Diários de Amores e Intrigas
83 Capitulo 83
Notas iniciais
O Joaquim não toma jeito mesmo, sabe diário ele é o meu príncipe encatado, eu o amo com todas as minhas forças, mas parece que ele não percebe isso e sempre acaba fazendo essas ceninhas de ciúmes por pouca coisa, tudo bem que nessa vez aquela revista não colaborou muito, e por deus o autor daquele artigo me chamou de vadia de quinta e mais um monte de adjetivos, sendo que eu apenas passei a tarde com o meu primo, com o MEU PRIMO!
Ainda bem que o Joaquim já entendeu e compreendeu, mas serio vou ter que ligar para a editora da revista, não posso deixar meu nome se queimar por pouca coisa assim. Mas falando de coisas boas, que linda as flores que o Joaquim me deu, estou apaixonada por elas, como sempre ele tem um ótimo gosto e sabe como pedir desculpas.
-Querida, já voltei qualquer coisa estou no meu quarto, okay? – fala a Dani passando por mim na sala.
-Ah, e como foi com suas amigas?
-Tudo ótimo, como sempre. – fala ela se aproximando da mesa que ficava no canto da sala, provavelmente para deixar as chaves ao algo assim.
-Que bom...
-O que significa isso!? – fala um pouco alterada me mostrando a revista, aquela maldita revista.
-Acho que vou mandar queima-la...
-Você por acaso está traindo meu filho com esse... esse... pera ele não é seu primo?
-Ele mesmo, só passamos a tarde juntos, como bons primos..., até onde eu saiba isso não é traição. – fico um pouco alterada, até ela duvidando de mim!?
-Desculpe querida, é que sabe como é..., desculpe duvidar, esse povo só quer vender capa, e ficam usando essas babaquices, devemos processar a editora.
-Não precisa, mas tarde já irei falar com eles, para ao menos exigir uma nota de esclarecimento e desculpas, você não faz ideia de como o Joaquim ficou.
-O pior que eu faço ideia sim..., — se senta ao meu lado no sofá – e como estão meus netos preferidos?
-Eles são os únicos né? – sorrio já um pouco mais calma.
-Você me entendeu...
-Eles estão bem, dormindo..., quem não fica bem dormindo?
-Eu queria estar dormindo...
-Eu também...
-Ainda dão trabalho a noite, né?
-E como...
-Joaquim também era assim nos primeiros meses, logo você poderá voltar a ter suas noites tranquilas de sono...
-Duvido, acho que quando eles ficaram em silencio, ai sim me preocuparei! – começo a rir e ela me acompanha.
-Ira mesmo, eles crescem tão rápido, temos que aproveitar ao máximo!
-Ah não, momento depressão não!
-Não mesmo, e se levarmos eles para dar uma volta no parque?
-Eles ainda não são pequenos demais?
-Vai ser rápido, além do mais meus netos precisam se acostumar com a civilização!
-Esta bem então...
-Só vou descansar e me trocar, ai vamos okay?
-Okay
Ela sai subindo para o andar de cima e me deixa sozinha novamente na sala com meus pensamentos, vai ser bom sair um pouco com ela e com meus filhos, melhor do que ficar colocando minhocas na cabeça.
***
-Prontos? – entra a Dani no quarto, vestindo um vestido florido com um salto mega alto combinando.
-Se a Luna deixar eu vestir os sapatinhos e parar de bagunçar meu cabelo...
Nunca havia visto alguém bagunçar tanto o cabelo dos outros e não gostar de sapatos como a Luna..., quer dizer em relação a bagunçar o meu cabelo tem o Joaquim, que não consegue ver meu cabelo arrumado que já quer mexer.
-Deixa ela comigo e vai dar um jeito no cabelo! – ri entrando no quarto e pegando os sapatinhos da minha mão.
Vou ao banheiro do quarto deles mesmo e penteio o meu cabelo com a mão deixando ele mais ou menos decente como estava antes, voltando ao quarto eles já não estavam mais lá, então fui para sala e me surpreendo ao encontrar meus filhos já nos carrinhos e comportados.
-Como consegue?
-É o meu charme de avó!
-Eu estava tentando vestir as sapatilhas nela a tipo uma meia hora, e você vem e faz em menos de trinta segundos e com o cabelo arrumado ainda por cima.
-Calma Alice, é só questão de pratica, a Luna me lembra bastante o Joaquim nessa idade, odiava sapatos!
-Já to vendo que se eles puxarem ele, terei muito trabalho pela frente...
-É questão de tempo, vamos?
-Vamos.
Empurro o carrinho do Luan enquanto a minha sogra empurrava o da Luna, decidimos ir andando mesmo até porque o parque que não era muito longe, apenas algumas quadras dali.
-Vida de mãe parece mais fácil nos livros e na tv...
-São bem mais fáceis, na vida real é tudo bem mais difícil...
-Acha que algum dia conseguirei ser uma boa mãe?
-Você já é uma boa mãe... – fala a Dani parando do nada.
-O que houve?
-Um pressentimento ruim..., não deve ser nada...
-Tem certeza?
-Sim querida, já passou... Melhor irmos logo, não podemos demorar muito... — volta a caminhar ficando um pouco a minha frente. – Que tal falarmos da festa do meu filho?
-Ele já disse não querer festa...
-E quando a opinião dele importa? Vai ter festa sim, e ponto final, sou a mãe dele e decidi isso.
-Bom, mas então como vai ser?
-ainda não sei..., sugestão?
-Nenhuma, mas falta pouco tempo e precisamos decidir...
-Sim...
Chegamos no parque, não estava cheio, mas havia bastante gente na maioria babas sentadas e conversando enquanto as crianças brincavam, deixei a Daniela cuidando das crianças em um banco mais para o centro do parque, e eu fui comprar uma maça do amor para mim e um suco para ela.
Estava indo para a barraquinha quando passou uma moça apressada por mim, que acabou trombando comigo e os livros que carregava caíram.
-Desculpe eu não te vi... – falo me desculpando.
-Tudo bem, eu que deveria olhar para onde ando... – falou a jovem sorrindo para mim, aquele sorriso me pareceu tão familiar..., me abaixei e ajudei pegar os livros.
-Psicologia? – falo ao ler o titulo.
-É da faculdade...
-Ah sim, entendo...
-Foi um prazer conhece-la... – faz uma cara pensativa.
-Alice.
-Me chamo Sofia.
-Prazer.
-Quem sabe não nos encontramos por ai, espero que não desse jeito, mas e que estou atrasada...
-Tudo bem..., até breve talvez...
Ela acenou e foi embora, me deixando com a sensação de já a conhece-la..., comprei a maça e o suco e voltei para o banco onde encontrei a Dan brincando com umas meninas que olhavam meus filhos dormirem no carrinho.
-E essa é mãe deles... – fala quando me aproximo.
-Olá crianças, sou a Alice. – sorrio olhando para as meninas.
-Oi, você é bem bonita. – fala a que me pareceu ser a mais nova com aquela voz fofa de criança.
-Teu cabelo é igual ao meu. – falou a de cachinhos ruivos.
-É sim, e devo dizer que o seu é lindo.
-Brigada.
Elas viram para uma mulher que as chamavam vão embora, entrego o suco para a Dani.
-Quem era aquela moça com a qual conversava?
-Sofia, não a conheço, apenas nos trombamos e a ajudei com os livros.
-Entendi... — fala abrindo o suco e bebendo.
Sofia tinha algo familiar, como se eu a conhecesse, espero descobrir o motivo dessa sensação.
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