Do Amor à Redenção
60 Capítulo 54
Notas iniciais
Quando Raphael chegou, Dean e Castiel estavam muito nervosos e fazendo muitas perguntas, porém se o serafim estivesse prestando atenção teria descoberto que Daniel tem não é nada grave. Entretanto a arcanjo não sabia exatamente o que fazer, teria de falar com o pai para ver o procedimento correto, já que era um ritual que estava a anos em desuso.
Angeline chegou correndo até Emma, a morena parecia que tinha visto um fantasma, porém depois que a menina falou a coisa estava mais para Vampiro e de verdade a loira não podia negar que estava anima com a ideia de caçar acompanhada coma amiga.
— Ele se aproximou de você? — A Winchester perguntou atônita.
— Sim. Olha meu pai não pode ajudar, nós paramos por que ele se machucou muito então... mas talvez você possa falar com seus pais, seus tios ou suas irmãs. — A bela morena falou.
— Nada disso, vamos caçá-los nós mesmas, não precisamos de nenhuma ajuda....
— Ah claro! Minha filha, ele provavelmente tem uma força descomunal e se alimenta de sangue, sangue humano, e você sabe por acaso como se mata essas coisas? Meu pai era mais focado em demônios e fantasmas.
Uma outra menina passou olhando estranho para elas, provavelmente por ter ouvido o final da fala de Angel.
— Tá olhando o que garota! Não se pode nem falar de Instrumentos Mortais que vem uma idiota criticar — Angeline inventou fazendo Emma balançar a cabeça negativamente segurando o riso.
— Temos que ter mais cuidado para coisas como essa não se repetirem e fica tranquila eu vou dar um jeito de descobrir como se mata um Vampiro, agora temos que arrumar a isca perfeita. — Emma falou e Angel estava disposta a ajudar, ambas sabiam que mesmo tentando levar essa vida normal o sobrenatural nunca os deixariam.
Estavam ali conversando quando um grito é ouvido e todos correm até a parte de trás da escola onde o corpo de uma jovem de longos cabelos escuros jazia no chão, naquele dia as aulas foram suspensas e todos mandados para casa assim como um toque de recolher para as jovens, a imprensa estava em cima e sabiam que se sua família não intervisse logo algum outro caçador iria, fora que com as descrições das jovens serem muito parecidas logo o verdadeiro FBI surgiria.
Desde sua discussão, Gabriel não havia voltado para casa, Sam agora se sentia sozinho, e pensava que talvez tivesse que se acostumar com esse novo status. Provavelmente seu arcanjo deve ter se cansado dele, talvez estivesse com Angie nesse momento ou um harém... Se sentia tão mal por tudo isso, queria apenas poder esquecer.
Tentou ler mas não podia se concentrar, olhou para o seu casaco e carteira, não tinha nada que fazer ali, precisava respirar um pouco, sair do Bunker e se distrair. Quando estava saindo ele passa por Castiel e Emma.
— Onde vai tio? — Perguntou a menina.
— Vou só tomar um ar. — Responde e sai sem olhar para trás.
Ele não demora muito para chegar no bar mais próximo da cidade, não era diferente dos muitos que viu por ai, se senta em um dos bancos que ficam no balcão, e logo o garçom vem atender.
— Então o que vai ser? — Perguntou o Garçom.
— Alguma coisa forte. — Sam fala.
— Mau de amor? – Perguntou com um sorrisinho intrometido mas recebe um olhar exasperado do Winchester e logo trata de atende-lo sem intromissões.
Parecia até que Raphael e Castiel haviam combinado, assim que o serafim pós o pé no quarto a arcanjo apareceu.
— E então? — Castiel perguntou.
— Bem, irmão você e o Winchester devem saber que Daniel precisa ir conosco para o céu, ele irá passar por algo que todos nós passamos....
— O que? Como assim? – Dean pergunta se pondo ao lado Castiel, o desespero já tomando conta dele só de pensar em perder seu filho e seu amado.
— Acalme- se Dean Winchester, iremos retornar em pouquíssimos tempo. — A morena fez uma pausa. — Como sabe Daniel não é um Nefilim então ele terá que apresentar suas asas, assim como todos nós no céu. Todos iremos.
—Eu...
— Irmão, temos que ir, é uma ordem do nosso pai. — A arcanjo da cura avisa. — Não tem o que temer irmão é uma tradição.
Enquanto isso Emma encarava Bobby, queria muito perguntar como se mata vampiros, mas estava meio que sem jeito.
— Então vai ficar me encarando, ou vai dizer o que veio dizer? — Perguntou o Singer encarando a neta e se ajeitando na cadeira para dar completa atenção a loira.
— Eu? — Ela sorriu meio sem graça. — Bem... vovô como se mata um Vampiro?
— Por que a pergunta? – Indagou o caçador.
— Nada só curiosidade.
— Bem tem que cortar a cabeça, nada de estacas, água benta, crucifixo, nada disso, apenas um facão muito afiado para decepar o pescoço. — Bobby disse, mas logo ele torna a falar. — Se está com problemas, eu posso ajudar... É o problema da escola?
— Não vovô, fique tranquilo era só que... Estávamos vendo um filme... É isso! — Ela disse saindo antes que se confundisse mais com sua mentira.
Quando Amy, Michael e Claire chegaram, viram que boa parte dos anjos já estavam prontos para ir, foi apenas o tempo de Amy e Claire se despedirem do pequeno e todos os anjos do bunker partiram juntos com o bebê.
Depois da partida angélica, as irmãs Winchester ficaram fazendo companhia a Bobby, Lizzie, o pequeno Ariel e Dean que não parava quieto mesmo quando Emma contava sobre o ocorrido na escola, claro que sem dar detalhes do sobrenatural.
— Que horror, mas você está bem Emma? — Perguntou Lizzie enquanto embalava seu filho.
— Sim, tudo bem, eu estava longe...
— Será que não seria o caso de mudar você de escola? — Amy perguntou já pensando nas possibilidades.
— Não, Amy tá tudo bem! — Emma respondeu firme.
— Mas..
— Amy nossa irmãzinha aqui sabe se virar, se algo estivesse ocorrendo ela contaria não é? — Claire tanto acalmou a morena como questionou a mais nova que esforçou-se para manter uma expressão neutra.
— Certo. Agora me deixa pegar um pouco esse fofuxo! — Amy disse pegando Ariel mas ele não demorou muito em seu colo, por que as outras meninas também queriam mimar o bebê.
Na biblioteca Dean não parava de andar de um lado para o outro, enquanto Bobby estava no telefone.
— Vem cá, você quer abrir um buraco no chão? — Perguntou Bobby.
— Qual é Bobby...
— Que seja, tem um caso, Nova York, algumas pessoas foram mortas no Queens, geralmente mães, mortas pelos próprios filhos. — Bobby completa com os demais detalhes dos crimes.
— Ok. – O loiro sai de perto de Bobby e vai em busca de Sam, não acha o irmão e então liga.
— Onde você está? — Diz indo em direção ao carro.
— Alo? Dean? — Perguntou Sam.
— Não o Batman. Sam onde você...
— Entrando no Bunker. — Dean desliga o telefone e vai até a sala.
Quando chega na sala, encontra o mais velho já o esperando.
— Temos uma caçada... Você bebeu? — Perguntou Dean.
— Sim um pouco... Qual o caso?
— Vai tomar um banho e se arruma, por que estamos saindo, na estrada conto o que houve.
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