Diários de Amores e Intrigas
62 Nem um dos dois!
Notas iniciais
Acordei com uma dor de cabeça terrível, havia ficado até de madrugada com o Joaquim analisando uns papeis que o Dr. Baltazar havia deixado e ainda para ajudar antes do ultrassom terei que ir no cartório assinar uns papeis para que mesmo que tente não consigam tirar esse poder de tudo que minha mãe tem de minhas mãos. Parece que depois que eu assinar já posso me considera dona de tudo, já que nem minha própria mãe poderia reivindicar isso.
Hoje resolvi não descer para o café da manhã, fiquei no quarto descansando para os dias difíceis que estão por vim, três pessoas da acessória da minha mãe que agora são da minha já ligaram, mas pedi para dizer que não estava, necessito que essa dor de cabeça passe, mas parece impossível e como eu não posso tomar remédio para dor sem orientação medica, tenho que fazer aqueles métodos caseiros.
--Amor, não acha melhor chamar um médico?
--Joaquim, sei lá quantas vezes você já falou isso e eu disse que não é preciso, que logo vai passar.
--Olha Alice, acho que meu filho tem razão você querendo ou não vou chamar o médico.
--Mas...
--Mas nada, você já está com essa dor a muito tempo e pelo que você disse está muito forte.
Nisso a Daniela saiu do quarto para ligar para o médico, já que ainda não haviam instalado ainda um telefone no meu quarto, e o Joaquim ficou me olhando todo preocupado aquilo já estava ficando irritante.
--Querido pode parar com isso?
--Isso o que?
--De ficar me olhando com essa cara de preocupação.
--Não tem como, eu estou preocupado de verdade. Acho que já disse isso ou algo parecido eu te amo e sempre me preocuparei, nunca te deixarei sozinha.
--Eu sei amor, eu sei, só acho que essa dor não é motivo para tanto alarde.
--Tenho certeza que você está certa, mas não custa chamar o médico, concorda?
--Tudo bem, você tem razão.
Depois de um tempo a Sra. Daniela voltou com o médico.
--Bom dia Senhorita Alice.
--Bom dia doutor.
--O que está sentindo?
--Uma dor de cabeça infernal.
Ele fez em mim uns exames básicos, como todos os médicos e prosseguiu.
--Precisara ficar de repouso e tomar uns remédios que receitarei.
--Mas o que eu tenho?
--Isso e normal na gravidez ainda mais na fase que ela está passando, também não estranharia se começasse a sentir muito enjoo e tonturas.
--Enjoo eu já me acostumei.
--Pode até ser, mas sempre é melhor se cuidar, tente comer coisas mais leves, não fazer muito esforço e tomar direitinho os remédios que deixarei prescrito em uma receita que entregarei a sua sogra ou ao seu marido.
--Tudo bem doutor.
Agora são duas da tarde e já me sinto melhor, fiquei todo o tempo no quarto e fiz minha refeição aqui mesmo e no momento estou me arrumando para ir ao cartório e depois ao médico, como minha barriga está aparecendo demais, sei que já estou de quatro meses e isso é normal, mas está bem maior do que devia já que são gêmeos, ou seja, agora eu estou tendo que usar roupa de gestante, mas tenho que viver comprando, pois minha barriga cresce a cada dia. No meu caso para hoje eu decidi sair usando um vestido lindo longo azul celeste super apropriado ao meu estado.
--Vamos Alice?
--Só mais um minutinho.
--Você está dizendo isso há meia hora atrás.
--Para de ser exagerado, — coloquei uns brincos pequenos de pérolas, peguei minha bolsa e fui na direção dele – falei que era só um minutinho.
--Finalmente, agora vamos?
--Deixa eu pensar – ele começou a fazer uma cara de irritado – claro que sim, vamos.
Na sala a Daniela já estava impaciente, ela vai nos acompanhar, e ao que parece já estava ali há muito tempo.
--Vocês demoraram.
--Culpa da Alice.
--Até parece, eu me arrumei rapidinho.
--Sei.
--Deixa ela filho, quando está gravida demoramos mais ainda para nos arrumar, já que temos que pensar melhor na roupa que usar. Mas agora que todos estão prontos, podemos ir?
Passamos no cartório e conseguimos sair de lá em pouco mais de uma hora, assim que chegamos já fomos atendidos, fomos até uma sala e uma mulher leu umas coisas lá e falou para mim que quando eu assinasse teria muito mais trabalho e fez eu até pensar que ela estava duvidando da minha capacidade de administrar os bens, eu até que acho a mesma coisa, mas sei que terei muita ajuda e logo pegarei o jeito. Ai depois dela falar um monte de coisas finalmente perguntou se eu tinha consciência do que eu estava fazendo e eu disse que sim ai eu assinei e pronto.
Agora estou aqui no consultório médico esperando me chamarem, o Joaquim está no celular conversando por mensagem com o Fabricio e o Fernando, em um grupo que eles fizeram so par os três, já a Daniela está lendo uma revista de dietas e eu uma revista de gestantes, o que mais eu poderia fazer para tirar essa minha impaciência que estou sentindo com tanta demora?
--Alice Singer Cálix – falou o doutor na porta do consultório eu e o Joaquim entramos e cumprimentamos o médico – Ansiosos para saber o que serão os bebes?
--Sem dúvida nenhuma, tem até discussões sobre esse assunto.
Depois da assistente do médico me ajudar a vestir a bata e me posicionar no leito, foi a vez do médico começar o procedimento. Estava tão nervosa que segurei a mão do Joaquim que me olhava com ternura. Logo depois senti aquela sensação de frio do gel.
--O que vocês acham que são? – perguntou o médico olhando para o visor.
--Duas meninas.
--Dois meninos – falou o Joaquim me contrariando.
--Nem um dos dois.
--Como assim?
--É um menino e uma menina, é um casal. Querem ouvir o coração deles?
Nós dois assentimos, e ele apertou um botão no qual fez a gente ouviu o coração deles, senti uma felicidade tão grande que escorreu umas lagrimas dos meus olhos e olhando para o Joaquim vi que também acontecia o mesmo com ele, sem dúvida ambos estávamos muitos emocionados com tudo isso.
Quando saímos da sala, o médico falou para esperarmos uns dez minutos para ele dar as imagens do ultrassom 5D, na qual podemos ver eles perfeitamente. Dava para ver como a Daniela estava ansiosa, pois ela estava folheando as revistas sem parar em nenhuma pagina, quando sentei ao lado dela, ela me olhou muito curiosa.
--Você estava certa é um casal. – falei para sua alegria.
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