Do Amor à Redenção
64 Capítulo 58
Notas iniciais
Capítulo 58
As duas esperavam ansiosamente, a que havia sido escolhida pelo professor vampiro era a isca, a outra só estava esperando a hora certa para arrancar a cabeça do monstro. A loira estava nervosa não só por aquela ser sua primeira caçada, mas também por que nunca quis aprender muito sobre o mundo de seres sobrenaturais, queria apenas ser uma garota normal mas parece que como todo Winchester esta não é uma opção, por este motivo estava agora escondida enquanto sua melhor amiga arrisca a vida, estava quase apavorada mas sabia que podiam lidar com isso e apesar dos temores não iria perder Angel, respirou profundamente e se pôs em alerta assim que ambos chegaram.
O professor havia escolhido uma sala onde tinham umas estantes de livros e umas cadeiras velhas empilhadas, o lugar perfeito para a Amazona se esconder e também como os últimos tempos não teriam aulas e sim um jogo entre a sua escola e a escola da cidade vizinha, ninguém ouviria ou veria nada, tinham certeza que era por isso que o Vampiro a havia escolhido.
— Não entendo por que me chamou para uma conversa professor, minhas notas estão boas. – A morena fazia de inocente e desentendida.
— Não é por isso que te chamei aqui querida. — Ele passou as mãos pelos cabelos escuros da menina e ela teve que se segurar para não dar um soco na cara dele. — Eu posso ver que existe algo especial em você, existe algo único e inestimável que a muito tempo não encontrava, há algo que podemos sentir entende-me?
— Desculpe-me mas acho que estou um pouco perdida? . — Ela se esforçou para tentar sorrir e parecer confusa.
— Bem eu quero que mantenha a mente aberta, quero que me ouça. — Ele para na frente dela, abaixa a cabeça fazendo com que seu suave cabelo caia em seus olhos, a Winchester já havia ouvido algumas meninas comentarem do charme do vampiro e pelo jeito ele estava bem ciente disso. — Eu não sou uma pessoa... Convencional, já estou por aqui a muito anos, convivo com a solidão a mais tempo que possas contar e adoraria ter alguém como você ao meu lado nessa jornada. Sei que é estranho e que talvez não vá acreditar minha querida menina, mas... o que você sabe sobre vampiros?
Emma ia vomitar se essa cara continuasse, sério será que ele conseguia alguma coisa com essas palavras baratas? Mas tinha que ouvir pacientemente tudo aquilo, até por que para que plano desse certo teria que esperar Angeline chegar perto o suficiente.
— Eu não sei o que dizer assim de cara, acho que eles são legais nos livros e filmes. — Disse a de cabelos escuros tentando fazer-se de tola.
— Se eu ti dissesse que são reais? — Perguntou ele sorrindo sedutor.
— Eu diria que você é louco!
Foi aí que ele mostrou os dentes e Angel pareceu se assustar de verdade, o que foi bom de certa forma, deu veracidade a coisa.
— O que...
— Um Vampiro.
— Foi você. ..
— Sim, mas elas não tinham o que você tem, você é especial para mim! — Disse ele se aproximando de Angel.
Ela permitiu e sem que ele percebesse, tirou do bolso uma seringa cheia de sangue do homem morto, que é um veneno para os chupa sangue.
— Então toma aqui esse especial para você! — Ela crava a seringa no braço dele e ao notar o Sanguessuga a joga com fúria para o lado fazendo-a cair no chão.
— Agora você vai morrer vadiazinha, eu vou...
— Vai o que babaca? Ninguém faz nada sem a cabeça! — Emma saiu de onde estava, pulou para cima dele que mesmo envenenado, ainda era forte e conseguiu desarmar a loira, está rapidamente deu um chute na barriga do falso professor e o jogou contra uma estante, ele com dor não conseguiu se levantar e Emma como amazona que é o decapitou rapidamente.
— Isso foi legal! — Angel falou respirando pesadamente e com olhos um pouco assustados.
— É mais eu tô toda suja de sangue!
— Relaxa, te levo lá em casa e depois te dou carona para a sua casa. — Angeline se ofereceu, a menina nunca foi de fazer amigos, mas quando viu Emma, foi amizade à primeira vista.
— Desculpa entretanto vou ter que enfrentar a bronca do meu pai, mas agora temos que sair daqui e foi bom caçar com você! — Diz a loira, odiava o fato de esconder tantas coisas de Angel, gosta muito da menina e sentia-se mal por essas coisas, só não estava preparada para contar toda a verdade sobre quem eles eram e quais seres constituíam sua família mas principalmente não estava pronta para lhe contar sobre sua própria origem.
Amy estava gostando de ficar com seu "tio" Crowley e também estar com ele é bom para esquecer dos seus problemas, afinal tinha trabalho a fazer, mas não conseguia deixar de pensar em Mike, mesmo sabendo o quão errado era aquilo tudo, mesmo sabendo que seus pais não gostariam nada desse seu interesse.
— Onde está sua cabeça? — Perguntou Berith a assustando.
— Isso não tem graça! — Amy diz. — E eu estava pensando em como isso tudo que o Crowley está fazendo é tão legal!
— Tá, eu sei que não era isso que você está pensando, mas eu também acho legal! — Disse o demônio. – No entanto quero falar com você, preciso da sua ajuda pode ser?
— Em que? — Pergunta desconfiada.
— Coisas de família, mais precisamente a família real. – Respondeu sorrindo amplo.
Foram para um lugar um pouco mais afastado e Berith contou tudo a Amy e é claro que a princípio ficou um pouco chocada por descobrir que ele foi um "agente duplo", mas depois acabou curtindo a história.
— Claro que ajudo! — Disse, apertando a mão do demônio.
No bunker a maior parte dos anjos tinha acabado de chegar, os únicos que faltavam eram Balthazar que havia ido encontrar Fenrir, assim como Gabriel que ainda não retornará o que deixava Castiel mais preocupado com os problemas do irmão e cunhado, no entanto com filhas adolescentes o serafim não podia se preocupar demais e deixar as meninas sem supervisão por isso assim que pôs um exausto Daniel na cama foi procurar as jovens. Encontrou apenas Claire que logo lhe avisou que a primogênita havia saído para comprar algo feminino na farmácia pois ambas estavam com cólicas e antes que se oferecesse para ajuda-las a loira avisou que era uma dor suportável e um comprimido resolveria. Acreditando na mentira resolveu ir buscar Emma na escola e poupar as meninas de uma viagem de carro que poderia as deixar desconfortável, antes que pudesse sair para pegar o carro a loira entra no Bunker coberta de sangue. Assim que constatou que os fluidos não pertenciam à jovem, ele respirou fundo, parece que não tinha jeito, sendo companheiro de um Winchester e pai de quatro deles não o afastaria de problemas, esperou que a Amazona se aproximasse afinal ela teria explicações a dar.
Dean acordou disposto a encontrar logo a tal sereia, para poder voltar logo para casa. Assim que comprou um café foi direto ao quarto de seu irmão e assim acordar Sam e aquele Arcanjo preguiçoso, queria finalizar este caso. Estava preparado para cenas constrangedoras ou mesmo algo estranho mas nada o prepararia para a cena que encontrou.
— Que porra é essa?! – Foi o primeiro pensamento e também a primeira coisa que Dean falou.
— Bem... — Sam ia começar, mas o ser o interrompeu.
— Eu... Enganei seu irmão... Precisava.... Mas creio que seu... Irmão explicará melhor...
— A coisa não tá morta? — Perguntou Dean ainda estupefato.
— Deixa eu explicar...
— E que seja uma explicação muito boa!
— Fui iludido, pensei estar com Gabriel e agora a sereia está grávida e o bebê irá nascer em algumas horas, e na verdade ela não é uma sereia mas sim uma selkie que aparentemente se chama Evelyn e vai morrer no processo, Dean...
— Você tem noção da merda que fez? — Perguntou Dean e quando Sam ia dizer alguma coisa um grito de dor vindo de Evelyn o interrompe.
Fale com o autor