Do Amor à Redenção
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Capítulo 1
Aquele lugar era cinza, frio e assustador. Nunca havia visto nada tão sinistro. O ar era carregado e podia sentir um cheiro pútrido, em resumo não era um lugar onde queria estar.
Queria estar com o pai, as lembranças dos acontecimentos anteriores fazem-na querer saber como Stacy está, aquela mulher conseguiu machucar sua irmãzinha? Queria acreditar que não. Tinha fé e esperança, mesmo que a bruxa tenha feito mal a Michael, ela queria acreditar que estariam todos bem mesmo que não podia saber de si mesma. Será que estava bem ou mesmo viva? Não se sentia como morta, onde será que estava? Aquilo seria o inferno?
Estava escorada numa arvore tentando pensar no que fazer quando ouve algo se mover por entre os arbustos, olha mas apenas vê um vulto, o que quer que seja se move muito rápido, Amy sente um frio na espinha, sabia que aquela não era uma aproximação amistosa por isso ficou logo em alerta, levantou-se para que pudesse sair dali mas não foi rápida o suficiente pois logo sente algo batendo com violência contra seu corpo e a fazendo ir ao chão, tentando livrar-se do peso enxerga uma boca cheia de dentes prontos para devora-la entretanto em uma onda de pura adrenalina empurrou o monstro para longe. Levanta-se o mais rápido possível, ainda sentindo seu lado doer um pouco, logo vê algo no chão que se assemelha a uma espécie de facão, corre até a arma e a pega no exato momento em que o monstro investe novamente, a jovem Winchester em um ato de pura sobrevivência usa o facão para com muito esforço arrancar a cabeça do monstro. Respirando pesadamente e coberta por uma gosma preta ela empurra o corpo pesado e morto do monstro de cima de si, quando se levanta logo vê três pessoas a olhando, um deles um homem de cabelo e barba grisalhos, baixo e parrudo batia palmas, logo se levanta e segura firme em sua única possibilidade de defesa, o facão.
– Quem são vocês? Onde eu estou? — Perguntou a garota.
– Bem, você está no purgatório, essa é Emma, Helena e eu sou Benny! — Disse o homem o que faz Amy se surpreender devido fato desta criatura ter o mesmo nome do amigo de seu pai, o que só podia significar ser ele mesmo, afinal seria muita coincidência ter dois Benny no purgatório.
– O que vocês querem? — Amy perguntou.
– Nós íamos te ajudar, mas quando chegamos você já tinha resolvido o problema! — A menina loira chamada Emma Falou, se estavam mesmo no purgatório lugar para onde os seres sobrenaturais vem depois de mortos, será que essa Emma era sua.... Não isso seria muita coincidência.
– Como posso acreditar em vocês?
– Não pode, está certa, mas se está viva e é humana, neste lugar você é como um farol, sua única chance de sair daqui somos nós! — Disse Benny. — Só irá ter que me ajudar em uma coisa! — Assim que ele disse Amy estreitou os olhos e apertou o cabo de seu facão.
– O que quer?
– Te tiro daqui, mas vai ter que levar a filha do meu amigo com você! — Ele disse apontando para Emma, então as suspeitas de Amy se confirmaram, porém infelizmente não teve chance de responder. — Se preparem, seis Vampiros vindo de lá!
– Como você sabe? — Amy perguntou.
– Por que eu sou um deles! — Disse mostrando seus dentes, logo os outros vampiros apareceram.
Dean já não tinha mais lágrimas para chorar, seus olhos estavam vermelhos e inchados, sua dor era tão grande, seu desespero maior ainda, estava perdido e não tinha ideia de por onde começar, só volta a perceber as coisas quando Cassie começa a gritar. Ela dizia coisas horríveis, o culpava por tudo que estava acontecendo, o marido tentava acalma-la, até que Audrey chegou, a senhora Robinson assim como Dean estava devastada, mas talvez a sua maneira todos ali estavam.
Audrey andou até o Winchester mais velho e abraçou o homem, claro que Dean se surpreendeu tanto com o gesto quanto quando a mulher o redimiu da culpa, ao ouvir a mãe, Cassie começou a gritar impropérios, A senhora Robinson andou até a filha e deu um tapa no rosto da mais nova, Cassie a olhou assustada, afinal nunca apanhou de sua mãe.
– Cala a boca! Você não vê? A minha neta estava bem junto ao pai e a família dele, mas você não pode ver isso não é, não pode admitir perder o controle de algo! Não queria trazer sua filha, mas a trouxe por que queria medir forças com Dean. Viu no que deu sua teimosia e seu egoísmo? — Audrey disse enquanto lágrimas rolavam pelo seu rosto e o olhar dela para a filha, era como ver uma estranha não reconhecia aquela mulher.
– Dean o que você precisar de mim para ajudar, independente do que for e só avisar! — Disse Audrey.
– Eu também... eu deveria ter impedido isso... eu... — Victor não conseguia sequer se expressar, sofria muito pelo desaparecimento da enteada.
– Você não tem culpa de ter casado com uma louca! — Disse o homem alto e loiro, que até então não tinha falado quase nada, apenas olhava para o lado de fora.
– E quem é você para falar assim de mim? — Disse Cassie.
– Eu sou Lúcifer...
Nesse instante Gabriel que estava na cozinha com Sam e Stacy, entrega a garotinha para Samuel e interrompe a StarMorning, antes que ele faça alguma besteira e piore a situação, afinal Lúcifer é muito apegado a garota e com toda certeza deve estar sendo muito difícil para ele.
– Vamos lá para fora Lúcifer, não vai adiantar nada arranjar confusão. — Gabriel diz enquanto arrasta o primeiro Caído para o lado de fora da casa.
De repente Dean se levanta e limpa o rosto, tinha que fazer alguma coisa pois não iria adiantar ficar ali parado, curtindo a dor.
– Dean...
– Castiel, ou você vem comigo, ou não me atrapalha! — Disse o loiro e Castiel assentiu.
Eles foram andando na direção do carro quando Crowley apareceu ao lado deles.
– Eu vou colocar mais gente atrás da... minha mãe, fiz mais uma busca por todo inferno e nada. — Dean apenas olhou para ele, Crowley era um babaca na maioria das vezes e também um mentiroso, mas sempre teve alguns limites.
– Aqui Castiel, meu número... Se eu não conseguir falar com Alce ou Esquilo posso falar com você. Vou continuar as buscas, dou minha palavra, e também não quero perder minha cabeça, ela fica muito bem sobre meu pescoço! — Disse tentando parecer indiferente, mas dava para ver que ele se importava com Dean.
Logo Sam saiu veio de encontro a eles.
– Nós vamos para casa, para encontrar algum jeito... – Castiel disse enquanto olhava para Dean.
– Só vou chamar o Gabe! — Sam disse e mesmo que não estivesse mais chorando, sua voz saia meio falha.
No carro Castiel recebeu uma ligação de Balthazar enquanto Sam uma de Hel, a notícia era basicamente a mesma, eles não encontraram nada. Dean não quis parar, mas uma chuva torrencial caia, era impossível dirigir naquelas condições era como se o céu estivesse chorando.
Horas depois Castiel e Dean estavam no quarto de um hotel qualquer. O loiro andava de um lado para outro, enquanto o anjo falava pelo telefone com Bobby, ele queria saber de Danny e Claire.
– Se minha filha não está no céu, nem na terra, nem no inferno, onde... — Dean parou de falar assim que a ideia passou por sua cabeça, Castiel pareceu pensar o mesmo no entanto sabia que não era possível.
– Dean ela não é um monstro, seria impossível ela estar lá. — Disse o anjo com cautela.
– Mas Cas eu fui para lá, você também! — Dean começou a chorar novamente, dói muito a perda de Amy.
O anjo se levantou e abraçou Dean.
– Nós vamos dar um jeito, nós sempre damos! — Castiel fala ainda abraçado com Dean.
Fale com o autor