Diário de um Anjo Negro

12 Angústias... Resolvidas


Notas iniciais
OII!! ;) Só avisando que hoje não teremos nada aqui de importante... Só o aviso mesmo. (rsrsrsrs) Lhe desejo uma ótima leitura e divirta-se, ou chore... hahaha Beijos, Jenny ;)

Abri os olhos e logo tive que fechá-los de novo. A luz branca daquele lugar me cegou por uns instantes. Espera. Aonde estou? Que luz é essa? Resolvi abrir os olhos de novo, lentamente. Aos poucos fui me acostumando com a luz. Me vi em um lugar totalmente branco, como se fosse um quarto, mas não havia nada. Nenhum sinal de que alguém passou por aqui. A luz branca estava em toda parte fazendo com que este lugar parecesse que não tinha paredes ou até mesmo o chão. Percebi que ainda estava deitada e resolvi me levantar. Olhei em volta novamente e constatei, não há nada aqui além de luz, mas não sei de onde vem.

Por reflexo, passei minha mão no pescoço e notei que meu colar não estava comigo. "Meu Deus... Onde estou? Onde está minha chave!?" Estava ficando preocupada, com medo. Cai de joelhos e comecei a chorar. Coloquei minhas mãos no rosto e desejei sair daqui o quanto antes.

_ Tenho a resposta pra todas essas perguntas, mas minha irmã, você vai ter que se acalmar. — disse uma voz que me era familiar. Tirei as mãos do rosto e o procurei. Senti seu toque em meu ombro direito. — Estou aqui.

_ Davi! — eu o abracei fortemente, chorando de alegria, surpresa e ao mesmo tempo alívio. — Meu pequeno Davi. Você tem as respostas... De que ?

_ Já disse para se acalmar. — ele sentou-se cruzando as pernas em forma de "borboleta", as mãos em cima delas de palmas pra cima. Fechou os olhos e suspirou e inspirou suavemente.

_ Por que está meditando?

_ Pra você fazer igual. — tudo bem. Fiz o mesmo que ele e esperei. — Você não acalmou sua respiração e nem fechou os olhos direito. Ande, pare de ser durona. — fechei os olhos e respirei e inspirei como ele. Senti meu corpo relaxar, minhas forças vitais voltarem ao normal. Senti até mesmo minhas asas. "Onde estão as dele?" — Respondendo: você está em outra dimensão, como aquela que você chama de Dimensão Vazia, mas esta tem todas as respostas e aquela, todas as dúvidas. Sim, foi a chave que te transportou pra cá e ela não está com você por escolha minha. Pode abrir os olhos. — abri e vi seus lindos olhos verdes e me senti ainda mais calma.

_ Davi, me disseram que você morreu... Mas está aqui comigo... Eu não entendo.

_ Meu corpo está morto sim, minha aura não. É o que você vê. E não se culpe pela minha morte. Não me sinto triste quanto á isso. Sinto-me triste por você e os outros não terem seguido em frente, esquecido de vingar-me.

_ Como não poderíamos fazer isso?

_ Veja você Carolyn. Depois que caiu e recebeu a notícia que era portadora da chave, seu coração se encheu de medo e angústia. Se tornou fraca e cada vez mais até chegar a este ponto. Até chegar aqui. A vingança atrapalha ainda mais á esquecer os medos e angústias. — a ficha caiu novamente.

_ Eu estou morta?

_ Não. Como eu disse, este é o lugar das respostas. E Rafael me mandou esclarece-las á você. E com muito prazer eu faço isso. — ele deu o sorriso tímido que sempre me encheu de alegria. Eu sorri de volta e esperei, cada vez mais ansiosa. — Muito bem. Por que você caiu, do céu?

_ Não entendi... Você disse que iria me esclarecer e... — é isso. Eu tinha as respostas, mas não as via por que estava cega de medo. — Eu cai porque escolhi o amor e não um lado correto. Achei injustiça essas escolhas e segui as minhas.

_ Correto. Qual o seu amor? Fraterno ou necessário? Quem você escolheu para retribuir?

_ Fraterno, pois eu nunca notei que estava só, mas conheci Andy e ele me mostrou que realmente não estava, mas que eu poderia ficar melhor, que me sentiria livre e feliz. Escolhi Andy, pois ele me mostrou os caminhos que devo trilhar.

_ Hum... E os caminhos são seus ou dele?

_ Nosso.

_ Correto. Por que Deus te deu a chave? — as respostas vinham como num filme, rápidas e sólidas. Meu coração estava cada vez mais leve.

_ Porque eu o desafiei de maneira justa e ele reconheceu que eu estava certa. Ele me deu a chave porque não poderia arriscar de deixá-la no céu e como eu estava na terra, me deu-a numa forma de mostrar que confia em mim e acredita em minhas forças. E também, mostrar aqueles anjos que não puderam escolher um lado que Ele lhes deu uma oportunidade de escolher, sim. — eu sorria, cada vez mais feliz.

_ Correto. Por que teve medo e angústias?

_ Por que eu cai e estava atordoada demais para me lembrar de quem sou. Um erro grave, mas eu estava cega de dúvidas e dor.

_ E agora? Ainda tem?

_ Não. Lembro-me de que Deus me ama.

_ Só ele?

_ Andrew. E meus irmãos. E você... — meus olhos encheram de lágrimas novamente.

_ Qual seu objetivo com a chave?

_ Destruí-la. Ela não merece estar nem mesmo em minhas mãos. É arriscado até mesmo para os humanos.

_ Correto. Deus permite que faça isso, pois os anjos já estão escolhendo seus lados.

_ Posso te abraçar? — perguntei. Ele sorriu e abriu os braços.

_ Claro. — eu fui até ele e o abracei, apertando-o forte. Não queria soltá-lo, nunca mais. Mas era preciso. Sua última pergunta foi a prova. — Quem é você?

_ Eu sou Carolyn, A Devastadora. Sou um anjo caído que escolhi o meu lado e enfrentei os injustos. Eu amo Andrew, amo meus irmãos, admiro os humanos, principalmente os que cuidaram de mim. Juro que protegerei a chave até o dia em que for destruída e juro que serei eu a fazer isso. Eu tive medo e meu coração se encheu de angústias, mas agora não vou deixar nada me abalar. Amarei e lutarei por todos aqueles que acredito e nada vai me impedir. — o sorriso dele aumentava cada vez mais.

_ Isso minha querida! Isso! Nunca se esqueça disso e bem, eu concordo com sua ideia quanto a Gabee. Ela precisa de alguém que tire suas angústias e por enquanto, não sou eu. Agora você pode ir. Antes... Tome. — ele me estendeu a mão direita mostrando-me a chave.

_ Obrigada...

_ Adeus Carolyn. E uma última coisa. Você não se lembrará de estar aqui e nem de estar comigo. Somente de suas promessas e de suas memórias. Seu coração está purificado.

_ Mas... Davi, eu sinto tanto... Não, eu preciso dessas memórias. DAVI! — eu berrei enquanto ele se levantava e ia em direção a luz mais forte, ele desaparecia. Eu tentava ir até ele, mas parecia que estava sendo puxada pra trás. Sim estava. — DAVI! NÃOOO! POR FAVOR! DAVI!!! VOLTA!! NÃOOO! DAVI!!!

...

Acordei com um estrondo. Um não, vários seguidos, um atrás do outro. Escutei alguns murmúrios também.

_ Ele está apanhando feio.

_ Andy é assim mesmo. Ele deixa seus inimigos pensarem que estão ganhando e depois acaba com eles.

_ Não é o que parece. Temos que ajuda-lo.

_ As regras foram claras, Nick. Somente um de nós luta para não machucar os outros.

Mais estrondos. Resolvi abrir os olhos. Eu estava deitada em cima de folhas de bananeira, dentro da barraca improvisada. Olhei para o céu através da janela e parecia noite, ou não, estava de um tom cinza escuro e o tecido das dimensões tremia. Um portal. Alguém tinha abrido um portal. Meu colar vibrava confirmando o que eu pensava. Virei-me pro lado esquerdo e vi que Dani estava ao meu lado, Nick e os outros estavam na porta, observando algo. Vi pedaços de carne e que tudo estava pegando fogo. Mais estrondos. De repente, vi asas negras com pontas azuladas pegando fogo e vi que seu dono também. Caíram na areia e o impacto foi tão forte que abriu uma cratera. Levantei-me rapidamente.

_ ANDY! – empurrei Nick, Jake e Chris da porta e fui pra fora.

_ CAROL, ESPERA! ERA UM DE CADA VEZ! LEMBRA? – berrou Nick.

_ EU BRIGUEI COM ANDY! ELE NÃO ESTÁ CONC... – bestas vieram até mim e me pegaram pelos braços, levantando-me no ar. Tentei abrir minhas asas, mas uma besta começou a arranhar meu pescoço, tentando pegar meu colar e me distraiu. – SOLTA! ME LARGUEM SUAS MALDITAS!

_ SOLTEM-NA! – uma voz grave berrou, dando alguns rosnados. As bestas começaram a me soltar, pois estavam queimando. Eu cai em direção ao mar ou a areia, não conseguia me orientar. Tentei abrir minhas asas novamente, mas não consegui. “O que está acontecendo comigo?” Um vulto passou por mim e me segurou, antes que caísse na água. Finalmente, consegui me orientar. Era Andy. Ele me segurou firmemente contra seu peito.

_ Vou te levar para um lugar seguro... DROGA! SAIAM DA MINHA FRENTE SUAS MALDITAS! – Olhei pra ele e vi que estava com os olhos dourados e as presas á mostra. Andy queimou as bestas a sua frente e sem querer, um pouco de suas chamas atingiram minhas costas. Eu gritei, não de dor e sim por frustração. Mais bestas vinham pelas suas costas. – Amor, o que... CÉUS!

_ Andy, cuidado! – ele se virou e queimou as outras bestas.

Ele voo mais pra cima e planou um pouco, observando. Depois, colocou asas sobre nosso corpo e tomou impulso. Senti as bestas batendo em nós, ouvi seus guinchos, mas não conseguiam fazer nada. Ele estava rápido demais. Andy girou e conseguiu passar por elas como um parafuso num buraco, abriu as asas e finalmente conseguiu aterrissar na areia. Colocou-me deitada na pedra e logo me sentei, senti uma pontada de dor nas costas. Elas estavam em carne viva. Andy tinha sugado as chamas, mas pareciam que ainda estavam queimando.

_ Amor, o que aconteceu?

Tentei recordar o que poderia ter acontecido para conseguir abrir minhas asas, mas não me lembrei:

_ Eu não sei...

_ Céus... Perdoe-me... Não queria ter te machucado e ter feito aquilo com você. CHRISTIAN! ACABE COM ELAS POR MIM!

_ CERTO! – vi Chris alçar voo e queimar as bestas.

_ E você, me perdoa por ter brigado com você e invadido sua privacidade?

_ Amor, você não deve me pedir isso. Eu é que devo, sou mais perigoso que você... Você saiu daquele jeito, fiquei preocupado. Eu sei que queria ficar sozinha, mas alguns minutos depois que você saiu, eu senti um aperto no coração e fui atrás de você e céus... Se eu não tivesse ido... Encontrei você cheia de sangue e com cortes enormes nos pulsos. – ele estava em sua forma angelical agora. Seus olhos azuis mostravam frustração e tristeza.

_ Andy, eu te perdoo. Mas tem que me perdoar também, senão, eu volto atrás e retiro o que disse.

_ Ta bem. Te perdoo. Agora venha, Chris acabou com as bestas. – olhei e vi que era verdade, o portal estava se fechando e não restou nenhuma besta. Andy me pegou no colo com cuidado para não tocar muito forte nas minhas feridas.

_ O QUE ACONTECEU? EU VI ELA PEGANDO FOGO... O QUE VOCÊ FEZ COM ELA?

_ CALA A BOCA ASHLEY! SENÃO QUEIMO VOCÊ!

_ LEVA ELA PRA DENTRO! TEMOS QUE CUIDAR DISSO!

_ EU SEI CARALHO!

_ PAREM COM ESSA MERDA! – berrou Nick.

Eu me segurei no pescoço dele e deixei um beijo ali. Eu sorri pra ele e ele me beijou. Chegando à barraca, Andy me colocou em cima das folhas, de barriga pra baixo. Dani tirou minhas roupas para analisar as feridas. Percebi que Jinxx, Jake, Chris e Ash estavam lá fora.

_ Droga... Como isso aconteceu? Já devia estar curado... – ela sentou ao meu lado. Andy estava na minha frente, estiquei meu braço até ele e segurei sua mão. Precisava me sentir segura.

_ Gente, o cabelo dela não estava arrastando no chão?

_ Sim, por que? — Dani.

Gabee chegou mais perto de mim e pegou meu cabelo que estava de lado. Colocou sobre minhas costas, a alguns centímetros para não encostar e mediu.

_ Bem, agora estão na bunda. Igual quando ela estava humana.

_ O que você está querendo dizer com isso Gabee? – perguntou Andy.

_ Carol, pra onde você foi quando desmaiou? – disse ela.

_ Eu não sei...

_ Andy, acho que ela é humana de novo.

_ O QUE? DROGA! Bem, então é só encostar minhas asas nela que ela volta ao normal, que nem da última vez. – ele abriu as asas e quando ia encostar em mim, Dani gritou.

_ Espera! Deixe-me fechar as feridas dela primeiro. – ela abriu as mãos em cima das minhas costas e seus olhos ficaram azuis brilhantes. As feridas foram se fechando como um zíper e não senti mais dor ou ardência. – Pronto. – Andy colocou as pontas das asas nas minhas costas e não aconteceu nada.

_ Mas o que... Era pra as asas dela terem aparecido... Droga.

_ O que? Sou humana de novo? E não tem como voltar? NÃO PODE SER!! – me levantei e vi que os outros tinham entrado.

_ Ela é humana de novo. – disse Nick pra eles.

_ O que? – Ash.

_ Como assim? – Jinxx.

_ Eu não sei... Como vou ajuda-los? – lembrei-me que eu era a única que controlava a chave e que agora não poderia voar.

_ Ahh, tudo bem Carol. Nós vamos cuidar de você, não só Andy. Vamos carregá-la e como agora cada um cuida das batalhas, vai ficar mais fácil, pois um fica responsável de cuidar de você. – disse Dani.

_ Que vergonha... — eu disse colocando as mãos no rosto.

_ Que vergonha nada! Que maravilha! – Andy chegou mais perto e me abraçou, acariciando meus cabelos, dando pequenos beijos no meu corpo. Senti-o sorrindo.

_ Sempre você né Andy... – eu o beijei. – Por favor, me leva daqui. – não queria ver os rostos dos outros, ainda assustados com minha situação. Menos Nick e Chris. Estavam rindo.

_ Ui... – disse Chris. – Que tal nós sairmos daqui também amor?

_ HAHA! Concordo... – Nick grudou-se no pescoço de Chris e começou a beijá-lo. Já disse o quanto isso é nojento? E meu Pai! Espero que Andy e eu não sejamos assim.

De repente, meu colar começou a brilhar e me transportou para outro lugar.

Sheol. Sim, eu estava lá. Vi Lúcifer conversar com seus outros três demônios favoritos, já que Andy estava comigo, e Lavínia e Kaliel foram mortos. Espera. Ele não me vê, mas eu os vejo e os escuto.

_ Três equipes. Quero os humanos mortos. Isso vai chamar a atenção daqueles idiotas.

_ Sim senhor.

Os demônios saíram, cada uma para um lado e Lúcifer voltou ao seu castelo, sorrindo.

_ Amor?

Eu me vi na cabana de novo. Andy me segurava em seus braços, parecia que eu tinha desmaiado.

_ O que aconteceu? Oh não! Me lembrei!

_ Bem, seus olhos começaram a brilhar e você não ouviu mais nada e nem falou e quase desmaiou. Eu te segurei... Espera, lembrou do que?

_ Lúcifer tem um plano! A chave me transportou para o Sheol e eu vi ele conversando com Darion, Félix e Mattew. Ele planeja atrair-nos matando humanos! Não sei aonde foram... Mas são três equipes de bestas, cada uma comandada por um demônio.

_ Eu sei como é. Lembre-se que já fui digamos, o Tenente dele. – disse Andy. – Mas como vamos saber onde eles vão atacar?

_ O jeito é esperar. – disse Jake.

_ Como assim? – perguntei.

_ Esperar o lugar onde mais acontecem mortes de humanos. Mortes estranhas, tipo de elas voarem do nada ou uma matar a outra sem motivo.

_ Vamos ter que montar equipes também. – disse Chris.

_ Certo. Vamos ter que esperar infelizmente, meu amor. Mas é melhor decidirmos as equipes de uma vez. Carolyn, meu docinho, você é a nossa líder ainda e a que mais sabe sobre isso. Separe-nos.

_ Tudo bem. – olhei nos olhos de cada um e lembrei-me de Ash e Gabee. – Ash, quando acordou?

_ Antes das bestas chegarem... E Gabee estava em minha asa.

_ Nua. – disse ela.

_ Ah... Você deve ter rolado até ele. – olhei pra Nick, que ria no pescoço de Chris. – Tiramos suas roupas porque estavam sujas de sangue e rasgadas.

_ Tudo bem... – ela disse impassível e Ash também estava. “Droga, será que não deu certo?”

_ Bem, voltando as equipes. Andy, Nick e eu. Jake, Jinxx e Chris. Ashley, Gabee e Dani.

_ Por que não me coloca no lugar de Jinxx? – disse Nick. Ela se soltou de Chris e me encarava séria. – Você vai ficar com Andy poxa!

_ Eu separei as equipes balanceadamente se não percebeu. Dois demônios e um anjo, ou quase isso, no meu caso. E dois anjos e um demônio. Escolhi Andy porque ele me conhece bem mais do que vocês, sabe minhas necessidades. E você Nick porque é a mais forte fisicamente e psicologicamente. Já disse. Depois você fica com Chris.

_ ARGH! Tá bem! Vem Chris, eu vi uma caverna por aqui... – ela puxou ele que estava dando pequenos pulinhos de alegria.

_ Boa escolha nas equipes. – Jake piscou e sorriu pra mim. Saiu da barraca acompanhado por Gabee. Jinxx, Ash e Dani, sentaram-se no chão.

_ Andy... Vamos lá fora. Depois eu volto pra conversar com vocês, ok?

_ Sim. – responderam em uníssono.

_ Ótimo. – e me deu um beijo na bochecha.

Fomos até a pedra e nos sentamos.

_ Amor, precisava mesmo conversar com você. Sobre meu diário...

_ Tudo bem. Eu entendi. Não quero lê-lo. Só que eu não tinha enten...

_ ... vou te dar ele.

_ O que?

...

Notas finais
Hum... E ai? Gostou? Precisa mudar alguma coisa? Beijos, Jenny ;)