Do Amor à Redenção
35 Capítulo 31
Notas iniciais
O filme tinha acabado e eles nem haviam percebido deitados na mesma cama, juntos enfim, aproveitando algumas carícias que mesmo tímidas era bem aceitas. Depois de tanto tempo era inusitado estar ali como um casal, como uma família. Dean salpicava beijos pelo rosto do anjo, era adorável vê-lo corar quando os carinhos ficavam mais quentes, um momento como esse era raro pois com tantas crianças tornava-se quase impossível, mas ali estavam graças a Gabriel que ficou de olho em Danny para que pudessem aproveitarem a noite juntos.
— Posso falar uma coisa que vai parecer meio boba? — Perguntou Castiel, olhando diretamente para os olhos verdes de Dean.
— Pode falar o que quiser meu anjo. — Respondeu o caçador, Castiel nunca admitiria em voz alta, mas toda vez que Dean o chamava de "meu anjo" se sentia muito bem, era quase calmante.
— É muito bom estar aqui com você! — Eles entrelaçaram seus dedos. — Com nossa família. — O anjo terminou de dizer.
— Eu posso te falar uma coisa que também vai parecer um pouco boba? — Dean repetiu a pergunta do anjo que sorriu e assentiu em concordância.
— Eu também gosto de estar com você e nossa família! — Dean disse, não gostava muito de expressar sentimentos e essas coisas mas tinha que tentar.
Na sala do bunker, Bobby assistia o jornal da noite, quando viu uma coisa que poderia ser um caso, jovens estavam indo parar em hospitais, pelo que dizia no noticiário, todas as vítimas estavam vivas, porém em estado de coma que segundo os médicos era irreversível.
O Singer se levantou e foi até Sam que estava na biblioteca, procurando por um livro para ler, ele foi o primeiro a saber do caso, porém Bobby percebeu que o Winchester parecia incomodado.
— Pensei que já havia se acostumado? — Bobby falou.
— Não é sobre o caso, na verdade é sobre o Dean. – Sam disse e de verdade Bobby não estava entendo onde Winchester do meio queria chegar.
— O que tem o Dean?
— Pela primeira vez está tendo uma vida normal, está com os filhos, está finalmente com a pessoa que ama, isso é o mais perto da vida torta de maçã que já chegamos....
— Eu entendo garoto. — Disse o Singer, sabia que Samuel tinha razão. — Mas infelizmente esse é nosso trabalho.
— Eu vou chama-lo para que possamos decidir o que fazer- Disse desanimado. — Você sabe se algum caçador está por perto?
— Erin e o parceiro estão perto mas cuidando do que consideram um ninho de vampiros.
A Bruxa ia matar Berith. O demônio amaldiçoado estava a mais de 15 minutos em um jogo ridículo de sedução com a Robinson, coisa que estava irritando Rowena em grau que ela jamais pensou que se irritaria com alguém. Aquela criatura imunda sabia como mexer com ela, e ficar assim por... ele ia contra a todo e qualquer princípio que tinha, abriu a porta e quando ia saindo Berith segurou seu braço.
— Onde vai?
— Desde quando isso te interessa? — Perguntou se soltando.
— Desde que eu estou tentando te manter viva! – Ele respondeu rigidamente.
— Por que não vai ficar com sua aprendiz de feiticeira e me deixa em paz! — Gritou finalmente se soltando das mãos do demônio.
— Rowena não seja infantil...
Ela apenas saiu bufando, o que o fez rir afinal o que estava fazendo estava dando certo, e talvez já estivesse na hora de seu ataque final para ter Rowena para si, por que de verdade entre as duas mães horríveis com quem ele estava convivendo preferia mil vezes Rowena.
— O que deu nela? — Perguntou Cassie vindo do seu quarto.
— Ela é temperamental! — Ele sorriu sedutor. — Então você estava me falando sobre a caminhonete fantasma. — Ela sorriu e começou a tagarelar, enquanto os pensamentos de Berith voltavam para a bela ruiva enfezada.
Na garagem Gabriel e Lizzie estavam preparando-se para sair. Depois de muitas discussões entre os arcanjos e após exame realizado por Raphael, foi constatado que a gestação de Elisabeth era totalmente diferente do que o que trouxe Daniel ao mundo. Percebia-se rapidamente que tanto ela e o bebê estavam em perfeita saúde e poderiam fazer acompanhamento médico normal. O Mensageiro de Deus e a Milligan foram a clínica obstétrica de carro enquanto Lúcifer que se recusou a entrar no veículo, voou até o local onde sua amada iria começar o pré-natal.
— Temos que esperar tanto assim mesmo? — Perguntou o Caído já irritado com a demora do atendimento.
— Isso é normal mesmo sendo uma clínica particular, claro que temos de esperar! — Gabriel respondeu revirando os olhos, sempre podia contar com seu irmão mais velho para fazer tempestade em copo d’agua.
— Raph...
— Você sabe que sua irmã está ocupada! — Elizabeth falou segurando a mão do Arcanjo, afinal a Morena só não estava lá por que tinha coisas para resolver com Charlie.
— Sei qual ocupada ele anda grudada nos lábios da Ruiva! – Lúcifer resmungou arrancando sorrisos da jovem e uma gargalhada de Gabriel que acabou sendo repreendido por uma carrancuda enfermeira que passava pela recepção.
— Vocês dois não tem jeito não é? — Perguntou Elisabeth assim que a mulher afastou-se.
— O que não estamos fazendo nada demais. Replicou Gabriel.
— Concordo plenamente. – O outro assentiu.
— Elisabeth Milligan? – Chamou a atendente.
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