Diários de Amores e Intrigas
42 P.O.V Joaquim (A reconciliação)
Notas iniciais
--Não posso acreditar que ela fez isso com você cara – disse o Fabricio depois que eu disse tudo o que tinha acontecido.
--Ela prefere o primo a mim que sou o namorado ou ex.
--Bem que eu queria que fosse isso Joaquim. – falou o Eduardo ao entrar no quarto – mas ela te ama.
--Do que você está falando, não ve que ele está péssimo.
--Não dá nem para saber quem está pior se é ele ou a Alice.
--O que a Alice tem? – perguntei.
--Agora ela está sozinha com certeza chorando, eu estava com ela e ela me disse que te ama e que nada poderá mudar isso, e sem querer acabando falando coisas de família que ela não sabia e que deve ter ficado muito mais abalada.
--O que você disse a ela?
--Como disse coisas de família que ela não sabia, mas olha eu não queria ver vocês juntos porque eu sinto algo por ela, mas depois de ver o estado em que ela se encontra é terrível, acho que esta até pior, pois quando a mãe estava naquele estado ela estava bem melhor. – ele respirou fundo e continuou — Vou te dar um conselho, não seja bobo e não perda ela por ciúmes, ela é a mais bela das joias. Eu darei uma volta pela cidade se alguém pergunta. – pegou o celular e saiu deixando eu com todas aquelas palavras entaladas na garganta.
Os meninos ficavam falando alguma coisa, mas estava pensando em tudo que o Eduardo disse, então quer dizer que ela me ama, porém ele também falou que ele sentia algo por ela e por isso queria ver ela feliz, então quer dizer que ele a ama como eu suspeitava? Meu deus ele disse que ela estava muito mal por isso e algumas coisas que ele havia dito sobre a família.
Me levantei e fui em direção a porta e os meninos me perguntaram aonde eu ia:
--Ela precisa de mim! – eu somente pude dizer isso, pois fui correndo para o quarto dela.
Ao chegar na porta já podia ouvir seu choro abafado, eu odiava aquilo, abri uma fresta na porta e a vi sentada no chão olhando para o espelho, quando abri a porta ela me viu pelo espelho:
--O que você faz aqui?
--Vim saber como se sente.
--Não da para ver? Estou acabada tudo vem junto, não consigo suportar.
--Alice me perdoa eu fui um tonto em ter ciúmes, é que quando a gente ama de verdade tem receio de perde-la.
--Eu sei Joaquim, e também gostaria de pedir perdão eu devia ter compreendido, é que minha cabeça está muito confusa, eu não consigo raciocinar direito. E também você tem razão o Eduardo sente algo por mim, mas eu deixei bem claro que só seremos amigos.
--E primos também.
--Não, não somos primos de sangue.
--O que você quer dizer com isso?
--Ele me disse que minha avó não podia ter filhos então adotou minha tia, mas depois ela engravidou da minha mãe, e daí começou o ódio mas quando minha mãe ficou milionária os planos dela mudaram.
--Agora faz mais sentido esse ódio, – falei me aproximando — querida, eu prometo tenta não demostrar ciúmes, mas é que...
--Shh – disse ela com o dedo indicador na minha boca, para mim ficar em silencio – vamos esquecer isso, ok?
--Claro – e a beijei, foi um beijo tão calmo e delicado, como costumava ser desde quando ela soube da gravidez – já estava com saudades, Alice.
--Eu também, mas antes de tudo quero deixar claro que não me afastarei do Eduardo. – suspirei fundo, como podia.
--Tudo bem, como eu já disse tentarei não deixar meu ciúmes a mostra.
--Te amo.
--Eu também te amo.
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