Do Amor à Redenção
71 Capítulo 65
Notas iniciais
Capítulo 65
Naquela manhã quando Sam acordou não viu Gabriel e muito menos Alex, mas sabia que o Arcanjo gostava de levar a pequena para tomar sol pela manhã bem cedo por isso levantou e foi para a cozinha tomar um café para ver se acordava de vez, iria preparar o banho da pequena e tentar passar um tempo com sua princesa coisa que seu amado quase não deixava, pois tanto o arcanjo quanto os filhos vivem a paparicar a bebê. No entanto para sua surpresa ao passar para pegar o café, viu tudo que sempre sonhou em comer quando era criança posto na mesa, assustado com aquilo quase soltou do lugar quando uma saudação foi ouvida.
— Sammy! – Colocando seus instintos de caçador para entrar em ação o homem alto socou o desconhecido.
— Sammy você não se lembra de mim? — Perguntou e então Samuel começou a pensar.
— Sully?
— Falando sozinho Sammy? — Dean perguntou ao entrar na cozinha olhando assustado assim como o Winchester do meio entretanto a atenção do mais velho estava voltado apenas para a mesa. – Porque diabos você fez tudo isso?
— Você não tá vendo ele? –Perguntou Samuel.
— Vendo o que Sammy? – Dean retrucou enquanto beliscava uma torta.
— Tinha esquecido que ele só pode me ver se eu quiser! — Disse o imaginário, então se mostrando para Dean.
— Que isso?
Depois que algumas explicações foram dadas, Dean descobriu que Sully era na verdade o amigo imaginário de Sam, que reapareceu para pedir ajuda, o mais velho tinha que admitir, não estava gostando nada daquela louca situação e tinha vontade de socar o cara.
— Espera, deixa eu tentar entender... o amigo do imaginário foi assassinado? – Inquiriu o primogênito Winchester.
— Sim e amigo imaginário da maneira que você está usando se torna um termo pejorativo! — Sully resmungou.
— Temos que conversar. — Falou para Sam e quando Sully tentou ir atrás deles gritou.
— Acho que vou esperar aqui! — Falou o ser.
Os irmãos descobriram que na verdade Sully é um Zenna, um ser de bondade que aparentemente guia crianças para o bom caminho, Sam decidiu ajuda-lo e Dean não deixaria o irmão sozinho para caçar sabe- se lá Deus o que.
Amy pediu para o agora namorado leva-la até a casa da avó, seria a desculpa perfeita para ver seu arcanjo, já que pediu para que se afastassem enquanto Dean estava surtado, mas agora iria falar com Victor e ele não seria mais fácil que Dean. Quando Amy chegou, não entendia o que estava acontecendo, também teve um amigo imaginário e sabia que aquilo era apenas uma forma de a criança sair um pouco de sua própria realidade embora saber que sua irmãzinha precisava de um a fazia muito culpada por isso foi bem chocante ouvir o relato da avó.
— Então quando chegamos ela começou a gritar e até ligou para a polícia. — Audrey contava triste. – Fiquei preocupada, a pequena vem sentindo tanta falta da mãe...
— Tudo que ela vem passando... Nem sei o que dizer. — Amy sussurra segurando as lagrimas.
— Fique um pouco com ela, Victor já está chegando. — A mais velha informou na esperança de que suas netas juntas pudessem se divertir.
Quando Dean soube para onde iriam, ficou mais irritado ainda com toda aquela coisa, por que a vida deles tem que ser tão maluca? Parou o carro e não precisou bater pensar em uma desculpa ou disfarce para poder falar com aquela família, mas se surpreendeu ao ver Amy na casa da avó.
Bobby havia passado um caso para ela, na verdade um antigo amigo de Bobby pediu ajuda e ele indicou Charlie, suspeita de poltergeist, o que fez a ruiva organizar uma extensa pesquisa, assim ficando ciente do quão difícil era para acabar com essas coisas perigosas e mortais, teria de ter cuidado, se dirigiu a cidade e não foi difícil encontrar a casa.
— Você tem certeza que vai? — Raphael perguntou a ela, a Arcanjo não podia negar que estava um pouco irritada com o Singer, por pedir para que Charlie viesse para esse caso, mas ela sabia que se o caçador não passasse o caso, Charlie descobriria.
— Pessoas podem morrer se eu não for. – Defendeu a ruiva.
— Pessoas sempre morrem. – Respondeu indiferente.
— É, mas quando podemos evitar as mortes é gratificante fora que algumas pessoas não tem nem a noção do que existe e por isso não poder sequer se defender dos horrores. — Falou pondo algumas coisas dentro de uma bolsa.
— Sei. Não vou discutir com você sobre isso novamente, vai lá e se precisar me chame. — Falou irritada e Charlie passou por ela dando um selinho.
Balthazar estava estendido na cama de seu amado, havia chegada há quase uma hora e nada de seu Lobo, entretanto não queria ligar preocupado em incomoda-lo já que Fenrir era tão paciente em sempre recebe-lo cada vez que some fazendo suas obrigações celestes. Estava a algum tempo olhando para o celular quando a porta de entrada do apartamento foi destrancada, rapidamente ajeitou-se para receber o deus pagão.
— Olá docinho! Espero que tenha sentido saudade. – Falou sedutor.
— Sempre! – O Lobo sorriu predatório antes de subir na cama engatinhando e beijar profundamente o serafim. – Estava a muito tempo me esperando? Porque não ligou?
— Não, acabei de chegar. – Mentiu descarado.
— Que bom! – O Lobo tirou o sapato e se aconchegou no peito do anjo. – Estava com o papai!
— E como ele está?
— Ainda triste por sua situação com Sam mas muito feliz pela Alex, ela está sendo sua alegria ultimamente.
— Se ele quer tanto o caçador porque diabos não o perdoa logo? – Balthazar inqueriu enquanto fazia cafuné nas madeixas onduladas do pagão.
— Papai é muito complicado!
— Conte algo que não sei! – Resmungou fazendo Fenrir sorrir.
— Serio! É visível que ele quer reatar seu relacionamento mas acho que está muito magoado com as insinuações que Sam fez.
— Gabriel deveria saber que os Winchester são dois cabeças-oca, nunca vou entender porque ele e Cassie caíram para os idiotas.
— Você está sendo muito duro com eles, afinal os irmãos são um pouco obtusos mas para um par de caçadores até que eles são bem sensatos.
— Você é bom demais por isso sempre se esforça para ver o bem nos seres humanos.
— E isso é um erro?
— Não mesmo isso só me faz te amar ainda mais.
— Bom saber! – O lobo sorriu antes de voltar a beijar seu amado.
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