Diário de uma bugada
1 Capítulo 1- O choque de personalidade
Você pode não saber se eu estou por perto, mas saiba que eu posso ser seu maior pesadelo. Das sombras eu desperto e o mais sombrio de mim você conhecerá se continuar a acompanhar meus pensamentos. Aliás, tudo que está aqui é secreto e você manterá sigilo a partir do momento. Se não for capaz de cumprir isso, pare de ler exatamente agora.
Meu nome se perdeu no tempo e agora sou conhecida por Amy. Até uma época da minha vida eu fui uma garota australiana normal, porém tudo começou a mudar e nesses 15 anos que se passaram me tornei a pessoa perigosa e misteriosa que sou hoje.
Sempre aceitei tudo que minha família dizia. Entretanto quando completei treze percebi que tudo a minha volta era uma farsa. Pode ser pensamento de muitos que ser de uma família rica é fácil, porém isso não é verdade. Sempre tive que controlar minhas vontades de ser diferente do padrão da minha família e muitas pessoas que pensei que gostassem de mim na realidade só se aproximaram por interesse em minha fortuna.
Foi nesse período de minha vida que decidi mostrar aos meus pais o que eu realmente achava de tudo o que me rodeava. Tornar-me uma pessoa sincera, já que ser honesta não era suficiente, foi o modo que encontrei para mostrar meu nojo à falsidade. Além disso, aproveitei o fato de eu sempre ter sido muito observadora e um pouco impulsiva e comecei a realizar meus desejos pessoais sempre impedidos.
Faltando apenas um mês para o meu aniversário, pintei o meu cabelo de azul e o deixei com pontas roxas. Aquilo deixou meus parentes doidos. Na verdade, não só eles. Na escola, quando as outras garotas viram o que tinha feito, começaram a querer fazer o mesmo. Conclusão: tive que mudar de colégio por causa das reclamações dos responsáveis das minhas colegas de classe.
Quando estava com quatorze anos e meio, foi a vez de começar a andar de skate e escutar rock. Passei também a ignorar toda a vaidade exigida pela minha família. Eu sempre odiei ter que brincar com bonecas em minha infância. Se eu pudesse escolher teria jogado futebol e colecionado figuras de ação. Aquela era a chance que eu tinha de mudar a situação.
A minha festa de quinze anos foi o estopim para o estresse de meus familiares. No dia, eu vesti um vestido preto com tachas e um all star vinho de caveiras. Quando meus pais acharam que e o resto da festa estava de acordo com a vontade deles, meu príncipe, um gótico com uma guitarra entrou no salão e começou a tocar heavy metal para mim. Todos saíram criticando o meu comportamento durante a comemoração e minha família ficou em guerra com meus pais alegando que algo deveria ser feito.
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