Do Amor à Redenção
39 Capítulo 35
Notas iniciais
Capítulo 35
Recompensa no dicionário é descrito como; favor, presente com que se mostra reconhecimento por um obséquio, por uma boa ação; retribuição, prêmio. E cada uma dessas palavras é como um doce para Rowena, ela adora ser agraciada ainda mais quando é por puro merecimento, afinal a mesma havia sugerido mudar de cidade e por enquanto esquecer seus planos, o que fez o demônio a levar para um hotel extremamente requintado em uma cidade pequena da qual a bruxa não se lembrava o nome, era ótimo estar cercada de luxo, porém Cassie tinha de atrapalhar tudo.
— Está tudo muito bom, mas quando vamos agir de verdade? — Perguntou irritada, estava se cansando do atraso no plano.
— Você quer agir? Você não consegue fazer um simples feitiço sem minha ajuda! Então vamos agir quando eu achar que é a hora! — A Ruiva respondeu ríspida.
Cassie procurou ajuda em Berith com o olhar, mas este continuou olhando para a tela de grandes dimensões onde passava um filme de ação, era obvio que não prestava atenção mas era melhor evitar as duas.
— Quer saber eu vou dar uma volta! — A morena retrucou ao bater à porta.
— Ela vai causar problemas. — O demônio suspirou.
— Você acha? – Rowena perguntou sarcástica.
— Vou atrás dela. — Falou sem nenhum animo.
— Vai lá, enquanto eu vou aproveitar todos esses sais de banho! Até por que fugas não são boas para pele! — Disse a Bruxa entrando para o banheiro.
Em Pueblo as coisas estavam bem paradas, era muito estranho todos aqueles adolescentes em coma e os médicos não conseguiam encontrar nada que pudesse justificar o mal súbito coletivo, osWinchester estavam indo em direção a casa dos Simon, dois dos três filhos da família estavam em estado de coma.
A mãe parecia desolada e pai indignado, achavam que tinha algo haver com água ou coisa do tipo e ficavam extremamente irritados pelas autoridades não resolverem e nem comunicarem nada, mas Dean os compreendiam, sabia como era desesperador não saber o que está acontecendo com os filhos, pelo que os Simon falaram, os jovens são como qualquer outros, não eram iludidos a respeito dos filhos, o que já era uma grande vantagem pois a maioria dos pais acreditam que seus filhos são santos. Esse casal era bem conscientes no entanto não podiam acreditar que pessoas tão saudáveis pudessem adoecer deste modo ainda mais agora que os médicos estavam sem esperança numa melhora.
Eles foram para o hospital, onde as coisas não estavam melhores tanto com os jovens quanto com relação ao caso. De volta ao quarto de motel os irmãos juntavam as pistas de modo frustrado.
Emma estava a uns cinco minutos se olhando no espelho, até que Amy curiosa teve de perguntar.
— Não sabia que era do tipo narcisista? — Brincou a mais velha para esconder o fato de estar um pouco preocupada com a mais nova.
— E não sou. Só estou pensando que poderia mudar alguma coisa, sabe? — Ela se virou para as irmãs.
— Você quer mudar de visual? – Claire largou o livro que lia e perguntou entre alegria e incredulidade afinal estava incrédula por saber que Emma não era do tipo que gostava de grandes mudanças e feliz por que cada vez mais Emma estava parecendo uma adolescente normal.
— Isso! – Respondeu a amazona, talvez fosse uma mudança que faltasse para se sentir mais ela mesma.
— Mas que tipo de mudança? — Perguntou Amy.
— Cortar meus cabelos! – Exclamou olhando-se novamente.
— Ok! A gente pesquisa uns cortes de cabelo legais, escolhe aqueles que mais combinar e depois a corta! — A mais velha diz pensativa.
— Espera, a gente não sabe cortar, não é melhor pedir para o Gabriel? — Claire propõe. – E se não estou enganada acho que tem um aplicativo que mostra como os cortes ficam se usarmos uma foto, vou já procurar, pega ali o notebook por favor!
— Agora mesmo! – Amy puxa o aparelho e joga-se na cama acompanhada das irmãs, depois de várias fotos e muitas brincadeiras, todas três resolvem fazer uma mudança. A morena resolve clarear algumas mechas, enquanto Claire um corte repicado, no entanto nada se comparava a decisão de Emma.
Não foi difícil encontrar Cassie Robinson, a morena não tinha o menor cuidado ao vagar por aí, e logo Berith a encontrou sentada em um restaurante prestes a fazer uma grande besteira. A mulher iria tentar usar um dos feitiços de Rowena para não pagar a conta, o que seria um grande erro, por que eles ficariam ali por algum tempo, então antes que pudesse fazer mal ao pobre garçom o demônio a impede.
— O pensa que estava fazendo? — Ele perguntou, talvez esse bode expiatório estava saindo caro demais.
— O que acha? – Ela perguntou desafiadoramente.
— Eu acho que você está tentando ferrar com tudo! Pare de dar seus ataques, planos só dão certos sendo bem realizados, você acha que tenho séculos de existência sendo idiota? Não seja ridícula e volte para o hotel quando for a hora de agirmos tenha certeza que será a primeira a saber. – Assim a morena sai ele paga a conta e se dirigi ao bar do restaurante, ele realmente precisava apressar as coisas se quiser que tudo ocorra dentro de seus planos.
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