Diários de Amores e Intrigas
72 Meses se passaram...
Notas iniciais
--Será que vai demorar muito?
--Alice se acalme não faz bem para você ficar tão ansiosa, eu tenho certeza que meu filho não demorará muito assim como você está morrendo de saudades sua. – falou a Daniela.
Hoje finalmente eu verei o Joaquim, já se passaram três meses e ele não pode vim aqui em casa por conta do colégio já que ele teve que fazer uns trabalhos para ele ficar mais tempo comigo e também teve que recompensar a minha ausência. As únicas pessoas que vi foram as meninas que por final só conseguiram ficar aqui por três dias já que elas tiveram que ajudar o Joaquim a meu pedido para que ele viesse mais rápido e eu que depois do nascimento dos meus filhos pudessem ficar mais tempo com eles.
--Alice seu marido chegou. – falou Isadora olhando para a Janela da sala, soltei um suspiro que nem eu mesma sabia que havia segurado.
--Já estava mesmo na hora. – fui para me levantar, mas Daniela fez um gesto reprovador e ela tem razão mal consigo me apoiar em pé estou a quase um mês que fico só de repouso no quarto e só me movimento som a ajuda da Estefânia, Isadora ou a Daniela, o que faz com que sempre tem que ter alguma no meu quarto e que não fico sozinha por nenhum instante.
--Alice nem ouse se mexer. – enquanto ela me reprovava a porta se abriu e o Joaquim entrou, ele correu em minha direção, nos abraçamos e nos beijamos.
--Amor – dissemos juntos – estava com muitas saudades- ele completou.
--Eu também.
--E eu filho não mereço nem mesmo um abraço.
--Claro que sim mãe – ele foi e a abraçou.
--Antes que você pergunte eu cuidei muito bem de sua esposa.
--É mesmo? – ele perguntou irônico.
--Sem dúvidas que sim, ela e as meninas cuidaram muito bem de mim, pode ter certeza que agora eu estou muito mimada.
--Não tenho nenhum problema em relação a isso, mas não era para a senhora estar no quarto de repouso?
--Falamos para ela isso, mas ela insistiu tanto, mas tanto que deixamos ela descer.
--Entendo..., mas está na hora de voltar para o quarto eu mesmo a levo. Depois de conversarmos um pouco com eu desço para conversar com você e vê como estão as coisas. Agora vem querida.
Me apoiei nele e subimos as escadas quando chegamos no quarto ele queria que eu me deitasse na cama para descansar pelo esforço que fiz para descer e subir as escadas, mas decidi me sentar na poltrona.
--Pelo jeito continua teimosa como sempre.
--Engraçadinho. Senti muitas saudades sua.
--Eu também senti. Mas agora...
Ele não conseguiu terminar a frase, pois o meu celular tocou é o Eduardo durante esses três meses ele ligava para mim quase todos os dias que é quase a mesma frequência que o Joaquim me ligava:
“ – Alô, Edu?
— Oi Alice queria saber como estão as coisas e se o Joaquim já chegou.
— Eu estou muito bem sim, cansada claro essa barriga dá uma exaustão em mim que você nem imagina e respondendo a sua outra pergunta o Joaquim chegou sim faz pouco tempo.
— Então é melhor eu desligar para vocês conversarem.
— Não se preocupe teremos muito tempo para conversar, mas me diz como estão as coisas por ai?
-Estranha como sempre todos aqui sentem falta do seu entusiasmo e da sua alegria contagiante e a diretora parece que desde quando você foi embora ela está cada dia mais exigente talvez seja por ter que recusar shows para a banda já que ela quer que vocês realizem o sonho que ela tinha.
— É eu entendo um pouco o lado dela e sei que quando eu voltar para o colégio vai ficar pior já que como você já sabe eu decidi que deixarei a banda estou tentando adia isso, mas sei que quando eu voltar terei que falar.
— Não quero nem estar perto quando você contar a diretora é capaz de explodir quando você falar, ela vai ficar uma fera.
— Desse jeito eu vou ficar sem coragem e ficar enrolando cada vez mais para contar.
— Eu acho que você tem que ser sincera em respeito aos seus companheiros de banda, pois eles gostam da banda e desse jeito eles podem achar alguém para te substituir mesmo eu achando que é impossível existir alguém como você.
— Generosidade a sua, deve sim existir alguém como ou até mesmo melhor do que eu.
— Até parece você é única Alice já deveria ter entendido isso.
— Você sempre diz que sou única, mas sinceramente eu não acredito.
— Alice sinto muito queria continuar conversando com você, mas é que o Fabrício chegou aqui dizendo que a diretora vai dar um comunicado. Tchau, depois eu te ligo e falo o que ela queria.
— Tchau Edu depois nos falamos. “
--Esse Eduardo me surpreende a cada dia – falei colocando o celular em cima da mesa que tinha no quarto.
--Que história é essa Alice?
--História de que?
--Parece que você está bem intima desse garoto conta coisas que nem para mim contou e parece que ele anda falando que você é única e eu sinceramente não gosto nem um pouco disso.
--Joaquim não implica ele é meu primo.
--E dai que em primeiro lugar ele nem é seu primo de sangue e em segundo ele mesmo grita aos quatro ventos o quanto é apaixonado por você. Eu te proibido de se quer pensar no nome dele. – ele falou com a voz elevada.
--Você não tem direito de me proibi de nada, quem você pensa que é? – Também elevei a voz.
--Eu sou simplesmente o seu marido e exijo que você pare de falar com esse ser imediatamente.
--Joaquim si toca você não tem direito de dizer com quem eu devo ou não falar. Não aguento essas suas crises de ciúmes, cresce antes de voltar a falar comigo novamente, e que se dane que você é ou não o meu marido.
Me levantei bruscamente e fui em direção a porta, mas antes que eu chegasse nela comecei a sentir umas dores muito forte na região da barriga e comecei a gritar. Imediatamente o Joaquim me pegou no colo e me colocou na cama, não faço ideia de onde ele arranjou força para isso.
--Alice o que houve?
--Aí está doendo muito – falei gritando.
Ele foi e abriu a porta e gritou:
--A Alice está passando mal!! – Nisso ele voltou para minha direção e falou – Acha que vai nascer?
--Que pergunta idiota, estou morrendo de dor e você com essas perguntas – falei no mesmo tom de antes.
--O que está acontecendo? – Falou a Daniela entrando no quarto ofuscante e logo atrás estava a Estefânia e a Isadora.
--A Alice está com muita dor e ela acha que vai nascer.
--Filho você é muito besta né ela está sentindo as contrações do parto. Temos que leva-la para o hospital!
Nisso foi uma correria que só o Joaquim me pegou no colo novamente e me levou às pressas para o carro enquanto pegava as bolsas e os documentos. Quando chegaram não deu tempo de achar o motorista então a Daniela dirigiu com a Estefânia na frente, enquanto eu fui no meio atrás com o Joaquim que estava muito nervoso de um lado e a Isadora no outro me acalmando falando para mim respirar.
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