Diários

17 Capítulo 17 - How much is it?


Notas iniciais

Hoje foi um dia chato e ontem também por isso eu não postei, mas também porque o Nyah não abriu!

E as noticias de hoje são:

Anuncio de visitas a cavernas centenárias

Compras

Kyle faz uma besteira

- Ahhhh!

Não vou nem dizer quem estava gritando, de novo.

- Mãe! — eu e Kyle gritamos juntos, mas só ele continuou — meu desodorante acabou!

Eu apenas peguei a lata do meu desodorante, passei na frente da minha mãe, balancei pra sinalizar que estava vazia e joguei no lixo.

Não vou ficar gritando para que todos saibam que meu aerossol acabou.

Depois de um banho fui para escola, no caminho encontrei o Ryan:

- Oi

- Oi

- Achei que estaria com a Nicole

- Ela vai de carro e antes que eu possa sair de casa para pedir carona, bem?

- Bem mal.

- Por quê?

- Cara, isso de ficar sempre mudando cansa, eu nunca fico num lugar tempo suficiente para conhecer alguém.

- Às vezes pouco tempo é mais que suficiente

\"Filosofei demais nessa\"

- Talvez, mas é sempre mudar de escola, de casa, de idioma, é difícil

- Imagino, mas também deve ser bom conhecer outros lugares

- É bom, mas... Eu nem lembro mais de Veneza

\"Já vi que essa conversa vai tomar um rumo triste\"

Decidi mudar de assunto:

- Já foi na Itália?

- Já, é um lugar realmente lindo.

- Minha nona é de lá.

(Nona é avó na Itália)

- Sério? Nossa! Você é de Veneza, sua nona da Itália, e seus pais?

- Meu pai é de Nova Orleans e minha mãe de Madri.

- Que mistura grande, não?

- É... Bastante estranho...

- Você sabe que um dia eu vou embora, não é?

\"Sei, mas não queria lembrar\"

- Pena... Gostaria que ficasse, conhecesse mais, soubesse mais.

- Também gostaria, acho que já está na hora de eu parar quieto em algum lugar

- E a escola?

- Ah, o CEFM, não me adapto!

- Por quê?

- Muita gente esnobe, sem gosto pela vida, só querem sair e namorar.

- Em outras palavras...

- Um bando de sem-futuro!

- Com uma exceção, suponho.

- É... As meninas só falam nos meninos e os meninos só falam em futebol

- Quanta emoção...

- Até logo.

- Até.

O CEFM fica duas quadras depois da Font de la Vide. Chegando à classe a professora de historia pediu para fazer um comunicado.

\"Se for que as aulas estão canceladas eu vou adorar ouvir\"

- Queridos alunos...

\"Queridos o Car*&¨”, apesar de todo esse \"carinho\" sabíamos que ela não gostava da turma de primeiro ano, porque não gostamos da matéria que ela leciona.

- Gostaria de comunicar que — ela continuou — no próximo sábado dia 20 estaremos fazendo uma visita às cavernas com pinturas rupestres nas fronteiras de Londres.

A classe logo começou a mostrar sua satisfação com a notícia, até que:

- A turma da quinta série irá com vocês.

Todo mundo calou a boca! A QUINTA SÉRIE?!

\"Será que ela faz idéia de quem compõe a quinta série?\"

Daí o Alex levantou a mão para perguntar:

- Por que a quinta série tem de ir com a gente?

- Porque eles dando o mesmo assunto que vocês.

\"Curta, rápida e direta!\"

Daí a Dominique levantou a mão:

- E se a gente quiser levar alguém, pode?

- Pode desde que esteja acompanhado de um responsável e assine os termos de presença.

\"Termo de presença? Vão começar a controlar o fluxo de acompanhantes, é?\"

- Oh, sim. Mais um comunicado: a professora Geraldine de Física, não pode mais dar aulas devido a problemas de saúde...

“Também... A mulher tem idade para se aposentar pela terceira vez”

- Portanto já foi terminantemente e devidamente substituída pelo professor Flavio que começa a lecionar a parti de hoje. Bem, até logo.

Ela saiu, daí entrou ELE, o professor Flavio, imagina um homem novo para profissão, ele parecia ter quase a nossa idade (Parecia)

Agora imagina um homem lindo de olhos verdes e cabelos curtos castanhos: É O PROFESSOR FLAVIO!

Ele se apresentou

“Como se precisasse...”

E começou a fazer a chamada, rezei para ele não falar meu nome completo:

- Cloe der Laswer Saviour Sophie III

“Ele tinha de falar…”

- Presente

Não gosto do meu nome completo, vê se tem nexo todos esses nomes complicados e ainda um ‘Sophie terceira’, dava a impressão que eu era velha demais!

Além disso, ele não conseguia dizer meu nome:

- Cléo? Cléo não é?

- Cloe – corrigi

- Sim, sim, leia o terceiro parágrafo

“Como ele pode errar meu nome? Só tem QUATRO letras!”

Depois de uma aula tediante, um intervalo mais tediante ainda e mais três aulas mais do que tediantes finalmente o sinal tocou.

Caminhei com Nicole umas quadras:

- Cloe, ontem você agiu muito bem.

- Grata, você também

- Mas só porque você me disse o que fazer. As meninas estavam comentando no intervalo hoje.

- Estavam mesmo?

- Estavam, você mereceu

- Prefiro continuar como Batman

- Como Batman?

- Por mais que pressione ele nunca tira a máscara.

Ela sorriu.

- Previsões de hoje?

- Acho que vai chover

- Isso eu já previ dois dias atrás.

- É sério Cloe, vai chover.

Ouvimos uma buzina, era o pai da Cloe numa moto.

- Não sabia que vocês tinam uma moto.

- Compraram ontem, bem até mais.

- Até.

Dei uns passos e... COMEÇOU A CHOVER!

E foi uma chuva dessas bem fortes mesmo, por sorte minha mãe meteu um guarda-chuva jumbo na minha mochila (Também não sei como coube), para o meu azar ele era verde-limão. Imagina um ponto verde numa paisagem totalmente cinza!

- Cloe!

Virei, era o Ryan

- Cabem umas três pessoas ai, não?

- Nem fala... Idéia da minha mãe

- Então, como foi o martírio escolar?

- Bizarro.

- Somos dois, então

- Falando em escola, meus professores querem visitar uma caverna com pinturas rupestres

- Interessante

- Quer ir?

- E eu posso?

- Disseram que sim, mas precisaria de um responsável.

- Responsável? Difícil achar um... Que dia?

- Sábado que vem

- Acho que minha mãe pode ir, a Rachel deve estar na escola.

Trovejou

- Rachel?

- Minha irmã. Então minha mãe poderia me levar.

- E você tem uma boa justificativa?

- Estamos dando o mesmo assunto.

- Razoável

- Então... Até amanhã?

- Até.

Ele virou a esquina, quando entrei em casa minha mãe já falou:

- Troca de roupa, almoça que nos vamos sair!

- Já?

- Já.

- Para onde?

- Mercado e shopping.

“Eu mereço...”

- Por que o Kyle não pode ir?

- Nem olha para mim, maninha, tenho prova amanha

- E se não estudar, vai ficar de castigo até a próxima encarnação! – meu pai ameaçou

- Tá bom, tá bom!

- Eu vou ter de passar a tarde com Emilly na escolinha dela, tem gincana dos pais hoje.

“Eu mereço... ²”

- Anda Cloe, vamos.

Almocei as presas e sai com ela, fomos ao mercado primeiro, depois ao shopping. Minha mãe comprou umas roupas íntimas pelo menos dessa vez eu precisei de nenhuma. Passamos na frente de uma loja de roupas, onde estava exposto um vestido rosa pink, macabro.

- Olha Cloe, ficaria lindo em você!

“Não ficaria não”

- Combinaria com seu cabelo

“Não combinaria não!”

- Mãe, acho melhor nós irmos – comecei a empurrar ela antes que me convencesse a entrar. Paramos na frente de uma loja de instrumentos, quase colei o rosto na vitrine quando vi aquela fender stratocaster preta matizada em ameixa.

- Cloe eu acho que devíamos... Cloe? Cadê você?

Eu já estava dentro da loja, olhando melhor aquela guitarra e os violões e as baterias, minha mãe entrou logo em seguida.

- Bom dia – disse o vendedor, roqueiro evidente

- Bom dia, quanto estariam aqueles Gianinis?

- Em torno de cento e trinta a duzentos e cinqüenta libras

O queixo da minha mãe quase caiu, mesmo sabendo que se um violão já estava daquele preço uma guitarra mataria ela, eu perguntei:

- E a fender?

- Trezentas e vinte sete libras.

“Tirou a adaga e me usou de bainha, ein...”

- Vai querer?

- Vou ver minhas finanças

- Grata, gosta do Guns mesmo? – perguntei para o vendedor

- São demais! Pena o Axl ter ficado daquele jeito

- Trágico... Mas quem sabe se ele não se recupera...

- É... E volta a caber naquele short de laicra branca.

Eu sorri (milagres acontecem)

- Um dia...

- Cloe vamos!

- Até logo, aliás, Bernard

- Cloe, até logo Bernard.

De repente meu celular começou a vibrar, chamada do Kyle

- Alo Cloe?

- Não... É a Branca de Neve...

- Para de brincar, preciso que você atrase a mamãe

- Por quê?

- Por que eu fiz uma besteira!

“De novo?”

- O que foi dessa vez?

- Depois eu falo, só atrasa a mamãe.

- Vou querer algo em troca – desliguei

Atrasei minha mãe o mais que eu pude, até que quando estávamos saindo do shopping e liguei para o Kyle

- Estamos indo

- Já?!

- Eu já fiz mais até do que eu podia, considere-se satisfeito

- Mas, Cloe...

- Mas nada! O que aconteceu afinal

- Eu bati o carro do papai.

- Quê?! Deixam você sozinho por três horas e já faz isso?!

- Cloe, eu...

- Devia estar estudando!

- É que nunca me deixam dirigir!

- E agora você sabe o porquê!

- Não dá para atrasar ela só mais um pouquinho?

- A gente já está no carro e já saiu do shopping, NÃO DÁ!

- Sei lá, dá um ataque aí

- Eu tenho jeito de quem daria ataques, você está ferrado! – desliguei

Chegando em casa a primeira coisa que minha mãe viu quando estacionou o carro foi o outro carro!

- KYLE!!!

Kyle tinha corrido para o quarto e deito uma encenação débil com o rosto colado no livro de citologia, a única coisa que ele não reparou foi.

- Desde quando você estuda com o livro de cabeça para baixo, Kyle?

- Mãe eu...

- Kyle quantas vezes eu já falei com você?

- Mãe...

- QUANTAS VEZES EU JÁ AVISEI?! Cloe vai guardar as compras!

“Ela sempre me exclui na melhor parte”

Guardei as compras ao som dos gritos. A ultima coisa que ouvi foi

- De castigo por um mês!

- Um mês?

- Sem TV, sem computador, sem vídeo game!

- Mas mãe...

- E torce para o sue pai não fazer pior quando chegar.

Alguém bateu a porta com força.

Depois disso vim para o quarto, não ouvi mais nada, estudei e escrevi

--Boa noite --

Notas finais

Estou com uma Mega dor de cabeça depois de tantos gritos, papai cortou a mesada do Kyle para poder pagar o conserto do carro, e eu Vou Dormir, muito, porque amanhã é sábado (olhos brilhantes)