Do Amor à Redenção
20 1º Capítulo Bônus
Notas iniciais
Não lembrava como havia começado, se bem que pouco importava além do fato da boca quente que percorria sua clavícula e peito, era tudo tão intenso talvez pelo tempo que esteve sem contato com este tipo de carinho ou simplesmente porque esta garota era terrivelmente gostosa. A loira o olhou sacana antes de piscar os grandes olhos azuis e voltar a percorrer seu abdômen, quando desceu mais ao sul, ele levou a mão a agarrar seus cabelos, mas ao invés de longos e finos os encontrou curto e desalinhados ao toque, entretanto antes de olha-la para entender a mudança, ela chegou em seu ponto do prazer o fazendo soltar um grunhido extasiado, logo a boca carnuda o havia deixado.
– Fiz certo Dean? – A voz rouca que ele conhecia em qualquer lugar perguntou manhosa, quando o toque cálido foi substituído por mãos habilidosas, Dean pulou tentando afastar-se do anjo que vestia apenas uma box branca, estava descabelado e de lábios inchados, olhava excitado e excitante demais.
– Dean o que está acontecendo? – O Serafim parecia confuso e expectante. – Dean... Dean...
Ele sentiu seu ombro balançar e abriu os olhos para encontrar Castiel pairando preocupado sobre ele.
– Cas?
– Sinto acordá-lo mais você parecia estar tendo pesadelos. – Castiel respondeu. – Você está bem?
– Sim, estou bem! Só vou... – Dean olhou para qualquer lugar menos para o anjo. – Acho que preciso de agua.
– Posso ir buscar para você? – Castiel perguntou ainda preocupado.
– Não. – O Winchester respondeu rapidamente. – Eu preciso esticar as pernas.
Ele saiu apressadamente do quarto tentando esquecer as imagens que rodopiavam sua cabeça, sabia que seu relacionamento com Castiel era diferente de amizade mas não queria vê-lo nessa luz, não se julgava pronto, muito menos merecedor de tal relação. Quando chegou a cozinha puxou uma jarra de agua depois de passar algum tempo olhando para uma lata de cerveja, sentou-se na ilha e ficou olhando para a parede e tentando administrar o que estava sentindo desde o sonho com Cas. Um pouco antes do nascimento de Daniel já vinha tendo coisas estranhas a respeito do Serafim e se fosse realmente pensar sobre isso não havia sido só nessa época. Ficou ali perdido em pensamentos até que Castiel chamou seu nome ao entrar no cômodo.
– Estava preocupado com sua demora. – Castiel disse ao sentar-se na mesa de jantar. — Você está se sentindo melhor?
– Sim, claro! – O loiro quase havia esquecido o sonho mais foi só ouvir a pergunta para sentir tudo de novo. Ele levantou e começou a andar de um lado pro outro, vinha sentindo estas duvidas a muito tempo, demorou muito para perceber e não tinha coragem para admitir.
– Dean? Fale comigo, o que estais acontecendo? Em que posso ajudá-lo? – Castiel se aproximou do mais alto e tocou-lhe o ombro.
– O que você quer ouvir de mim Cas?
– Quero ouvir a verdade!
– Qual delas?
– A do porquê você gemia meu nome durante seu sonho. – Castiel tocou ambos os ombros do Winchester e o empurrou delicadamente contra o armário. – A do porque você estava tendo aquele sonho comigo?
Dean estava sem palavras, não sabia se tinha vergonha ou raiva pelo anjo ter visto. Mas o que o deixava realmente chocado era as mãos do mesmo deslizando por seus braços e alcançando sua cintura.
– O quê...?
– Eu vi tudo Dean.... Quase morri de ciúmes pela garota. – Castiel parecia outro, ele havia se encostado no corpo de Dean e sussurrava em seu ouvido. – Mas não nego que fiquei um pouco confuso quando a imagem mudou e logo eu estava tocando-lhe.
– Cas... Não é o que... – O loiro tentava arrumar uma desculpa mas Castiel forçou seus quadris nos dele o fazendo perder a frágil linha de raciocínio e soltar um gemido áspero.
– Não era a minha boca em sua pele Dean? É isso que você estava tentando dizer? Não era minhas mãos aqui? – O mais baixo sussurrou imitando o tom imaginado por Dean ao tocar em seu pênis por cima da calça. O loiro quase chegou no orgasmo mas um suspiro assustado os fez afastar-se abruptamente.
– Desculpa eu não queria, já vou voltar. – Emma tinha o rosto vermelho, assim como o pai.
– Emma... Eu... Não é nada disso. – Dean balbuciava mas Castiel tomou a frente olhando para a expressão agora cansada da garota.
– O que você está aconteceu, pareces doente? – O anjo olhou para a palidez acompanhada de uma boca vermelha proveniente da febre que Emma sustentava.
– Tudo bem... Eu estou com o que Amy chamou de resfriado, mas acho que o leite vai me ajudar foi por isso que vim aqui. – Ela ainda não conseguia olhar para os pais.
– Pelo jeito você puxou seu tio Sammy. – Dean disse ao apanhar uma caixa branca com o símbolo de primeiros socorros nele, havia esquecido a vergonha assim que percebeu o mal estar da filha. – Sam sempre gripa nesta época do ano, mas é só tomar Naldecon acompanhado de um bom chá de alho e limão que ele melhora.
– Não seria melhor eu apenas curar-lhe? – Castiel perguntou ao esticar os dedos em direção a testa da amazona, mas ela logo balançou a cabeça negando.
– Está tudo bem pai, eu quero passar por essa experiência humana pelo menos uma vez.
Depois disso ela sentou-se e ficou olhando seu pai cortar limões e alho depois de colocar agua para ferver. Assim que o chá ficou pronto ela sorriu ao pegar sua xícara
– Boa noite Pai, boa noite papai!
– Viu isso Cas? É a segunda vez em uma semana que ela me chama de pai! – Dean comemorou quando ela saiu.
– Percebi! – Castiel sentou numa das cadeiras. – Ela parece estar se adaptando bem ao nosso convívio.
– E eu devo agradecê-lo por isso.
– Não tem porque Dean, ela é minha família também.
– Parece que temos um bom número deles agora, quem iria imaginar que pudéssemos ser pais de quatro crianças?
– Eu certamente não! – O anjo puxou Dean para um beijo e pegou sua mão para levar ao quarto. – Mais acho melhor você ir dormir agora, são quase cinco da manhã e logo Daniel irá lhe acordar.
– Só se você vier comigo Cas!
– Sempre!
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