Notas iniciais
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--Mãe! – disse assim que entrei no quarto e vi ela sentada na cama.

--Filha! Me diz qual é o motivo de eu estar aqui?

--Mãe acho que os médicos já disse... – falei me virando para a vitória.

--Já dissemos sim, mas ela não confia na gente. – ela vendo minha pergunta no olhar me respondeu — dissemos toda a verdade é o melhor. Vou deixar vocês duas conversarem.

--É verdade que estive com tumor, e fiquei em coma?

--Sim mãe, você esteve todo esse tempo desacordada.

--Não pode ser, parece que eu simplesmente dormi ontem e acabei de acordar, mas estou com muita dor de cabeça!.

--Os médicos me disseram que você iria ficar assim mesmo.

--E eu também não me lembro de nada, além de você e um pouco do seu aniversario, e o seu namorado que não me lembro do nome.

--Joaquim, mãe Joaquim. Mãe a partir de hoje você terá que confiar em mim mais que nunca.

--Por que Alice?

--Os médicos acham que eu sou a única que posso fazer você recuperar a memoria.

--Se você diz tudo bem, mas eu já confio bastante em você.

--Mas agora que mais importa é que você está acordada.

--Mana você acordou! – disse minha tia entrando e a abraçando, mas minha mãe desviou do abraço – o que houve?

--Quem é essa filha?

--Mãe esta é sua Irmã Clarisse.

--Me desculpe mas é que eu não sei quem é você.

Minha tia me puxou de canto:

--O que esta acontecendo?

--Ela perdeu a memoria, so se lembra de mim, um pouco da minha festa e vagamente do Joaquim – nisso os olhos dela se encherem de lagrimas – mas não se preocupem ira sair tudo certo, ela ira se lembra.

--Você diz isso porque ela se lembra de você.

--Não é assim tia, mas não vamos discuti sobre isso na frente dela. Mãe, eu e ela vamos ali fora rapidinho.

--Tabom querida.

--Você não entende o estado em que minha mãe se encontra?

--Entende eu entendo, mas você esta assim tão calama porque ela se lembra de voê e de mim não.

--Se ela se lembra de mim é por algum motivo, eu não posso fazer nada.

--Agora está dizendo que eu sou mais importante que você – ela disse alterando a voz.

--O que está acontecendo mãe? – disse o Eduardo se aproximando, era o que faltava – como vai priminha?

--Não te interessa.

--Alice, pare de tratar assim seu primo, ele so esta querendo ser educado, e eu sou muito mais importante que você, estou a vida toda com sua mãe e é assim que ele me trata?

--Não fale assim dela, não ve o estado dela? Tenha compaixão, pensei que você era diferente do seu filho, mas vi que estava enganada, é a mesma esgoita, agora vejo de quem ele puxou.

--Ei não fale assim de mim, eu não sou nem um pouco parecido com ela, mas o que tem a tia clara?

--Quer parar de ser entrometido? Estou conversando com o dono do burro e não com o próprio.

Nisso minha tia me deu um tapa na cara.

--Você não tem o direito de fazer isso com ela. – disso meu primo o que me surpreendeu.

--Não preciso que você me defenda, eu mesma posso fazer isso sozinha. Você não é minha mãe para me bater, nem minha mãe faz isso.

--Ainda bem, você deve ser um desgosto como filha! Mas com mãe que tem não me surpreende. – dessa vez eu que não me segurei e dei um tapa na cara dela, que foi retribuído pela própria.

--De mim você pode falar o que quiser, mas não diga nada da minha mãe, você é uma falsa que tem duas caras, deve estar próxima da minha mãe pelo dinheiro, pensa que não sei como eram as coisas?

--Se eu sou próxima da sua mãe pelo dinheiro, que não deixa de ser verdade, o seu namorado deve fazer o mesmo pois é impossível te suportar!

Eu queria ter respondido, mas do nada tudo começou a girar e logo em seguida ficou tudo preto. Havia desmaiado.

Notas finais
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