Diários de Verônica

3 28 de Dezembro de 1988


Notas iniciais
Entãoo, como prometido: dois capítulos no mesmo dia XD
Esse é meu recorde, aproveitem que eu acho que nunca mais vá fazer isso de novo, heuheueheuh.
E como eu tinha dito, ela só tá falando mais um pouco sobre a família dela ;]

28 de Dezembro de 1988

Querido Diário,

Meu Deus, eu não agüento mais! Mamãe consegue deixar qualquer um louco quando quer. Dá para acreditar que ontem ela estava empolgadíssima pelo fato de papai tê-la deixado viajar sozinha e hoje ela está aos berros com ele por que ele não se importa de ficar longe dela?

Eu estou começando a achar que papai consentiu com essa viajem apenas para ter um pouco de paz. Se eu fosse ele eu teria feito isso. Sinceramente, às vezes eu não vejo como um homem como meu pai pode ter casado com minha mãe, eles são totalmente diferentes um do outro. Papai é um homem quieto, calado, reservado, calmo e discreto; ao contrário da minha mãe que é indiscreta, barulhenta e escandalosa.

Eu sei que como filha deles eu deveria querer que eles ficassem juntos para sempre, e não é que eu odeie minha mãe, por que eu gosto muito dela apesar de tudo, mas às vezes eu acho que papai merece mais que isso.

Papai é um homem bonito e jovial, e incrível como ele nunca parece velho para mim, por mais velho que ele esteja ficando. Ele tem uns olhos marrons profundos e aquele penteado que ele usa é meio antiquado, mas combina perfeitamente com ele.

Ele é do tipo que não gosta de falar muito, e tenta sempre passar uma imagem de homem sensato e sério, Como um chefe de família deve ser. Ele é bem rígido comigo, na questão da educação, e age de uma maneira bem tradicional, da mesma maneira que meu avô o educou. Até perdi as contas de quantas vezes apanhei dele por fazer danação na rua, eu sempre fui metida a menino, sabe, nunca gostei muito de brincar de bonecas e sempre preferi correr na rua com os outros meninos, para o desgosto da minha mãe. Papai sempre foi muito duro comigo na hora de me castigar, mas eu nunca o vi perder realmente a calma comigo. Apesar desse punho de ferro que ele tem, ele sabe ser bem doce quando quer, e eu sinto isso toda vez que ele me abraça. Ele me passa uma calma e uma tranqüilidade únicas. Também gosto de conversar com ele. Papai me compreende na maioria das vezes e me escuta com calma e paciência.

Durante todo esse temo eu só vi uma coisa capaz de tirar totalmente a calma dele: MAMÃE. Ela tanto tenta que consegue, e quando papai fica com raiva de alguma coisa, sai de baixo!

Nesse exato momento eles estão lá, berrando um com o outro. Até agora eu não entendi direito o que mamãe quer, acho que tudo que ela está fazendo é para tentar convencer papai a ir conosco na viagem, mas acho que está tendo um efeito contrário, e agora mamãe vai viajar de mau-humor por que vai estar brigada com papai e longe dele. Maravilha, essa viagem vai ser uma beleza!

Mas eu acho que vai fazer bem pro papai alguns dias de paz, ultimamente mamãe tem estado uma pilha de nervos, insuportável. Talvez essa viagem faça bem para ela também, é bom mudar os ares de vez em quando...

Eu só não sei o que é que EU tenho que ir fazer lá com ela! Eu não quero viajar. Não quero e não quero! Talvez ter um poltergeist maluco no correndo atrás de mim seja mais animador que essa porcaria de viagem...

Notas finais
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E então e entãooooo???
Se gostaram me deixem saber, ok?

bjo no coração de vcs