conhecer também! — Ela sorriu indo em direção ao pai.

Amy e Dean entraram no Impala em silêncio, não disseram nada um para outro, até que a menina achou o fusca azul.

— Ali! — Dean para o carro e ambos saem, logo ouve um barulho de algo batendo e uma queda.

— Amy! — Grita, porém não tem tempo para se virar e ver seu agressor.

Ainda no pequeno celeiro Sam estava sentando na roda de um pequeno trator enquanto Sully dava os últimos retoques na ferida do amigo.

— Eu vou pegar mais esparadrapo espera ai! — Disse Sully ao amigo. — Tudo bem com você Sam? — Perguntou preocupado, mas Sam apenas assentiu.

— Você é o Sam? O Sammy do Sully? — Disse o outro Zenna.

— Isso.

— Cara você não tá meio velho para ter um amigo imaginário não. — Perguntou confuso. — Não que eu esteja julgando, todo mundo tem seus momentos ruins.

— Não é o caso, eu só tô ajudando o Sully! – O Winchester mais alto esclareceu.

— Saquei, cara você sabe que magoou o Sully né? — Disse e antes que Sam pudesse responder, o amigo imaginário dos caçadores apareceu

Depois de terminado o curativo o outro Zenna parte para o quarto de seu amigo humano.

— Então...

— Então... Acho que nós não nos despedimos da melhor maneira possível não é? — Disse Sam olhando triste para aquele que foi seu amigo e conselheiro.

— Foi culpa minha a despedida era parte do trabalho, mas não soube me despedir, não sabia desligar laços tão importantes.

Conversaram por alguns instantes, mas telefone de Sam toca com uma mensagem de Dean.