Do Amor à Redenção
74 Capítulo 68
Notas iniciais
Capítulo 68
Não foi difícil, graças a ajuda de Sully, encontrar o segundo caso, outro Zenna morto, dessa vez uma sereia chamada Nick. As lagrimas e sofrimento eram estampados na expressão do amigo imaginário dos Winchester, entretanto ele estava fazendo de tudo para se manter forte.
— Não chegamos a tempo. — Amy disse tristemente olhando o corpo deitado na piscina.
— Tá agora vamos! — Disse Dean insensível, sabia que estava sendo um idiota mas a situação toda e fora a discussão com Amy, que não havia falado direito com ele, estavam o deixando além de irritado.
— O que? — Perguntou Sam surpreso.
— Não podemos deixar ela assim, vai ser terrível para a criança. — Disse Sully olhando muito pesaroso.
— Ele tem razão. – Amy acrescentou olhando para o pai e Sully pode sentir a tensão entre os dois.
— Que seja, mas o que quer que a gente faça? — Perguntou o Winchester mais velho.
— Eu vi umas pás lá atrás, será que você pode me ajudar Amy. — O Zenna pediu olhando esperançoso para a morena.
— Claro. — Eles foram andando até uma espécie de quartinho de ferramentas.
— O que houve entre você e seu pai? — Perguntou sem rodeios o ser imaginário.
— Bem, eu tenho um namora e ele é um Arcanjo, meu pai não está encarando isso muito bem. — Amy respondeu rápido querendo evitar o assunto no entanto era muito bom estar novamente conversando com seu amigo.
— Um Arcanjo? — Perguntou incrédulo, o pouco que sabia sobre esses seres era que eram poderosos e que aparentemente alguns desses seres viviam na casa dos Winchesters.
— É. Ele era amigo do meu pai e depois do feitiço que me fez crescer e me jogou no purgatório, nós nos aproximamos. – Sentia falta dos conselhos de Sully a ligação deles era muito forte, foram os melhores amigos durante quase toda sua infância só afastaram-se quando Stacy nasceu.
— Bom aqui estão as pás. — Ele disse sorrindo para a menina. — E se você ainda aceitar dicas de seu velho amigo aqui, saiba que seu pai te ama muito e tenho certeza que vai entender o que sentes mas para isso vocês precisam conversar.
— Lembra que você sempre dizia que um dia quando eu menos esperasse iria conhecer meu pai? — Perguntou a garota sorrindo amplamente, puxou-o para um abraço deixando o Zenna brevemente sem palavras e com os olhos marejados sem dar-lhe tempo de responder completou. — Obrigada por nunca me deixar desistir.
— Vamos Amy, antes que seu pai comece a chamar por nós dois. – Disse disfarçando a felicidade.
Enquanto cavavam Sam se lembrava do quão importante para ele Sully havia sido, quando estava só, o ser sobrenatural estava fazendo companhia, era bom poder retribuir pelo menos um pouco por tudo que o outro havia feito.
— Ei! Eu vou cavar isso aqui sozinho ou o que? — Perguntou Dean mal humorado.
— Tá certo, desculpe! — Disse Sam que prontamente o ajudou e Amy também se juntou a eles. Depois de enterrarem Nick, teriam que partir para onde o Zenna mais próximo estava e com sorte chegariam lá a tempo de salvar o ser.
Enquanto isso bem longe dali, Charlie esperava por um Matthew que chegava desesperado ao hospital, era um homem um pouco mais velho que Paul, parecia alguém mais bruto também.
— Onde eles estão? – Perguntou apressado. — Eu sabia que essa coisa de chamar alguém para acabar com o "fantasma" não ia dar certo. — Ele mais expressou o que estava pensando do que falou com Charlie. — Onde eles estão? — Perguntou dessa vez um pouco mais alto.
— Paul está na enfermaria em observação e Josy entrou em trabalho de parto. – Respondeu nervosamente.
— O que? – Perguntou rigidamente ainda faltava algum tempo para que a mulher entrasse em trabalho de parto. Já lutando contra as lagrimas acrescentou — E os gêmeos?
— Os médicos não disseram muitas coisas, já que não sou da família.
— Certo. — Disse indo em direção a recepção, mas se virou novamente para Charlie. — Olha garota você não acha que já fez muito não? Por que ainda está aqui?!
— Eu... — Ia responder, mas achou melhor não falar nada, entretanto não iria sair de lá, não até saber que todos estavam bem.
Depois de ver seu amado, que estava bem e por sinal brigou com ele quando soube a maneira que tratou a ruiva, Matthew deixou Paul dormindo e foi fazer algo que não fazia a anos, rezar. Foi criado em uma família católica não praticante, que o havia ensinado os fundamentos básicos da religião. Quando chegou na pequena capela do hospital pôs-se em frente ao que achava ser o Arcanjo Michael, mas como todas as imagens eram parecidas e sempre teve dificuldades em saber quem era quem estava orando por sua família em frente ao arcanjo errado.
Estava ali abrindo seu coração e esforçando-se para fazer uma boa oração quando ouviu um som estranho que o fez lembrar o farfalhar das asas de um pássaro, abriu os olhos e em direção ao teto e não vendo nada ia fechar os olhos quando uma mulher morena em roupas sociais ficou em sua frente.
— Sabe você está rezando para imagem errada. – A morena afirmou, fazendo-o estreitar os olhos para ela que prosseguiu com sua explicação. — Esse não é Michael e sim Raphael, afinal Raphael é o Arcanjo da Cura e está em boa parte dos hospitais católicos como esse.
— Eu nunca sei ... Quem é quem. — Disse ele um pouco envergonhando.
— Entendo, a representação humana dos anjos não podia estar mais distante da realidade. – Continuou calmamente. — Quero que saiba que seu cônjuge e filhos ficaram muito bem.
— Você é médica? – Perguntou olhando por um crachá ou jaleco.
— Não, me chamo Raphael e junto com a Charlie tentamos ajudar sua família. — Disse e o homem a olhava como se esperasse que alguém aparecesse e levasse a mulher dizendo que era uma louca.
— Entendo sua descrença, mas quero que saibam que o pai destina a vocês uma longa vida feliz. – A morena diz tão estoica como sempre mas em seu amago sabe que sentiu a necessidade de ajuda-los assim como quando tirou a mulher a quem chamavam de Josy de dentro da casa, a muitos milênios não preocupava-se com nada fora a si mesma e a incontáveis séculos deixara-se de importar-se com a humanidade entretanto sentiu-se bem em remediar a aflição desse homem que ama tanto sua família, no entanto quando terminou de falar, logo sumiu, afinal tinha que dizer a Charlie que tudo ficaria bem e que elas deveriam ir.
Ele tinha baixado a cabeça e quando a levantou, a mulher já não estava mais ali, saiu e logo avistou um servente do hospital.
— Ei você viu para onde foi a mulher que falava comigo?
— O senhor estava sozinho o tempo todo. – O homem respondeu olhando estranho para Matthew antes de seguir seu caminho. Ele voltou a capela, mas logo foi tomado por uma sensação de paz e sorrindo ao olhar para imagem disse.
— Bem Raphael, não sei se está me ouvindo, mas quero que saiba que agradeço, tanto a você quanto a Charlie...E quando os meus bebês nascerem se chamaram Raphael e Raphaele. — Disse indo a maternidade do hospital para saber notícias dos filhos.
No Singer Salvation, Crowley e Bobby passaram todo o fim de semana juntos, conversaram e se entenderam, mas o caçador tem uma família a quem deve explicações por isso ia voltar.
— Bom dia Robert. — Disse o demônio.
— Essa coisa de você não dormir e tão irritante, por que sei que fica me olhando. — Falou o Singer.
— Eu tenho cara de Castiel? Que fica olhando enquanto Dean dorme. – Perguntou debochado fazendo Bobby lançar lhe um olhar inquisitivo. — Uma vez a algum tempo, vi a cena em um quarto de hotel, mas eles não estavam juntos o que deixa tudo mais estranho ainda...
— Que seja. — Falou se levantando da cama amava seus meninos entretanto preferia não saber de suas bizarrices.
— Então... Mandei comprar o café da manhã para você e a garota mais nova do Dean ligou para o seu celular...
— Você atendeu meu celular? – Virou-se bruscamente para encara-lo.
— O que esperava? Se eu não atendesse a menina ia surtar e ia ligar para o esquilo e o circo estaria armado. – Respondeu altivo.
— O que Emma disse?
— Perguntou quando iria busca-la, que Amy estava com Dean e desejou boa sorte a nós dois. — O Rei explicou.
— Tudo bem. — Disse descendo as escadas e indo até a cozinha. Começou a comer e logo se lembrou que tinha algo importante para falar com o demônio.
— Eu tenho que voltar ao bunker, pegar minhas coisas falar sobre nós com a família...
— Sério? Pensei que estava com um adulto. — Disse em tom zombeteiro sorrindo sacana. — Mas te entendo, você agora tem um monte de netinhos.
— Você é idiota!
— Eu sei é que tal você terminar logo esse café e nós dois...
— Sabe que as vezes você tem boas ideias! — Disse sorrindo de um jeito malicioso fazendo o demônio ficar inquieto na cadeira.
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