Diários
29 Capítulo 29 - In the Party
Notas iniciais
Chegando lá estavam todos dançando pulando ao Som da Avrill Lavigne.
“Inferno!”
Não que eu não goste da Avril, mas escolheram logo as músicas mais chatinhas dela.
O baile era num ginásio, cercado de grama e todo enfeitado com papeis coloridos e balões.
Eu não quis entrar, eu quis correr naqueles campos e foi exatamente o que fiz, larguei do Ryan e sai correndo, imagina aquela sensação de leveza, de liberdade, de irresponsabilidade (não no sentido de fazer burrices, mas no sentido de não ter com o que se preocupar.
Só faltou uma música, tipo Last Train Home, do Lostprophets, ou Sweet Child O’mine, do Guns, uma coisa muito boa...
AVISO: Se você ouvir qualquer música dessas e parecer que não combina, lembre-se do meu gosto musical.
Os outros correram comigo, a gente estava cada vez mais longe do ginásio, pulando gritando, Nick estava dançando, eu girando, os meninos correndo, Thew às vezes me girava no ar me segurando pela cintura e fazia o mesmo com a Nick. Já “meio” tontos caímos exaustos na grama.
- Esse foi o melhor baile que eu já vim! E nem entramos no salão! – Thew ria enquanto falava
“Live around the rest!¹”
Eu também ria, adorava aquilo! Imagina tu correndo num campo verdinho, só com quem tu gostas, se mais nada para fazer, sem problemas, apenas corre... Pensa na sensação
Está certo que a noite não era o mesmo, mas meu corpo fez questão de sentir o mesmo.
- Ahhh! – Nick começou a gritar
Alguém tinha ligado os irrigadores, saímos correndo de novo, por sorte, secos.
Paramos a alguns metros da entrados e nos “arrumamos”: concertamos as saias dos vestidos e o cabelo, os meninos as golas das blusas.
- Parecemos normais? – Thew perguntou
- Já fomos normais? – Nick riu
- Cada um com seu par e vamu embora pessoar! – Thew imitou um caipira, como se desse ordem para começar uma quadrilha
Entramos, mas não antes de tirar mais uma fotografia na entrada
A professora Videl quem tirou as fotografias, eu não sabia deste “dom” dela
Nós entramos um pouco, bebemos ponche, incrivelmente não batizado, nisso Dominique se aproximou de nós, ela estava vestida de rainha, e estava bonita.
“Posso não gostar de você, mas sei admitir quando está bela...”
- Olá Cloe, bonito vestido... Para um enterro!
“A arrogância estraga qualquer beleza...”
- Quem morreu? Seu PitBull?
“Olha a minha cara de quem está achando graça... Tem razão, você enterrou todo o ânimo que eu tinha há dez minutos.”
- Aliás, Ryan, você está muito gato, sabia? Não acha que um rei como você devia andar com uma rainha?
“Dá licença! O par dele está aqui, não viu?”
Essa foi uma das frases mais abusadas que Dominique já tinha falado para o Ryan, na minha presença, mas não pelo fato de EU estar ali, mas pelo fato dela estar com o Alex, grudada nele, enquanto cantava outro garoto, era como se dissesse “Eu largo ele quando quiser, só para ficar com você”.
“Onde você perdeu sua ética?”
- Não, obrigado – Ryan respondeu humilde
- Você quem sabe, mas eu posso esperar... – e saiu
Alex resmungou alguma coisa, mas não pude ouvir
- Ela é tão criativa... – Thew refletiu
- Hã? – Nick questionou
- Usou uma cantada parecida com essa comigo, mas ela era a princesa e eu o príncipe.
- Ela é tão original... – falei
“Black Dress...²”
Mal pensei a música começou a tocar
“Leram meus pensamentos...”
Todos no salão, interessados em dançar, começaram a pular e agitar os braços, eu só batia o pé ao ritmo da música.
- Você gosta? – Ryan perguntou
- Tenho ouvido ultimamente e aprovado... Fazer o que? A batida deles é boa...
- Quem é você e o que fez com Cloe Saviour? – Nick riu
- Essa frase é minha viu! Cadê os direitos autorais? – falei brincando
Thew bebeu mais um copo de ponche e cuspiu na hora
- Que foi? – perguntei
- Batizaram
- Vai começar a palhaçada... – Nick lamentou – Eu tava até gostando...
- Vamos para arquibancada?
Normalmente, como qualquer um que assistiu a um filme “teen” americano, sabe que quem senta na arquibancada é porque não tem par e ninguém vai tirar mesmo, mas no nosso caso é só por desafio e por não querer fazer pare daqueles que esqueceram a inteligência em casa.
Na arquibancada estava a Tarja Millese, uma garota do segundo ano, muito CDF, e o Pierre Gual, um nerd do terceiro ano perito em hackear redes sociais e muito usado pelos valentões do colégio.
Fomos até lá e nos sentamos na parte mais alta da arquibancada, não tão alta alias só tinha três fileiras de bancos, porque os outros haviam sido removidos para limpeza ou concerto.
Ficamos olhando os outros dançarem, daí perguntei
- Nós não dançamos mesmo, mas e vocês dois? – me dirigi ao Thew e a Nick
- Sem chance – ela logo respondeu – danço mal demais
- pelo menos você sabe dançar... – Thew disse – gente, acho que o ponche não me fez bem, vou ali – e saiu
- Acho que vou me retocar – Nick falou, mas sabia exatamente o que ela queria, passar um tempo com o Thew e talvez até conquistá-lo
Dei aquele olhar “Vai nessa!” para Nick e ela saiu
- Então... O que voc... – Ryan nem terminou de falar e Dominique o puxou para dançar, e mal eu ia me levantando para reclamar meu par alguém de trás da arquibancada me puxou pela cintura e acabei passando por cima do banco, nem pude ver ou ouvir quem me pegou e senti uma agulha penetrando no meu braço, pelo cheiro devia ser morfina ou algum outro sonífero, no minuto seguinte eu já tinha apagado
***
Notas finais
1- Musica do Linkin Park
2- Inicio de uma música do 3oh!3, chamada Don't Trust Me
Ficou interessado? No próximo capitulo eu conto o resto, aposto que acabo no hospital. Como sempre!
Fale com o autor