Diários Do Vampiro - Eu Nunca Te Disse
39 Capítulo 39
Notas iniciais
Minhas florzinhas deem uma passadinha na oneshot q eu postei prfvr : http://fanfiction.com.br/historia/326871/Diarios_Do_Vampiro_-_Eternidade
Deixem lá suas opiniões se ela ficou boua ou n, isso é mto importante p mim.
Agora divirtam-se c o cap.
Damon
Na hora do almoço Matt me ligou. Disse que havia pensado no que eu disse e me contou que conversaria com a Bonnie. Disse-me que gostaria que escrevêssemos um bilhete a ela, como uma trégua.
Percebi que ele de fato amava muito a Bonnie.
Escrevemos juntos o tal bilhete e ele me disse que conversaria com ela à noite, a levaria para jantar e depois entregaria o bilhete, explicando nossa conversa.
__Então a partir de agora teremos paz? – ele perguntou ao fim de todo combinado.
__É, acho que sim – doía muito dentro de mim, mas se era isso que faria Bonnie feliz eu faria isso por ela.
__Então nos vemos qualquer dia desses, Damon...
__Matt, só mais uma coisa – disse antes que desligasse – Faz ela feliz... – disse num fio de voz.
__Eu vou...
Sentia tanta inveja dele, mas não podia mais deixar essa inveja virar raiva, pelo bem da Bonnie.
Decidi que não mais voltaria a trabalhar. Acalmei-me e fui para o carro.
Eu ainda estava tentando aceitar a decisão que meu amor me fez tomar, sim, porque não havia sido eu. Meu amor decidiu por mim. Decidiu que eu abriria mão de mim, por ela. O amor faz essas coisas com a gente, por isso que muitas pessoas têm medo de amar, elas não querem dizer não a elas mesmas e dizer sim para as outras pessoas. Eu estava dizendo sim ao casamento de Bonnie, sim ao Matt, sim ao meu sofrimento em ver os dois, sim a estar sempre na presença dela e nunca poder tê-la... eu estava, finalmente, dizendo sim a sua felicidade e a minha infelicidade. Eu estava dizendo não à minha vontade de tê-la, não aos meus ciúmes, não a minha felicidade... eu estava dizendo não, finalmente, ao meu desejo de fazê-la feliz, e dizendo não para esse desejo, que estava realmente fazendo-a feliz.
Mas não se enganem. Não sou bom assim. O amor que é. Isso tudo é culpa dele. Esse sentimento tão inexplicável, que causa essa estranha abnegação.
E foi exatamente isso – talvez com algumas palavras diferentes – que eu disse ao tio Bart naquela tarde. Contei tudo o que aconteceu e disse tudo isso sobre o amor, para ele entender porque fiz o que fiz.
__Minha filha tem sorte de ter alguém que a ame tanto assim, Damon! – disse quando terminei de contar tudo – Pena que é tapada demais para perceber – riu.
__Vai ver ela puxou a mãe – disse tia Ellen – Como nunca reparei, Damon?
Assim que cheguei na casa deles tio Bart disse-me que havia contado tudo a ela no dia anterior, pois ela tinha estranhado muito o clima do almoço.
__Ainda estou tentando absorver toda essa informação, mas... – olhou-me com carinho – fico contente em saber que seu sentimento pela minha filha seja tão nobre.
__Vai ficar tudo bem, Damon – disse tio Bart me abraçando.
Senti vontade de chorar feito uma criança. Doía demais.
__Amar não é fácil... – disse tentando segurar o choro.
Tia Ellen me abraçou também e eu fiquei ali com eles por um tempo, sendo confortado pela minha segunda família.
__Eu ainda acho que ela ama você, Damon – tio Bart não desistia – E sei que vai reparar isso um dia.
__Eu também acho isso possível – disse tia Ellen – Você faz parte da nossa família de qualquer jeito, Damon!
__Mais que o Mattew – disse tio Bart que não perdia uma oportunidade de me botar na frente de Matt.
Bom saber que podia contar com os dois.
Só voltei para casa depois de jantar porque tia Ellen queria ter certeza de que eu comeria alguma coisa.
Já estava mais calmo quando cheguei em casa, mas não queria pensar em mais nada.
Tomei um calmante e deitei.
Estava arrasado com tudo, mas pensei na reação que Bonnie teria ao ler o bilhete que escrevemos, pensei que sorriria muito. Ficaria muito feliz, então tive uma pequena felicidade por ela, mas continuava com uma imensa infelicidade por mim.
Antes de dormir pensei que gostaria de passar uns dias na casa dos meus pais.
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