Notas iniciais
Olá queridos!

Castiel não teve dificuldades em invadir já que os sigilos estavam extremamente mal feitos. O plano era simples e foi decidido que apenas o serafim, seu caçador, Sam e Berith iriam entrar, mesmo o extremamente contrariado Jormundgand aceitou ficar para trás junto com os outros para criar um perímetro e assim impedir uma futura fuga da bruxa, se esse fosse o caso. Balthazar chegou trazendo alguns amuletos contra feitiços mas por não contar com a presença de Amy, Dean deu o dele à filha. Entraram num corredor e na segunda porta encontraram Claire, a menina estava pendurada por cordas grossas e parecia desacordada, Castiel correu até sua filha.


— Nem pense nisso anjo! — Disse Cassie sorrindo diabolicamente. — Se é que eu posso te chamar assim não é mesmo?


— Você não tem poder contra mim, você não significa nada! — Disse o Serafim e Claire acordou assim que ouviu a voz de seu pai.


— Papai. — Sussurrou a menina com os olhos esperançosos.


— Para você não em compensação para Dean... – O anjo disse malicioso mas logo se arrependeu pois a morena olhou na direção do caçador e no momento seguinte Dean começou a se contorcer sentindo uma terrível dor.


— Dean! — Castiel gritou ao dar o primeiro passo em direção a seu amado.


— A escolha é sua criatura repugnante. – A bruxa sorriu loucamente. — Sua filha ou o maldito Winchester.


— Cla... Claire — Dean tentou dizer entre os fortes espasmos que assolavam seu corpo.
— Solta ele sua vadia! — Claire falou indignada, fazendo força para se soltar.


Castiel estava em um impasse, salvar sua filha ou seu amor, era uma escolha que ele nunca queria ter de fazer, sabia que se corresse para Claire, Dean seria morto e se fosse o contrário perderia sua filha, mas como tudo tende a ficar pior, Amy entra correndo pelo galpão.


— Já chega! Me leva e deixa a minha família em paz! — Gritou a garota, tinha um olhar determinado e postura tensa.


— Sua família? – Perguntou gritando loucamente. — Eu criei você! Essas malditas aberrações não são nada, eu sou sua mãe, eu te pus no mundo.


— Mentiu para mim toda minha vida! – A expressão da primogênita Winchester era pura raiva. – Não se pode amar alguém e enganar essa pessoa, você poderia ter me contado, poderia ter me deixado escolher o que queria para minha vida.

— Não seja ridícula, você é só uma criança não sabe o que quer!

— Esta enganada, a única pessoa perdida aqui é você!


Nesse ponto Cassie estava distraída o suficiente e Castiel percebeu Berith soltando Claire, assentiu para o demônio, que já estava levando a menina para longe da confusão e no fundo esperava que ele não estivesse aprontando nada. Agora que uma de suas meninas estava fora de perigo, preocupou-se com Dean que estava vivo porém desmaiado, tinha que tira-lo dali, mas não podia deixar Amy sozinha com aquela louca, não demorou para ver Balthazar aparecer ao lado de Dean e logo desaparecer com o mesmo, o demônio também reapareceu, Castiel ainda estava tentando entender o que Berith ganharia em troca, mas não iria reclamar da ajuda.

Tudo aconteceu muito rápido, no entanto Cassie percebeu as ausências e foi em direção a filha, mas Amy que já tinha notada o ocorrido, correu na direção do padrasto, o problema era que na pequena corrida deixou o amuleto cair, Cassie vendo isso investiu contra a Winchester, porém nada aconteceu e foi a vez de Berith falar.


— Cassie você foi idiota e cometeu um erro primário, assinou um contrato sem ler, eu sei, é bem difícil resistir aos meus lábios. — O demônio dá um sorriso torto e desdenhoso para a mulher — Porém lá estava e em letras garrafais que você teria poderes até quando eu quisesse.

— Eu nunca soube desse contrato...


— Uma venda foi feita, você deveria ter me pedido o contrato. Agora por favor Castiel leve a garota! – Pediu ao olhar para o anjo e a menina.


— O que vai fazer com ela? — Perguntou Amy, mesmo com tudo que estava acontecendo, não queria ver a mãe morta.


— Fique tranquila, em breve vou te dar notícias, mas prometo que não farei mal nenhum a ela, afinal a pequena Stacy ainda precisa da mãe. — Berith diz simplesmente e de alguma forma era visível que estava falando a verdade. — Eu prometo que darei notícias pelo Crowley! — Assegurou mais uma vez e sumiu junto a Cassie.


Assim que Amy e Castiel saíram, viram Dean de pé, ele ainda parecia ter alguma dor que foi curado por Castiel. O serafim olhou para sua filha que estava abraçada com o namorado, mas assim que ela avistou Amy e Castiel abraçou os dois.


— Papai. — Ela chorou escondendo o rosto no peito do anjo, a menina teve medo de perder novamente sua família. Mas a emoção de ver novamente o anjo a fez perceber que o via realmente como um pai e o amava como tal por isso não podia mais negar que fazia parte daquela família e que não pode pensar em perde-los.


— Claire. — O Serafim não estava conseguindo expressar em palavras o que estava sentindo, ela o havia chamado de pai e isso era mais do que podia esperar. — Está tudo bem agora filha, nós vamos para casa.


Voltaram para o bunker porém Amy não ficou muito tempo, depois de ver que todos estavam bem, tinha que saber como estavam as coisas para Lizzie e Lúcifer, então a jovem fez uma oração para Michael que logo veio busca-la.


— Tio Lú? — Ela chamou assim que viu o arcanjo desesperado.


— Você não deveria estar com sua irmã? — Perguntou Morningstar.


— Já está tudo bem, alguma notícia? – Tendo como resposta apenas um soluço abafado, ela sentou-se para a espera.


Horas de aflição se passaram, Lúcifer estava angustiado, estava a ponto de ruir, por mais que os outros tentassem acalma-lo ou mesmo distrai-lo, nada adiantava, sua mente, seu ser estava com Elizabeth e com seu filho ou filha que nasceria.


— Ei, vai abrir um buraco no chão? — Perguntou Amy brincando tentando mais uma vez chamar sua atenção.


— Já falei isso para ele umas mil vezes, mas nada adianta! — Disse Bobby que tomava um café batizado.


— Senta aqui, eu sei como é angustiante, mas andar de um lado para outro não ajuda em nada! — Gabriel falou com um sorriso, enquanto via Amy guiando o arcanjo para uma das cadeiras. O que ninguém sabia era que havia um sentimento ruim, como um pressentimento, ele não gostava dessa sensação, mas mesmo assim se sentou, sabia que tinha de esperar, o que estava acontecendo não era algo que ele, Raphael ou nenhum outro anjo ou Arcanjo pudesse intervir.


Mais alguns minutos se passaram, torturantes minutos até que um médico apareceu no corredor.


— Elizabeth Milligan! — Ele chamou e todos se levantaram.


— Sou o esposo dela...


— Sinto muito, fizemos o que podíamos mas o senhor terá de ser forte.... — As luzes começaram a piscar e algumas daquele corredor estouraram, os relâmpagos eram ensurdecedores, a chuva tornou-se de granizo, não podia controlar-se, não estava fazendo por mal apenas não conseguia se controlar, por todos os filmes que já viu sabia o que viria a seguir.


— O que aconteceu? –Sua voz era fria tão fria quanto um iceberg, seus olhas tinham um brilho assassino que fez o médico recuar assustado.


— Sua esposa... – O assustado medico nunca tinha presenciado nada como aquilo, nunca ninguém tinha tido tal reação destruidora. – Ela... veio a óbito.


— Onde está? — Não podia acreditar no que estava ouvindo.


— Tio Lú... – Amy começou mas o Caído não deu ouvidos.


Ele prensou o médico contra a parede. — Onde ela está?


— Foi encaminhada para o necrotério, daqui a pouco... — O médico respondeu apavorado, seu corpo tremia e quando o arcanjo o soltou seus olhos reviraram nas orbitas e ele caiu na inconsciência.

Não se importava com mais nada que não fosse sua Elisabeth, num piscar de olhos estava em frente a maca em que estava deitada, sua amada estava sozinha, parecia tranquila. Tocou em seus cabelos e só quando uma lágrima pingou no rosto que tanto amava ele percebeu que estava chorando. Puxou-a para perto de si e tocou em sua testa, esperou por um momento mas nada aconteceu, tentou novamente mas teve o mesmo resultado. Desesperado puxou para seu colo e sentou-se no chão, traçou suas feições bonitas e insistiu na cura, tendo o mesmo resultado, no auge de sua desesperança chamou por Ele.


— Pai, por que a tiraste de mim? – Perguntou em meio aos soluços, balançava Lizzie em seus braços como quem embalava um bebê. – Eu sei que nada mereço mas imploro mesmo assim tire minha vida não a dela, por favor meu pai! Nosso filho precisa da mãe.

A cena era chocante, Lúcifer a MorningStar chorava copiosamente aos soluços, estes eram tão altos que podiam ser ouvidos em todo o corredor, a estrutura do prédio tremia mas nada disso importava tanto quanto a mulher morta em seu colo.

Notas finais
(Depois da postagem do capítulo, autoras fugiram para as montanhas)