Notas iniciais
Olá queridos!


A primeira coisa que sentiu foi a dor pungente na cabeça, a boca tinha um gosto estranho e ao tentar movimentar-se seus músculos protestaram. Tentou concentrar-se e as memórias vieram, percebeu rapidamente que tinha sido capturada entretanto sua preocupação estava voltada para os irmãos e Lizzie que não estavam à vista. Discretamente olhou ao redor para tentar situar-se, o lugar tinha um cheiro terrível de mofo, podia ouvir uma gotejamento, provavelmente um vazamento de algum cano, estava com os braços amarrados acima da cabeça, e os mesmos doíam, estava escuro e não tinha janelas visíveis o que tornava impossível adivinhar as horas.
Demorou muito até que escuridão foi embora e a luz tomou conta do lugar onde estava, um portão grande se abriu revelando Cassie Robinson, Claire ainda queria entender por que essa mulher estava fazendo isso.
— Estava colocando sigilos afinal seu papaizinho pode querer dar uma de herói e não podemos permitir isso não é verdade? – A morena disse em tom de conversa.

— O que você quer com tudo isso? — Perguntou a loira que puxava discretamente as cordas tentando soltar-se.
— O que eu quero? Não é óbvio? – Cassie disse sorrindo amplamente, sua expressão facial mudou completamente e um brilho insana rodava em seus olhos.
— Não, a única coisa óbvia aqui é que você é louca! — Disse Claire petulante mas logo sentiu uma forte ardência no rosto, era como se tivesse levado um tapa.

— Gostou? É um feitiço que a traidora da Rowena me ensinou! — Disse sorridente, enquanto andava pelo local e acendia algumas velas.
— Por que está fazendo isso? Por que você não...
— Cala a boca, você é apenas minha isca!
— Não se preocupe que já entendi, sou a isca e você é louca! — Claire fala voltando a tentar afrouxar as cordas. – Sabe que isso vai por agua a baixo né? Você vai se ferrar!
— Por que? Por que eu deveria ter medo do seu papai anjo?
— Não. Por querer ferrar com a própria filha! Eu sei que você queria pegar ela...
— Eu já falei para ficar calada! — Cassie gritou e se aproximou de Claire. — Eu vou matar o Dean e Amy vai esquecer toda essa besteira e vai voltar para a casa comigo.
— Você não vai fazer nada contra o Dean, nem contra meu pai e nem a ninguém da minha família! — A garota falou sentia ódio da mulher a sua frente, não entendia como alguém tão ruim era mãe de Amy.

— Quer saber não tenho tempo para seus chiliques de pirralha, tenho que terminar os preparativos para a chegada da sua família. – A última palavra da morena estava carregada de nojo.


Estava em um impasse. Podia ajudar os Winchester ou voltar para hotel e esperar Rowena correr para seus braços. Sabia que isso nunca aconteceria, mas não custa nada sonhar entretanto sabia que o certo era ir ao socorro da criança do anjo Winchester. Era um demônio muito velho mas nunca aceitou este tipo de coisa, você pode ter ódio de alguém mas não precisa meter as crianças na história, isso é uma grande covardia, por mais que Claire seja uma adolescente, ainda assim é alguém no início da vida, alguém que precisa ser cuidada e protegida, ele queria ser um demônio normal, queria não sentir nada, mas se essa menina sofrer alguma coisa sabia que iria ficar com peso na consciência e tai uma coisa do qual ele tinha um certo temor de ter.

Chegou lá antes mesmo dos Winchester, esperou um pouco antes do agora galpão, mas que um dia já foi uma pequena fábrica, avistou os carros de longe, logo eles param perto dele e descem do carro.
— O chefinho te mandou? — Perguntou Dean.
— Não. Olha só, ela fez uns selos mal feitos por causa do anjo aí...
— Eu vou entrar e falar com minha mãe! — Disse Amy já se encaminhando para o portão.
— Mas nem ferrando! — Dean falou mas antes de buscar sua filha, Castiel já havia segurado no braço da moça.
— Já estou com uma filha lá, não vou deixar a outra entrar! — Disse Castiel e seu companheiro assente concordando totalmente com as palavras do anjo.
— Isso foi fofo. — Berith fala e ri. — Mas agora falando sério, vocês não querem a mãe da garota aí morta certo.
— Eu não me importaria se ela morresse! – A Grande Serpente exclama sombriamente, seu corpo parecia tenso, seus movimentos eram sinuosos e seus olhos num amarelo reptiliano.
— Ok! Ninguém vai morrer, ela vendeu a alma, mas no contrato não dizia nada sobre usar os poderes pelos dez anos! — Explica o demônio.
— Então qual o plano? — Perguntou Dean, que já estava impaciente com toda essa conversa.


Daniel estava no bunker sob os cuidados de Charlie, Emma, Narf e Vali. O menino tinha parado de chorar a pouco tempo, mas estava muito assustado o que fez os gêmeos entrarem em ação com suas brincadeiras para tentar entretê-lo no entanto o pequeno era um Winchester e como era padrão da família estava bem preocupado.
— Eu quero a tia Lizzie, aquela mulher malvada a machucou, onde ela está? E minha mana?
— Danny, lembra quando o Lúcifer te disse que seus pais eram super-heróis? — Perguntou Charlie que estava no quarto do menino e tentava faze-lo ver um filme no notbook.
— Sim. — O menino respondeu pensativo.
— Então os heróis sempre salvam as pessoas, fica tranquilo que não vão demorar muito para estar todo mundo aqui! — Disse ela bagunçado os cabelos do menino.
— Verdade tia Charlie? — Ele perguntou olhando ansioso para a tia.
— Claro que sim, meu pequeno vai ficar tudo bem! — Disse a ruiva.


Na cozinha do Bunker, Emma chorava para que ninguém a visse afinal era uma Amazona, não podia ser fraca, assim que Narf e Vali entraram, limpou rapidamente as lágrimas.
— Não precisa fingir que não estava chorando. — Vali começa.
— Principalmente conosco. – Completa Narf.

— Sabemos que está preocupada. — Vali fala se sentando ao lado da menina.
— Mas que tal se distrair um pouco com a gente? — Narf pergunta.
— Não estou com cabeça meninos, me desculpe. — Ela sorri fraco.
— Então como bom amigos que somos. — Vali mais uma vez começa.
— Vamos ficar te fazendo companhia! — Para Narf completar
— Obrigada, meninos!


O Arcanjo sabia que sua amada estava muito mal, seus olhos ardiam pelas lágrimas não derramadas, enquanto esperava na recepção por notícias dela que ainda estava na sala de cirurgia. Tentava controlar-se mas era impossível, estava desesperado, sua dor e agonia era maior até do que no dia de sua queda e ele sempre imaginou que nada poderia comparar-se aquilo. As coisas tinham sido horríveis apenas algumas horas atrás, cada vez que tentou curar Elisabeth nada tinha acontecido até mesmo Raphael não conseguiu. MorningStar só estava aguentando por amor a sua companheira e apoio de seus irmãos Michael, Raphael e Gabriel assim como Bobby que estavam ali o apoiando.

Com o passar de mais uma hora já não conseguia ficar parado em um lugar só, abordava todos os enfermeiros ou médicos que passavam por ele, querendo saber notícias de sua doce Elizabeth, mas a única notícia que teve foi de que os médicos estavam fazendo o possível para salvar a mãe e a criança.
— Lúcifer, senta aí e se acalma por que se parar mais funcionários desse hospital eles vão colocá-lo para fora. — Bobby disse, entendia o caído, mas também sabia que os médicos não estavam gostando nada das atitudes dele.
— Eu...
— Não o senhor Singer tem razão, não vai adiantar nada ficar assim! — Disse Michael ao se aproximar de seu irmão e puxa-lo para sentar-se ao seu lado. Alguns minutos depois a tensão era tão grande que uma tempestade fortíssima caia lá fora.
— Tudo bem, eu vou ver se consigo alguma informação, você fica aí! — Disse Gabriel já não aguentando mais a pressão na sala.

Notas finais
Capítulo tenso!!!