Diário de uma bugada

5 Capítulo 5- Me joguei de novo


No dia seguinte passei praticamente o dia todo na sala de fisioterapia. Quero sair logo desse lugar, sair desse país, cansei de morar aqui. Londres é muito "certinho", não acontece nada de emocionante desde o dia que cheguei aqui...

–Oi! Meu nome é Jason Stone. -falou um homem negro, alto e bastante assustador.

–Olá! Sou a...

–Amy Barker. Estou aqui para levar você até o C.T.E

–C.T.E?

–Centro de Treinamento para Espiões.-falou ele tirando uma roupa de dentro da mochila e jogando em cima da cama.

–Mas Jason...-fui interrompida mais um vez.

–Tenha respeito e me chame de Sr. Stone! — elevou a voz e me olhou torto.

–Sr. Stone -debochadamente- eu mal consigo levantar dessa cama, não vou nem conseguir colocar essa roupa.

Ele abriu a porta e chamou um enfermeira, que era ajudante dele. Ela me ajudou a coloca a roupa. Então ele entrou novamente e disse:

–Nosso tempo está acabando, temos que ir agora!

–Como vamos sair desse hospital? Ele é cheio de câmeras. — Falou a enfermeira com um olhar assustado.

–Temos a janela...

–Ah! Mas eu não vou me jogar de novo não!

–Quem disse que vamos nós jogar. — ele me segurou pela cintura e correu em direção a janela, fechei os olhos. Quando abri os olhos...estava suspensa em um corda que se prendia a um jatinho.

Lá dentro não tinha bancos como o normal, e sim só no meio. Tinha muitos paraquedas...

–Calma ae...vamos pular de paraquedas? — apontei para as mochilas.

–Claro!- falou a enfermeira toda sorridente.

–Qual seu nome?- lancei um olhar de fuzilamento

–Eu sou Vanelope Willians.

–Que nome estranho.- comecei a rir- Gosto de coisas estranhas!

Vanelope era muito bela. Tinha os cabelos escuros, lábios carnudos e sardas espalhadas pelo nariz e embaixo dos olhos, que por sinal tinha um olhar penetrante e intenso.

–Você é bem engraçadinha. -disse ela irônicamente

–Parem de discutir e peguem logo um paraquedas. — falou o Sr. Stone na porta do avião.

–Anda levanta! Eu te ajudo a chegar até a porta. — falou a Vanelope ajeitando a mochila.

–Valeu Vanelope! — passei meu braço em volta de seu pescoço. Minha pernaas tremeram, tinha muito tempo que não andava.

–Anda pula!

–Não estou preparada para isso de novo!- recuei

–Vem.- ela estendeu a mão.

Segurei a mão dela e pulei...