Diários

57 Capítulo 57


Notas iniciais
Haha devem estar se perguntando onde eu me enfiei todo tempo que não postei nada. A respota, vocês não vão saber...

Allright, come on Kids! Follow me!

Bom meu dia, milagrosamente foi normal, e agradeço muito por isso!

Ok, não tão normal, mas foi até bom...

Acordei, mas não me mexi na cama, notei que a Nara já tinha levantado

\"Estranho isso...\"

Fiquei um tempo pensando no que ela poderia estar fazendo, ainda sem me mexer na cama. Senti vento, a porta devia estar aberta.

Ouvi vozes e fiquei quieta escutando

- Ei, ei, volta aqui!

- Que é cara?

- Olha ali. Hum... Delicia

- Né?! Quem é?

- Sei lá, acho que a menina nova

- A Saviour?

- Ho, ho. Garotão sabe tudo ein...

- Ué, eu quero saber as posibilidades, haha, tenho de me informar

- Que série ela é?

- 1º

- Dá pra pegar, com umas pernas dessas... Será que é boa?

- Sei não... Não peguei ainda, mas se você quiser eu vô antes e te falo como foi...

\"Tinham de ser minhas pernas...\"

- Ei vocês! — uma voz conhecida despontou entre as demais — Tão fazendo o que?

- Nada, só apresiando a paisagem...

- Vaza cambada!

\"Lancy...\"

Ouvi passos apressados pelo corredor, pelo que tudo indica os meninos saíram correndo

\"Valeu, Lancy!\" indignei

Lancy era o encarregado de levar a roupa suja para a lavanderia e vigiar os corredores.

Ouvi passos se aproximando e comecei a fazer menção de sentar na cama quando Lancy entrou, provavelmente para pegar a roupa suja

- Eu \"amo\" meu trabalho... — ele resmungou

- Não tanto quanto eu gosto de ver você fazê-lo

- Há quanto tempo está acordada?

- Acordei agora com você entrando no meu quarto sem ser convidado

\"Mentira!\"

- Sou monitor e a porta estava aberta!

- Isso não muda nada!

- Que seja... Anda levanta, o café-da-manhã está sendo servido

- Ainda estou com sono... — cocei os olhos

- Pelo menos você não tem de acordar mais cedo para recolher as cuecas sujas dos meninos

- Eu gosto de ser eu... — dei um sorriso irônico como se dissesse \"Que bom que eu não sou você!\"

- Aft, pelo menos você é menos bagunçada que os meninos

- Você não viu meu quarto em Londres?

- Vi, mas não reparei

- Eu sei em que você reparou...

- Achei que você já tinha esquecido isso...

- Se você fosse eu já teria esquecido isso? — Senti uma pontada no coração

\"De novo não!\"

- Eh...

- Vocês ficaram, não é?

- Que?! Eu e a Loira louca? Não...

- Mesmo?!

- Mesmo! Ela não é meu tipo... Agora, anda, levanta!

Eu me levantei, mas quando me dirigi à porta, cai desmaiada

Acordei com o Lancy me encarando

- Terceira vez

- Ah, Lancy... — tentei empurrar ele, mas estava sem força e cai deitada na cama

- Lancy?! Eu não tenho culpa de você estar assim, aliás, se não fosse eu, sabe-se lá como você estaria

Suspirei

\"Eu não posso estar doente! Que ódio!\"

- Ei — ele sentou do meu lado na cama — você tem de ir ao médico

- E você...

- Já sei! Tenho de fazer o maldito teste de AIDS. Vamos juntos, ok? — ele estendeu a mão para criarmos um tipo de acordo

Apertei a mão dele, meio incerta

- Tem certeza de que está bem? Ótimo, agora levanta.

- Para quê? Eu estou de castigo mesmo

- Ah é... Esqueci. A gente vai ao centro histórico, quer alguma coisa de lá?

- Se você puder trazer algo, que eu goste, pode até ser...

- Certo...

- Agora... Com licença porque eu vou me trocar!

Eu o empurrei até fora do quarto

- Tá bom, tá bom, mas eu...

Splot!

Nem esperei ele falar e dei com a porta na cara do coitado

Enquanto me trocava ri de tudo até então dos meninos na porta falando de mim, ou melhor, falando de minhas pernas, da porta na cara do Lancy.

Quando sai já estavam todos tomando café da manhã. Ryan acenou para mim indicando lugar. Sentei ao lado dele

- Bom dia!

- Bom dia — respondi — você está bem animado, ein

- É! Um pouco. De tarde a gente na cidade, isso é bom

Apenas acenei com a cabeça e comecei a atacar um musse de maracujá na minha taça

- Putz, cê tá com fome, né?!

Acenei com a cabeça de novo

Ele pôs o celular na mesa e conectou com a radio

\"Para tu amor — Juanes\"

Alguns devem conhecê-la por alguma novela.

- Para tu amor lo tengo todo, lo tengo todo/Y lo que no tengo también, lo conseguiré/Para tu amor que es mi tesoro/Tengo mi vida toda entera a tus pies — cantei baixinho, mas Ry ouviu

- QUal a linguá que você NÃO sabe?

Sorri de leve

- Eu pego letra de música muito rápido, não importa a língua

- Hum... Então o que vamos fazer esta manhã?

- Nem idéia

- Boa, eu tinha pensado em fazer tirolesa

- Tirolesa?!

- É, mas se você não quiser...

- Quando vamos?

Ele riu

- Você não perde uma, ein? Depois que eles forem embora

- Hum... — ataquei o musse de novo e vi alguém acenando para mim

\"Nara?!\"

- Depois eu volto Ry

- Vai nessa

Fui até ela, ma sela me conduziu para fora. Andamos pelo gramado que cercava o chalé

- Hum delicia...

- Que foi?

- Olha aqui — ela indicou uma fenda na parede de madeira do chalé

Quando olhei por ela:

- O Lancy se trocando... Humm

Recuei de imediato

\"Eu mereço... Tinha de virar amiga de uma tarada pervertida?!\"

- Você só me chamou para isso?

- Eu senti um enjôo forte hoje

- Muito forte?

- Vomitei o jantar de ontem. Isso é forte!

- Nara...

- Eu sei, eu sei... Eu quero fazer o maldito teste, mas tipo se eu entrar em algum lugar vai dar muito na cara

- Humm... E se eu for com você?

- Você iria mesmo?

Acenei que sim

- Claro

- Ótimo. Hoje à tarde na cidade

Ela se despediu e se juntou ao pessoal que ia para o ônibus.

\"Legal, um passo a frente enfim\"

Voltei a sala de refeições, agora deserta, exceto pelo Ryan sentado a mesa

- Acho que todo mundo já foi.

- Onde é?

- No fundo do chalé tem um lago. Acho que mais tarde a gente iria nele mesmo, mas como você insistiu tanto a gente vai antes de todo mundo

- EU?! Ah... Sei. E como você tem uma atração irreverente para a água e eu não pude te segurar você quis muito ir ao lago...

- Ah... ei, não tinha de ter uma certa loira chata com a gente?

- Não! Mas se você quiser que vá chamá-la...

- Vai se trocar, anda!

Fui para o quarto correndo, me troquei de novo

\"Isso está virando um ciclo vicioso\"

Quando acabei, lembrei e fui correndo até o Ry

- Não posso

- Por quê? Já tá até vestida. Que foi, tá com medo?

- Não. Você não se lembra de uma coisa? Rio, corredeiras, eu afundando como uma pedra...

- Hum... — ele indiferente

- Não sei nadar!

- Ah é... Eu te seguro, Pronto problema resolvido

Ele me pegou pela mão me levando à força

- Como assim me segura?

- Ué, vou com você

- E pode?

- Se não puder, eu vou fazer poder!

- Você anda muito obstinado, não acha?

Ele estava apertando meu braço, quando soltasse com certeza ficaria vermelho

- Desculpa, eu só queria me divertir um pouco — ele me soltou e lá estavam os cinco dedos vermelhos no meu braço — sabe, antes de... Cê sabe.

- De virar pai...

- Bah! É

- Mas você não é pai ainda.

- Ah Cloe... Eu acho que sou sim... Você não sabe de tudo

- Não, mas eu vou saber, logo, logo

- Cansei desse assunto, vambora!

Ele me conduziu até uma ponte bem alta e me passou um salva-vidas

- Não parece uma boa idéia — admiti

- Nunca pareci — ele falou enquanto me prendia à tirolesa — Olha só, vamos saltar ao mesmo tempo, então você fica na corda e espera eu te tirar de lá quando a gente tocar a água.

Acenei com a cabeça

- Se eu morrer a culpa a sua!

- Relaxa, se você morrer eu morro também... — ele murmurou, mas eu ouvi — Um, dois, três, agora!

Saltamos

Gritei do inicio até o fim. Foi uma sensação de medo, alegria, ânsia de chegar ao fim, mas ao mesmo tempo uma vontade de que nunca acabasse.

Quando finalmente meus pés tocaram a água e me vi pendendo na corda com metade do corpo imerso na água, comecei a ri. Ry veio nadando até mim:

- Gostou, ein?

- Sim, claro, demais!

- Ha, ha, de novo?

Ele fez sinal para que eu me agarrasse nele, e foi nadando até a margem.

- De novo!

Devo ter pulado mais quatro vezes com ele, mesmo sabendo que não teria a mesma sensação se eu pudesse nadar, mas mesmo assim...

Umas onze horas nós voltamos ao chalé, nos secamos, nos trocamos e sentamos como se nada tivesse acontecido a manhã toda.

Depois do almoço, umas duas da tarde, fomos a cidade.

Lá eu dei um encontrão com um menino virando uma esquina para ir achar uma sorveteria. Pelo menos foi sozinha...

- Quê que te deu, moleque?! — o garoto falou irritado, mas quando viu que eu era uma menina, aliás, quando viu que eu era uma menina zangada olhando para ele — Desculpa, eu não vi você

- Também não te vi, por isso a gente deu um encontrão

- Você não vai querer saber...

- Já aceitei as desculpas, só não gostei como você falou comigo

- Ah, eu não sabia

- Coitadinho...

- Vem cá, garota você sabe com quem está falando?

- Não! Caso não tenha notado, NÃO nos conhecemos!

- Que inferno! Você me irrita

- Igualmente!

- Chega! Já deu disso, cansei. Quem é você, aliás, nunca te vi aqui?

- Não sou daqui

- Ai, doeu, bruta!

- Para de me chamar assim, além do mais não foi uma cortada, além do mais, quem é você?

- Fillipo Branew

- Cloe Saviour

- Quantos anos você tem?

- 15 e você?

- 16. tá vendo? Você tinha de ter tido um pouco mais de respeito, sou mais velho que você

- E daí? Quer que eu te peça a benção, vovô?

- Ah! — ele bateu o pé — tá bom... De onde você é?

- Londres e você?

- Daqui mesmo

- Daqui mesmo? Não conheço esse lugar...

Ele bateu o pé e cruzou os braços. Eu ri

- Estou brincando... Sabe onde fica a sorveteria?

- Você não vai me dar uma cortada se eu disser sim, vai?

- Não

- Fica ali, ô! — ele apontou uma casinha azul, emplacada de Ice Dream

\"Gostei do titulo, bem original\"

- Obrigada

- Até que enfim um pouco de educação...

Eu já ia responder ele, mas:

- CLOE! — Nara me chamou do outro lado da rua

- Eu te respondo na próxima, se houver uma próxima — falei me despedindo e indo ao encontro de Nara

- Haverá — ainda pude ouvi-lo dizendo isso

- Hum, que gato me apresenta pro seu amiguinho dotoso

- você não está em condições disso! Além do mais, ele não é meu amigo

- Sei...

Entramos na farmácia, enquanto eu falava ao farmacêutico meus sintomas, Nara vasculhava as paredes desesperada e olhando para fora a todo o momento.

- Achei!

Ela veio pagar. O farmacêutico nos olhou com ar de desprezo, mas não disse nada. Apenas pegou o pagamento e embrulhou o produto.

Voltamos ao ônibus correndo e não dissemos nada até chegarmos no quarto

- Vai fazer hoje?

- Não! Amanhã de noite.

- Serio?

- Serio! Só para você parar de me encher!

Fomos dormir, ainda fiquei um pouco encucada, pensando no Fillipo, ele é bem engraçado quando está irritado, não nos começamos bem, se eu encontrá-lo de novo vou ser mais educada. Não prometo nada!

Eu devo ter dormido só alguns minutos e logo Nara estava me balançando

- Que é?

- Acorda Cloe, vem logo

- Ir aonde

- Vem

Levantei tropeçando nos lençóis e segui cegamente no escuro(obvio), até irmos parar no quarto da Angelic, todas as meninas do primeiro ano estavam lá

Angelic nos olhou de um jeito ameaçador e disse

- Vamos fazer uma caça ao tesouro

- Como assim? — Nara perguntou

- Vamos nos dividir em duas equipes, cada equipe tem cinco tarefas que tem de cumprir antes das cinco da manhã, que é quando monitoram os corredores.

\"Realmente ela deve ter pensado bastante nisso\"

- E — ela continuou — É melhor ninguém desistir

- Por quê? — Greta perguntou

- Hum, bruta! Calma, já pedi desculpas

Notas finais
Reviews! Não quero pensar que ninguém lê isso!