Notas iniciais
Nian Delena Forever chegou o momento.

Bonnie e Jeremy procuravam Elena e Caroline por toda a balada não conseguiam encontrar nenhuma das duas. Exaustos procuraram um lugar para sentar e tomar algumas doses de bebida alcoólica.

-Quer saber que se danem as duas. Eu não vou ficar me expressando por conta delas, se elas querem sair com algum estranho e sumir do mapa é problema delas.

Jeremy sorriu, sabia que Bonnie estava sendo influenciada pela bebida. Mas do mesmo jeito ela tinha razão, tinha ficado a festa inteira preocupada com as amigas.

-Olha, viemos aqui com a missão de se divertir as duas estão cumprindo isso, mas nós não, estamos parecendo que somos pais delas. Ficar aqui sentados ou procurar as duas por Tijuana inteira não vai deixar o nosso final de semana divertido.

-Tem razão. É que também não estou muito a fim de ficar nesse lugar – disse apoiando a cabeça no braço.

-Então vamos procurar outro lugar, sei lá fazer alguma outra coisa.

Bonnie ficou o encarando por longos minutos e ficou pensando quando foi que Jeremy Gilbert tinha ficado tão atraente. Ela desde sempre o achava bonito, mas agora era diferente, ele tinha um brilho diferente. Ficou perdida alguns minutos naquele olhar meigo que ele tinha.

-Você está bem?

-O que?

-Você precisa comer alguma coisa, acho que a bebida está te fazendo mal.

-Não eu estou bem. Vamos sair daqui, procurar outro lugar – deu um pulo animadamente.

-Vamos.

***

Elena não tinha mais o controle dos próprios atos, sentia vontade ia lá e fazia. Tentava controlar o máximo os impulsos, embora estive bêbada não queria acordar com peso na consciência no outro dia, mas era impossível já que estava acompanhada de um cara lindo e bacana.

Às vezes pensava que era muita loucura, a única coisa que ela sabia desse tal de Damon era o nome, ele gostava de uísque puro e fazia mais de dez anos que não entrava em uma igreja.

Eles dançavam sexualmente juntos, trocavam sorrisos e olhares era obvia a tensão sexual. Ele se aproximou dela e a puxou para mais perto colando o corpo deles e falou bem perto do ouvido dela.

-Vou te beijar — ficou encarando os olhos chocolates dela.

Se ela estivesse sóbria com certeza ficaria vermelha ou diria alguma coisa para acabar o clima, mas no momento ela era outra Elena. Para tentar amenizar o peso ela pensava no que todos diziam “o que acontece em Tijuana fica em Tijuana”, “é só uma aventura, todo mundo faz isso na vida”.

Ela ficou na ponta do pé para conseguir responder no ouvido dele.

-Então beija.

Sem demora Damon desceu até a boca dela, colou mais ainda o corpo deles. O beijo não era de amor, nem poderia ser pensava Elena, afinal ela nem o conhecia direito esse cara. Mas era um beijo ótimo talvez o melhor que ela tinha dado em toda a vida dela, e ela achava que o beijo do Stefan era superior a de todos, tinha ilusão que nunca encontraria alguém que beijasse como ele, ou melhor, do que ele. Mais uma vez foi iludida, porque aquele tal de Damon tinha o melhor beijo do mundo, poderia ser a bebida, mas nessa altura do campeonato isso não importava.

Separando os lábios ainda ficaram com as testas coladas.

-E ai gostou? – perguntou Damon meio ofegante.

-Cala a boca e me beija mais.

***

Depois de deixarem a balada, Bonnie e Jeremy procuraram um lugar para comer e depois seguiram para o hotel com uma garrafa de tequila e outra de Amarula.

-Menores conseguem comprar bebidas muito fácil por aqui.

-Pois é. Até remédio que só se compra com receita, aqui você compra sem, por isso todo mundo gosta de vir para cá nas férias.

Enquanto Bonnie se ajeitava na cama tirando o sapato e abria a garrafa de tequila, Jeremy ligava o som e procurava alguma coisa boa para eles ouvirem. Alguma coisa que agradasse ambos. Pois ele gostava de rock mais clássico, Bonnie gostava de pop.

-Ei jer, não se preocupe deixe onde quiser.

Pela primeira vez desde que ele tinha a reencontrado ela o tinha chamado pelo apelido sem ironia. Ele deu um sorriso discreto e achou uma estação que talvez agradaria os dois.

Bonnie encheu os dois copos igualmente, estendendo um para Jeremy que se ajeitou do outro lado da cama.

-Então ultimo ano né?

-Nem me fale sinto até calafrios quando lembro disso.

-Se você que desde sempre já tinha se decidido que ia para Harvard sente assim, imagina meros mortais como eu.

-Eu também sou mera mortal, e eu decidi que vou para Harvard, mas não sei se Harvard vai se decidir que devo ir para lá.

-Por que raios eles não iriam te querer?

-Não sei, é Harvard. E você tem algum plano em mente?

-Se eles não quiserem você são eles que perdem. Não, nem sei como vai ficar minha situação, estou mais preocupado se a escola vai me aceitar como aluno.

-Claro que vai, sua prima estuda lá e seu avô sempre ajuda nas atividades beneficentes, doa grandes quantias, para eles vai ser uma honra te ter.

-Às vezes esqueço que até em um lugar tão pequeno como Santa Monica o dinheiro é mais importante que muita coisa.

-É isso tudo é uma droga. Se eu pudesse mandaria o sistema se danar.

Jeremy ria, Bonnie era educada de mais ou muito polida para falar palavrão, ele sabia que ela queria falar outra coisa só não tinha coragem.

- O que foi agora Gilbert?

-Você nem consegue falar um palavrão – dizia gargalhando.

-Claro que eu consigo.

-Não consegue não. Dane-se nem é um palavrão e quando você fala isso faz uma careta e olha pra baixo, como se sentisse vergonha por isso.

-Mentira.

-É verdade, eu acho isso bonito.

Bonnie acirrou os olhos e virou todo o conteúdo que tinha no copo.

-Já disse que você é um ridículo Gilbert?

-O tempo inteiro. Eu aceito numa boa porque é amor reprimido.

Bonnie deu risada.

-Acho que a vida louca que você estava levando em Nova York está afetando seu cérebro.

-Quanto mais você reprimir mais força ele ganha.

-Gilbert não faça quebrar essa garrafa na sua cabeça – pegou a garrafa para mostrar.

Jeremy fez sinal de rendido com as mãos.

O silencio de quase três minutos de conversa foi quebrado quando começou tocar Iris do Goo Goo Dolls. Jeremy posou o copo em um criado mudo que tinha perto, ficou em pé do lado da cama de Bonnie e estendeu a mão para que ela pegasse na mão dele.

Ela ficou olhando para a mão indecisa se aceitava ou não, mas no momento que olhou dentro dos olhos achocolatados não pensou duas vezes tocou a mão dele. Com os corpos colados começaram a dançar. Aquela musica trazia varias lembranças para ambos, foi ao som daquela musica que se beijaram primeira vez aos 14 anos.

Eles dançavam olhando um dentro dos olhos do outro. Se perderam ali, era como se pudessem ver a alma e aos poucos Jeremy foi aproximando o rosto do dela, aconteceu um roçar entre as bocas para depois rolar o beijo.

Era calmo sem pressa era como se tivessem saboreando a boca um do outro, era como se existisse apenas os dois e mais ninguém. Nem a musica mais ouviam.

***

Caroline já não sentia mais o seu corpo, não conseguia mais discernir o que estava longe e o que estava perto, não tinha mais forçar para ficar pé. Ela ouvia que alguém falava com ela, mas não conseguia responder, era como se tivesse fora do próprio corpo. Estava mole e jogada sobre o chão e não parava de vomitar.

Kevin estava desesperado, ele não sabia que a garota loira descolada não estava acostumada a usar drogas. Ele não sabia o que fazer, a única coisa que veio a cabeça foi deixar a garota na porta de um hospital. E foi exatamente isso que ele fez.

Deitou-a de lado para que não se engasga com o próprio vomito.

-Vai ficar tudo bem, alguém vai te achar. Desculpa Caroline.

Saiu correndo antes que alguém aparecesse.