Notas iniciais
Boa noite pessoal

Está ai o último capítulo do Diário do Apocalipse
Gostei bastante de escrever essa fic e espero que quem leu continue lendo minhas outras fics kk

Mas sem enrolação

Boa leitura

Dia 05 de Novembro de 2014

Todos naquele momento pararam. Era como se o ar tivesse ficado pesado, o desesperado na face de alguns soldados do próprio Baltazar era claro, a maioria largaram as armas e começaram a correr em direção a saída.

Cai de joelhos, ainda tentando respirar, precisava me recompor, mas não conseguia. Voltei a olhar para trás e vi Rick levantando Chaz pelo ombro, que parecia estar bem, provavelmente estava usando colete a prova de balas e Baltazar já não estava mais ali. Quando voltei a atenção para frente vi Cibelli correndo até mim e assim ela me ajudou a se levantar, logo depois veio Stefanny

- Você está bem? — Perguntou Steffany colocando a mão em minha testa

- Não muito — Sorri

- Já era de se esperar... Ele não descansou absolutamente nada nessas ultimas horas... — Disse Cibelli

- Chega de conversa! Temos que correr — Falou Rick apontando para a saída que se encontrava com poucos zumbis que sobraram da batalha.

Nesse momento escutamos barulhos de tiros e de algo batendo contra ao solo, era Arthur e Luca, os dois estavam quase totalmente envoltos de sangue negro e seus machados pareciam pesar mais do que o normal.

- Vamos embora! Bryan acabou de partir para a cidade, está tudo em estado de emergência — Gritou Luca enquanto acertava seu machado na jugular do ultimo zumbi que se debatia ao seu lado.

Começamos a seguir caminho o mais rápido que conseguiamos, passando por vários cadáveres e o que sobraram de zumbis, quando estávamos chegando perto da porta de vidro do primeiro andar uma porta de ferro foi ativada e começou a se fechar em nossa frente, se fechasse não iríamos conseguir fugir, Bryan e Luca tentaram segurar a porta, mas não deu, quando estava para Rick e Chaz passarem dois tiros foram disparados e Chaz caiu ao chão, Rick se virou para disparar contra quem havia atirado, mas não conseguiu pois Chaz usando sua perna chutou Rick para trás

- Pegam ele, corram!

Todos olhamos sem entender aquelas palavras, a porta estava quase totalmente fechada, Stefanny puxou Rick com toda a sua força e Rick caiu ao meu lado e assim a porta se fechou, deixando Chaz para trás e a voz eletrônica falou:

- Trinta e cinco segundo para a destruição total!

Tudo parecia ter ficado lento, nossos corpos estavam pesados, o sangue em nossas roupas pareciam nós deixar como assassinos, deixar o comandante para trás nunca fez parte da missão, se fosse para alguém morrer por todos devia ser eu, por que eu trouxe eles para cá, eu tirei eles daquela cidade, por culpa minha viraram soldados, minha visão parecia ficar pior a cada instante, eu sentia como se fosse desmaiar, o walkie começou a chiar

- Aqui é Chaz... — A voz era fraca e era possível escutar Baltazar rindo — A senha é 8613... Boa sorte garotos! — E tudo ficou mudo

Nesse instante Luca acordou todo mundo com um grito

- Vamos!

Nossos corpos pareciam ter ligado o modo automático, ao menos eu tinha a ajuda das garotas e quando conseguimos passar pela porta de vidro, o chão começou a vibrar e as paredes começaram a desabar de uma vez só, com um barulho ensurdecedor tudo explodiu e todos nós jogamos para evitar um pancada maior contra o solo, acabamos nós machucando um pouco mais do que já estávamos e vários pedaços de vidros acabaram sendo lançados no ar e por sorte nenhum chegou a machucar gravemente nenhum de nós.

Nós levantamos e olhamos para trás, o lugar estava todo destruído e quase tudo estava sendo queimado, mas a realidade veio a tona, a guerra não era ali, a guerra era em volta da cidade. Derrotamos Baltazar e consequentemente destruímos a base que controlava a maioria delas, agora a batalha iria continuar.

- Pessoal, temos que ir... Temos que acabar com isso em nome do comandante Chaz — Disse Arthur caminhando para frente, em caminho ao carro militar que eles vieram

- Isso mesmo, temos agora uma única missão... Acabar com tudo isso e retomar a cidade. — Disse Rick caminhando atrás de Arthur

Caminhamos até o carro, ficamos bem apertados e assim Arthur deu partida no motor, estávamos a caminho da batalha final, humanos contra zumbis. Na parte de trás eu me encontrava encostado, tentando manter a calma, mas parecia que eu iria desligar a qualquer momento. O carro balançava sem parar, movíamos a mais de oitenta quilômetros por hora por aquelas ruas de terra.

- Você precisar descansar Nero — Disse Cibelli preocupada

- Eu sei... Não temos tempo agora, preciso me recompor o mais rápido possível

- Não se preocupe Nero, faça o possível e nós não te deixaremos na mão — Falou Luca com um sorriso bondoso e honesto em sua face

- Obrigado pessoal...

Olhando para o céu conseguíamos ver alguns dos helicópteros comandados pelo computador do Baltazar sendo desligados e caindo ao solo, provocando explosões. O carro deu um salto e nesse instante senti meus músculos se contrariem e então olhei para a minha frente, ali estava a verdadeira guerra. Milhares de zumbis em frente aos muros que estavam quase totalmente destruídos pelas maquinas que Baltazar havia mandado. Todos os zumbis pareciam ter sido atraídos para ali, todas as classes deles, tudo que haviamos enfrentado até o momento no mesmo lugar, era essa nossa missão, nossa batalham, afinal, somos ou não somos o grupo de exterminação?

- Pessoal se preparem. Vamos passar feito sombra entre todos eles, se o carro for tombar já saiam lutando, vamos entrar na cidade. Precisamos nós fortalecer com mais armas e Nero precisa de cuidados rápidos — Disse Rick

- Não se preocupem... — Antes de eu terminar de falar Luca me deu soco no braço e me encarou com raiva

- Cala a boca Nero, todos estamos vendo que você não consegue nem andar direito porra!

Preferi não falar nada, apesar de tudo era verdade, eu iria morrer se lutasse daquele jeito. Nesse momento todos se seguraram pois o carro começou a passar por tudo que vinha no caminho e em minha volta eu podia escutar os tiros de nossos soldados contra os zumbis, os tiros de meus amigos nós zumbis, era um som agudo que parecia atingir meu coração, o carro começou a perder o controle, mas não estava muito longe da entrada da cidade.

- Pulem! — Gritou Arthur

Luca jogou a arma no chão e me colocou em suas costas, era como se eu não pesasse nada para ele.

- Me dêem cobertura — Gritou ele

Tudo o que eu estava vendo era simplesmente caos e sangue, nunca pensei em ver algo assim em minha vida, havia mais mortos vivos do que pessoas. Eles lutavam para se alimentar e nós lutamos para sobreviver, era uma coisa que eu não entenderia nunca. Por que alguém usaria isso contra a própria população? Stefanny, Cibelli, Anita, Rick e Arthur formaram uma espécie de barreira em minha volta e de Luca e aos poucos fomos avançando para a cidade e alguns segundos vários soldados forma se juntando a gente.

- Precisamos de mais reforços senhor! — Disse um soldado que parecia estar exausto para Arthur

- Vamos providenciar isso quando entrarmos na cidade, aguentem mais um pouco — Falou Arthur para o soldado que apenas balançou a cabeça em sinal positivo.

Quando passamos por uma barreira de soldados que ficavam na abertura do muro da frente, já avistamos a base que havia sido improvisada ali

- Vamos! — Gritou Rick

Quando passamos pela entrada vimos uma cama, todos me colocaram ali, onde deitei, mas continuei a olhar e escutar tudo.

- Chamem alguém para ajuda-lo, agora! — Disse Rick nervoso

Algumas pessoas começaram a correr em busca de uma enfermeira o algum que cuidasse do caso, após Rick gritar André Rohder veio até nós com um tablet na mão.

- Cadê o Chaz? — Perguntou ele encarando Rick, que abaixou a cabeça

André respirou fundo, encarou o chão para alguns instantes

- Ele disse a senha para a liberação?

- Sim, mas liberação do que? Seja breve

- Era nosso plano alternativo caso chegasse a esse nível... Temos oito bombas de anti matéria programas para explodir quando usarmos as senhas, eles se encontram em volta dos muros, claro que com uma distância de mais de sessenta metros, pois o poder dela é devastador, mas resumindo com a senha elas serão liberadas e irão explodir em quinze minutos, que o tempo necessário de evacuarmos todos para o centro da cidade e os soldados se retirarem dos muros.

- Mas mesmo assim, metade da cidade vai ser destruída com isso... — Disse Rick

- Sim, por isso iremos evacuar a cidade até o centro...

- Mas...

- Mas nada. — Falou Arthur sério. — Não temos opção Rick, ou é isso ou morreremos, não temos tantos recursos militares para aguentar a quantidade absurda de zumbis que estão ali fora e além do mais eles não são normais, temos de todos os níveis, temos mais de quatro mil soldados e civis mortos já.

- Ok. A senha é 8613. — Respondeu Rick

André com o tablet em mãos começou a digitar algo e logo puxou o walkie do bolso

- Atenção. Aqui quem fala é André e quero que todos os policiais disponíveis evacuem a cidade para o centro, os mais perto possível do centro e quero que mande todos ficarem em lugares seguros. É uma ordem, dez minutos contando a partir de agora!

- Sim senhor — Foi a resposta que recebeu pelo o walkie, mas eu não sabia de quem era a voz.

Nesse momento uma moça entrou na sala, cabelos loiros, olhos azuis, usava uma roupa de médica, veio até mim

- O que você está sentindo?

- Tontura, não consigo me manter em pé...

- Ok... Eu já tinha o relatório, Cibelli já me disse o que era necessário.

Eu não havia percebido que Cibelli não estava mais ao meu lado, eu estava tão entretido na conversa de Rick e André que perdi a presença dela.

- Toma isso. — Ela me entregou um copo de água e uma três pílulas.

As coloquei para dentro e tomei em um gole só.

- Tudo bem, agora presta atenção, isso irá te deixar ligado, te dara um pouco de adrenalina também, mas nada muito forte o que te deixaram bem por cerca de algumas horas, depois disso você será obrigado a descansar.

- Obrigado...

- Me chama de Jaqueline — Disse a moça sorrindo

- Obrigado Jaqueline

Naquele momento senti meu corpo ligar, era como levar um choque, consegui abrir os olhos e me sentei na beira da cama.

- Ótimo, vamos partir para o centro agora. — Falou André

Saindo da sala já peguei a mão de Cibelli que me olhava ainda com preocupação, mas sorria tentando passar que estava tudo ficando melhor. Atrás daquele local já havia dois carros preparados para saírem as pressas, nós dividimos e subimos as pressas. Enquanto o carro seguia para o centro podíamos ver as pessoas sendo levadas pela polícia as pressas para o centro. Iria dar certo, mas a perda seria incalculável. Seguimos por mais alguns minutos e chegamos ao centro.

- Vamos ficar naquela base — Disse André apontando para o topo de um prédio.

- Está melhor? — Perguntou Luca passando ao meu lado

- Sim... Por enquanto — Respondi enquanto passava pela porta automática do elevador do prédio.

- Ainda bem que está melhor — Disse Rick sorrindo para mim

- Valeu gente

Stefanny estava apenas quieta, se encostou em Luca, Anita era uma pessoa muito quieta, acho que vocês notaram, ela só falava com Cibelli e se mantinha segura nos braços de Rick.

- Falta apenas dois minutos para o prazo que dei para os policiais e falta sete minutos para o verdadeiro prazo. — Comentou André enquanto a porta abria

Fizeram daquele andar uma base para podermos observar pelos visores toda a explosão e observar como a cidade estava, claro que tudo era por satélite.

- Sentem por favor — Disse André apontando para algumas cadeiras que se encontravam perto das paredes.

Todos se sentaram e ali ficamos observando o céu que parecia estar ficando mais escuro, iria chover em breve, podíamos escutar as pessoas gritando, as pessoas estavam se reunindo do jeito que conseguiam abaixo de nós. Todos os soldados e policiais estavam fazendo uma barreira com carros e o que tivesse em volta do centro para evitar a passagem momentânea dos zumbis. Quando o tempo estava para acabar, André se virou para nós

- Cruzem os dedos, pois a partir de agora tudo irá tremer e por sorte ficaremos vivos — Ele sorriu, como se o que ele tivesse dito fosse acalmar qualquer pessoa no mundo

Olhamos um para os outros, ali estavam meus velhos amigos, meus novos amigos, ali estava Cibelli a garota que eu amava, todos estavam ali. Tudo que tínhamos vistos até aquele momento estava passando pela minha mente, cada tiro que disparei, cada zumbi que matei. Cada vez que eu cheguei muito próximo da morte. Meu coração apertou quando pensei em meus pais, eu gostaria que eles ainda estivesse vivos, eu iria atrás deles se desse certo esse plano, mas não só atrás deles, eu iria atrás dos pais de todos os meus amigos. Se sobrar algum zumbi nisso, será menos que um por cento da população, o que tornará mais fácil a defesa e o contra ataque contra eles.

De repente senti que a pressão do ar diminuiu, todos nós jogamos no chão ao mesmo tempo, o ar parecia estar sendo sugado para os muros, as cadeiras começaram a sair do lugar e outras começaram a ser lançadas para fora do local, mas não era só isso, algumas pessoas também sendo sugadas, logo após isso um barulho tão forte, capaz de destruir todas janelas da cidade atingiu tudo. Apertamos nossos ouvidos e tudo começou a tremer, carros voando, pessoas sendo lançadas ao ar, o ar sendo sugado, casas sendo destruídas, esse era o poder uma bomba, tudo em nossa volta estava acabando. Eu continuava a olhar e então consegui ver uma luz tão forte vindo dos muros, em volta de todos os muros a luz começou a consumir tudo e por sorte parou antes de atingir o centro da cidade. Enquanto a luz sumia eu era capaz de ver o que aquilo estava fazendo, tudo o que a luz tocou virou nada, se virou algo virou apenas pó, as casas, as ruas, as árvores, tudo estava extinto, claro que eu não conseguia ver muita coisa, pois a visão humana é limitada. Aquela explosão iria ficar marcada na história da humanidade, na história de cada ser que ali viveu e em cada ser que iria nascer. Aqueles segundos que se passaram pareciam ter durado horas, quando tudo acabou podíamos ouvir as pessoas gritando, mas não gritando por desespero ou medo de morrer, era o grito de uma nova vida, o grito do recomeço da humanidade.

Cibelli abriu os olhos e me abraçou com força, de seus olhos caiam lágrimas de felicidade, estávamos salvos daquela prega, daquela doença, daquela maldição. Nesse momento todos nós sorrimos e fizemos um abraço em grupo, Arthur, Luca, Rick, Cibelli, Stefanny, Anita e André. Sentimos até falta de Bryan que acabou ficando ocupado com outra coisa, sentimos falta de nossa amiga Alice que fui obrigada a matá-la, eu iria levar essa fardo a vida inteira, sentimos falta de Chaz, nossa grande comandante que colocou a gente nessa história de soldados, não iríamos dizer que sentimos muita falta de Enrico, mas sabíamos que ele estava vivo, em algum lugar ali no centro. Teve outros nesse caminho, mas não iríamos falar do passado, vamos falar do futuro.

- Olhem. — Disse Rick apontando para os monitores que mostravam via satélite a cidade

O que havia sobrado ali em volta da cidade era apenas mar, e crateras gigantes. Iria demorar algum tempo para reconstruirmos tudo, mas pelo menos não iria haver mais nenhuma guerra contra mortos vivos, pelo menos por enquanto.

- Finalmente acabou! — Falou Arthur

- Chupem seus mortos! — Gritou Luca para o ar

Todos riram

- Nero vá descansar, teremos uma cerimônia amanhã em nome de todos que morreram e iremos eleger o novo comandante. -Disse André

- Obrigado... Mas para onde eu vou?

- Nesse prédio mesmo, quinto andar, senha um, quatro, quatro. — Respondeu ele com um sorriso largo, que faria qualquer pessoa rir

- Posso ir com ele senhor? — Perguntou Cibelli com um sorriso bobo

- Pode. Claro — Riu André

Cibelli e eu fomos até o quinto andar, digitamos a senha em uma painel que revelou a nós um quarto com banheiro. Encima da cama havia roupas e todo mais. Eu estava exausto;

- Vamos tomar um banho e descansar capitão — Falou Cibelli tirando a jaqueta

- Venha aqui tenente — Brinquei

Cibelli veio até mim, a tomei em meus braços e a beijei devagar. Depois disso tomamos banhos juntos e quando vimos já estávamos deitados na cama.

Dia 06 de Novembro de 2014

Naquela manhã recebemos a visita de Rick e Luca que só esperam eu e Cibelli trocarmos de roupa e assim fomos direto ao centro da cidade, onde haviam várias fotos e um palco que André se encontrava falando.

- Ele está terminando o discurso, sabe? Tudo pelas pessoas que faleceram, coisas assim — Disse Rick

- Que frieza man — Brincou Luca

- Nem sou — Sorriu Rick quando viu Anita correndo para abraçá-lo

- Oi pessoal — Anita falou

- Oi... — Nesse momento Cibelli me abraçou e Stefanny também apareceu para ficar com Luca.

Ficamos ali escutando André até que ele parou tudo e falou:

- Subam aqui, grupo de exterminação.

Olhamos um para os outros sem entender nada, mas subimos. Quando estávamos no palco Bryan correu e subiu para ficar ao nosso lado.

- Estão vendo? Esses terão que ser lembrados para todo o sempre, sem eles não teríamos conseguido fazer nada, guardem os nomes deles: Nero Yamashi, Henrique Jacques, Luca Gremson, Cibelli Lewer, Anita Oliveira, Arthur Uchoa, Stefanny Necollini, Bryan Mazzochi.

Todos começaram a bater palmas, éramos reconhecido por todos ali em nossa frente.

- E agora apresento a vocês nosso novo comandante, já decidido por Chaz Rohder... Arthur Uchoa!

Todos começaram a bater palmas, inclusive a gente. Depois disso Arthur teve que parar para falar algumas palavras

- Obrigado a todos por estarem aqui... Irei reconstruir nosso país e iremos trazer a paz novamente

Novamente batemos palmas e assim seguimos para fora do palco. Nós afastamos do local e seguimos de carro para a base que ainda estava intacta. Após alguns minutos chegamos a base e lá cumprimentamos todos e fomos para a sala de reunião onde Arthur estréio a cadeira do comandante. Todos estávamos sentados conversando até Arthur puxou a palavra para si.

- Pessoal vocês estão dispensados por enquanto, fiquem descansando até serem chamados de novo, pode ser?

- Se é louco? Claro que pode mano — Falou Luca dando risada

- Mas quando precisar estaremos ai — Disse Rick

- Realmente, agradecemos, principalmente eu — Eu disse rindo

- Fico feliz que tenha gostado da ideia. E vocês meninas? O que vão fazer?

- Ficarei com Nero — Respondeu Cibelli pegando minha mão

- Novidade ne? — Brincou Luca

- Deixa eu adivinhar... Anita com Rick e Stefanny com você Luca? — Falou Arthur

- Pois é chefão — Respondeu Luca

Rick começou a rir disparado. Fazia tempos que não ficávamos assim, felizes. Ficamos ali por algumas horas e saímos em busca de lugares para ficar.

Dia 26 Novembro de 2014

Se passaram vinte dias, todos conseguiram suas casas, principalmente eu. Que consegui uma casa no centro, uma casa ótima. Naquela noite eu havia programado uma festa, aniversário de Cibelli. Todos se reuniram, não só meus amigos, mas vários soldados. Comida, bebidas, músicas e piscina, uma festa dos sonhos. Por que aquele ano de 2014 seria reconhecido como Apocalipse, onde conseguimos sobreviver e digamos que conseguimos ajudar a toda população. Já se passavam das dez da noite quando eu e Cibelli nós afastamos de todos e ficamos embaixo de uma das árvores, uma árvore grande, uma das poucas que sobraram ali, eu e ela começamos a olhar para a lua que parecia estar mais próxima do que nunca, a temperatura era por volta de quinze graus. Encostei Cibelli no tronco da árvore e a olhei nos olhos, aqueles olhos lindos, aquela boca perfeita, aquela era tudo que eu precisava. Acaricie seu rosto e sem parar de olhar em seus olhos disse:

- Eu te amo

Suas bochechas coraram e ela mesmo que baixo respondeu

- Eu também te amo

A tomei em um beijo de puro amor, puro desejo. Meu coração estavam depois de muito tempo, uma paz que eu sabia que irai durar por muitos e muitos anos. Quando seus lábios se separam de mim, coloquei a mão em meu bolso de trás e puxei uma caixinha e dela tirei dois anéis de prata

- Cibelli Lewer, namora comigo?

As lagrimas começaram a escorrer dos olhos de Cibelli e aos choros e risadas ela respondeu

- Claro, você tem dúvidas — Seu sorriso era compensador, era um sorriso de felicidade de verdade

Quando coloquei os anel em seu dedo e ela colocou no meio a beijei novamente, mas nossa paz durou pouco por que todos nossos amigos vieram correndo e começaram a jogar champanhe na gente

- Feliz aniversário Cibelinha — Começou a rir Luca

- Olha que fofinho esse Nero? — Rick começou a rir

- Vamos comemorar gente — Disse Anita entregando as taças para todos

- A nossa felicidade! — Falou Anita

- A nossa paz! — Falou Rick

- A nossa amizade! — Falou Luca

- Ao nosso amor! — Falou Cibelli

- A tudo que fizemos!- Falei

- A tudo que iremos fazer! — Gritou Stefanny

Começamos a tomar o champanhe e tomamos um susto quando Arthur começou a soltar os fogos que explodiram no céu, dando cor ao que parecia negros a dias

- Viva a gente! — Ele ria, Arthur estava bêbado, mas nesse momento nada podia estragar nossa felicidade

Enquanto todos riam e olhavam os fogos me deliciei novamente com os lábios de minha namorada.

- Espere! — Falou Luca — E o abraço em grupo?

Todos riram e assim todos nós abraçamos juntos enquanto os fogos explodiam no céu, avisando a todos que a paz havia voltado

- Que para sempre seja assim. — Falei

- E vai ser amor — Disse Cibelli

- Vamos comemorar até a manhã chegar — Disse Luca saindo correndo para pular na piscina

E assim todos correram atrás de Luca e se jogaram na piscina.

- Você foi o melhor presente que eu podia ganhar — Disse Cibelli olhando em meus olhos

- E você o meu anjo — Disse eu a envolvendo em um abraço pelas costas e assim ficamos vendo todos se divertirem.

E assim foi o recomeço, com o passar do tempo tudo voltaria aos eixos. O recomeço para todos. Quem um dia viu a morte de perto sabia que aquilo não era culpa de Deus ou de qualquer outra entidade, a culpar era nossa, nós fizemos isso com o mundo e só a gente podia curá-lo, só a gente pode salva-lo e isso foi o que fizemos e torceremos que todos fazem o mesmo, e quem um dia ler esse diário espero que passa adiante os conhecimentos de um grupo que se manteve vivo até o final, o final do Apocalipse.

Notas finais
Gostaram?

Espero que sim, tenham uma boa noite

Espero comentários para esse último capítulo, obrigado a todos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!