Notas iniciais
Olá queridos!

Dean havia recebido uma ligação de Crowley, informando sobre o plano de Cassie, e mesmo não querendo acreditar que a mulher seria capaz de machucar a própria filha, começou a temer pelas crianças quando suas ligações foram para caixa postal. Sabia que era tolice mas queria acreditar que a mulher pelo qual um dia foi tão apaixonado não seria capaz de tal ato desumano, no entanto suas esperanças foram perdidas com a chegada de Castiel que havia ido buscar as crianças, o anjo antes estoico tinha uma expressão de estrema preocupação ao comunicar que Elizabeth estava no hospital e Claire havia sido levada. Devido a essas notícias estavam Amy, os filhos de Gabriel com Angie, Adam, Sam e Bobby na frente do bunker preparando-se para sair numa busca. Quando todos começavam a entrar em seus respectivos veículos, o Rei do Inferno apareceu.

— Meu homem já tem a localização dela, estão em um hotel abandonado...
— Crowley, seu homem te avisou em cima da hora como podemos saber que ele não está junto de Cassie? — Perguntou Sam exasperado.
— Berith tem um passado que o impede de machucar pobres crianças indefesas. – Respondeu desdenhoso.
— Por isso ele te ajudou? — Amy perguntou aflita.
— Exato.
— Que seja, mas se isso for de alguma forma uma armação eu vou matar você. — Castiel falou dando um passo à frente. — E dessa vez não é uma ameaça vazia.
— Nossa você está aprendendo mesmo a ser agressivo. — Disse debochadamente. — Acho que está aprendo com o namoradinho.
— Tudo bem rapazes já chega! — Amy fala. — Você vem com a gente Crowley?
— Não. O endereço está aqui. Eu tenho uma obra para inspecionar cuidadosamente! – Diz com um sorriso sacana.
— Tá reformando o inferno? — Fenrir pergunta sacana.
— Não exatamente. — Ele diz e some.



Uma ruiva estonteante, entra num requintado restaurante Parisiense. Ama o fato de estar na Europa novamente, pena não poder ficar, afinal estava aqui apenas para encontrar com um certo demônio.


— Sabia que me deixar esperando não foi nada educado? – Estava tomando um vinho tinto, vestia-se despojado como sempre mas não se podia negar a aura dominadora que sempre o envolvia.

— Berith, precisa entender que não se apressa a perfeição! – Respondeu maliciosa antes de sentar na cadeira puxada pelo mêitre.
— Rowena, se fosse tão perfeito assim não teria demorado tanto. — Ele brinca e a bruxa o fuzila com o olhar. — Agora devo dizer que fico feliz em te ver aqui e não executando um terrível erro.
— Talvez eu tenha tido um forte motivo. — Fala com um sorriso em seus lábios antes de levar a mão esquerda ao cabelo e afasta-lo deixando à mostra seu pescoço pálido.
— Seria indelicado de minha parte querer saber o motivo que faria a bruxa mais poderosa da Terra mudar de ideia?
— Um amigo me deu um conselho.
— Esse amigo parece se importar com você, talvez ele queira ser mais que um simples amigo. — Não houve resposta por parte da ruiva, pois o garçom havia acabado de chegar e dessa vez a vida do trabalhador seria poupada.


Era estranho dizer ou pensar isso de um demônio, mas Rowena sabia que podia confiar em Berith. Era fácil estar em sua presença e o mesmo parecia preocupado com suas atitudes e até sua falta de relação com o filho. A ruiva quis detesta-lo assim como fazia com qualquer criatura na existência entretanto quando ele confiou-lhe histórias de seu passado e mostrou-lhe uma nova face, não poderia negar seu crescente interesse.

— Sabia que seu filho está reconstruindo a casa de Bobby Singer? — Perguntou enquanto observa a maneira delicada e educada com que Rowena comia e se portava.
— Quem é esse tal de Singer?
— Bem, pelo que eu sei ele é um caçador, pai de criação dos Winchester...
— Sempre os Winchester! — Ela reclama indignada.
— Não acho que o Rei esteja fazendo isso pelos Winchester, acho que tem afeição pelo senhor Singer. — Berith diz, analisando a mulher a sua frente.
— Isso é interessante, o idiota sangrento está envolvido com um caçador, tomara que dê sorte, por que a mãe do Gavin era uma meretriz! – Rowena sorveu um pouco de sua taça. – Nunca vou entender as péssimas escolhas de Fergus.

— Só espero que não esqueça do inferno. – Berith resmungou. — Até por que sem ele aquilo vira uma maldita bagunça!


Berith sabia o quanto era arriscado ficar com Rowena, sabia que ela era o perigo em pessoa e que não tinha apego ou mesmo gostava de ninguém, mas estava disposto a correr o risco, eles já estavam em um hotel exageradamente caro, que Berith só conseguiu após pedir para Nádia enviar um demônio para possuir o gerente.
— As acomodações estão de seu agrado? – Perguntou enquanto observava a ruiva andar pelo quarto, o vestido azul marinho que usava colava-se ao corpo num encaixe perfeito e o demônio não conseguia decidir se era mais interessante olhar os lábios carnudos, a pele pálida ou o sinuoso caminhar que fazia seus quadris balançar tão provocativo.
— Razoavelmente bom! – Exclamou antes de caminhar para a sacada. A ruiva já havia percebido seu olhar cobiçoso e estava brincando com ele, e o demônio não podia negar que suas calças ficando tão apertadas e incomoda já estava atrapalhando sua linha de raciocínio.
— Vou ser direto Rowena. – Puxou a respiração que nem percebera segurar. – Você sabe o que quero, como quero e o que estou disposto, no entanto tens que ter certeza se além de aceitar está disposta mudar algumas coisas. Não vou pressiona-la, nem exigir nada, quero somente que pense nos prós e contras e quando eu voltar daqui a dois dias nos podemos conversar e gostaria de ter sua resposta. – Assim que acabou seu pequeno discurso virou-se rapidamente saiu dali deixando uma atordoada bruxa.

Notas finais
Como não amar Berina??? Esperamos que tenham gostado do capítulo!!!