Do Amor à Redenção
18 Capítulo 17
Notas iniciais
Berith sabia muito bem que o efeito estava passando e que aquelas correntes não seguraram Rowena por muito tempo, também sabia que ela tentaria mata-lo, embora fosse quase impossível que conseguisse tal proeza, não podia facilitar que a bruxa fugisse, pois já havia percebido que o Rei não queria ver a mãe morta, o cara era ambicioso e cruel, mas de alguma forma assim como ele, o outro também se lembrava de como era sentir e de como esses sentimentos são irritantes.
Fora o fato de achar a bruxa muito interessante, uma mulher como ela era tão raro, sem contar a atração física que sentia, a cabelo ruivo, a pele alva, o corpo pequeno, gestos delicados e graciosos, porém tão forte e poderosa, isso atraia Berith.
– Vai me devorar Berith? – A bruxa já já estava podendo se mexer, por isso tinha um sorriso debochado.
– Seria um prazer te devorar. — Ele sorriu com malícia, Rowena sorriu de canto.
– Seria? — Ela perguntou arqueando uma sobrancelha.
– Tenho uma proposta a te fazer Rowena.
– Que tipo de proposta? — Perguntou ela com interesse, gostava do jogo do demônio, além do fato dele ser muito atraente.
– Eu a deixo fugir, pelo menos dessa vez, acho que vai ser o melhor para você, para mim, para o Rei e até para os Winchester, mas vou te entregar ao rei, depois que a poeira baixar.
– E como pensa que vai estar vivo para fazer isso?
– Isso você deixa comigo. Então topa? — Ela não teve tempo de responder, o telefone de Berith tocou.
Castiel quando Dean saiu se viu um pouco assustado, por ter de ficar de olho nas quatro crianças, por que mesmo Amy não sendo mais uma fisicamente, o anjo ainda a vê como uma menina, também era muito estranho, não ter o caçador consigo pela primeira vez em algum tempo, afinal estava bastante acostumado com a presença do Winchester, era quase doloroso, mas de algum modo ele sabia que Dean estava bem, talvez pelo elo que eles possuíam.
Agora observando Emma ler e Danny desenhar, na biblioteca, não demorou para Amy e Claire se juntarem aos irmãos, Daniel mostrou seu desenho a Amy assim que a morena se sentou.
– Mostra para o pai Danny! — Daniel pulou da cadeira e foi até Castiel.
– Pai, olha o carro do papai! — Disse o pequeno. — Ele vai voltar rápido!
Castiel sorriu e pegou o desenho com as mãos, nem de longe aqueles rabiscos lembravam um carro, mas mesmo assim para o anjo era o desenho mais lindo que já havia visto.
– É uma bela retratação! — Disse Castiel.
– Seu. — Danny disse voltando para seus desenhos, até que Lúcifer apareceu do lado de Castiel.
– Daniel já está no horário do seu programa! — Disse o Caído, que não entendia o motivo de Danny gostar tanto de um programa onde um cara de roupas coloridas fica cantando músicas e fazendo o que ele chama de experiências, porém era um dos poucos horários que Lúcifer não reclamava em ceder.
A MorningStar logo vai para o quarto de Elizabeth, estava começando a ficar preocupado, pois Lizzie andava enjoada e indisposta, a garota não queria preocupar os outros moradores então contou apenas para seu amado que não estava bem.
– Como você se sente? — Perguntou o Caído ao se sentar ao lado da morena.
– Bem melhor por você estar aqui! — Ela disse sorrindo, mas naquela manhã havia passado muito mal e quando Lúcifer tentou curar-lhe só piorou a situação.
– Talvez você só precise dormir um pouco! — Disse ele a abraçando.
Era engraçado, mas estar na presença do Arcanjo a deixava bem melhor, era como se tudo que estivesse sentindo fosse embora.
Quando Dean chegou ao segundo local que Crowley havia indicado, um hotel bem luxuoso, Sam, Bobby e ele não viram nada no quarto além de destruição e um homem deitado no chão, não dava para saber se ele estava morto.
– Rei? — Disse o homem com a voz fraca.
– Você está vivo? — Perguntou Crowley.
– Ela... estava apressada... e eu vim preparado! — Ele se sentou meio de qualquer jeito no chão.
– O que aconteceu aqui?
– O efeito do contra feitiço passou antes do que eu esperava... — Ele fez uma exclamação de dor.
– Esse é seu "rastreador"? — Perguntou Dean, fazendo os demônios olharem para eles.
– Eu não esperava que ela estivesse fingindo...
– Ela saiu às pressas, deixou as roupas e outras coisas, com certeza deve voltar para buscar! — Bobby disse enquanto examinava o local.
– Nossa grande dedução Sherlock! — Crowley disse zombando.
– Se o rei permitir, estarei à espera de Rowena! — Disse Berith em tom submisso.
– Por que se importa? — Perguntou Sam, por que todos ali tinham um motivo, mas por que aquele demônio se importava.
– Me chamo Berith e meu rei me deu uma missão, não descansarei enquanto não cumprir, mesmo que eu morra por isso! – Falou estoico.
– Um demônio motivacionado! Cada uma que aparece. — Dean falou sarcástico.
– Acredito que enquanto estiverem por aqui, ela não aparecerá novamente! — Berith disse calculista.
– Certo. Nos mantenha informa...
– O que? Só isso? — Dean reclamou indignado.
– O que quer que eu faça? – Perguntou irritado Crowley.
– Para começar contrate um demônio competente da próxima vez! — Respondeu Bobby.
– Sempre tão doce Robert! — Disse Crowley de um jeito galante que faz tanto Dean quanto Sam se arrepiarem.
Depois de mais algumas frases trocadas entre eles, os caçadores e Crowley foram embora.
– Tudo bem acho que é aqui que nos separamos rapazes! — O Rei falou bem humorado.
– Não! Acho melhor vir conosco! – Bobby diz enquanto puxa o demônio pelo paletó.
– O que? Por que? — Dean perguntou confuso.
– Se o Crowley estiver conosco, saberemos exatamente quando aquele outro lá ligar! — O Singer se justifica.
– Isso tudo são saudades minhas? — Perguntou Crowley ao entrar no carro, Bobby revirou os olhos.
Dean deu partida e suspirou, aquela seria uma longa viagem.
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