Diário de memórias

3 Capítulo único: uma memória escapa


Notas iniciais
Demorei né? Desculpa, não cumpri a promessa. Andei ocupada e cada vez mais sem motivação pra continuar a história. Preparados? Esse foi pra entender um pouco mais nossa querida personagem. Por isso fugi do enredo principal.

*um ano antes*

Berros, berros, berros...

Voz conhecida de alguém sendo torturado... Garota... Eu.

—--------------------PRIMEIRA SEMANA DE NOVEMBRO/2005-------------------------------

—Bailarina. Gira. Gira. Gira. Gira.

O consultório estava tão quieto que a garota começava a se entendiar naquele "divã" improvisado que o psicólogo arranjou, mesmo assim não falava nada pra sair dali o quanto antes.

—Então senhorita Cla...

—Não diga meu nome por favor... Eu te peço isso já fazem cinco meses. Hoje eu sou Angelíc.

—Entendo... — O psicólogo odiava esses joguinhos, ele só estava alí porque foi obrigado a fazer faculdade de psicologia — Tem algo que queira me contar hoje?

—Não. — 3... 2... a contagem começou na mente da moça de 17 anos, ela sabia o que ia acontecer... 1... Apenas se encolheu e 0.

Cinco meses e o Dr. Jean nunca havia presenciado uma crise dessa paciente específica, hora da primeira vez.

Foi tão inesperado para ele que quase não teve reação, só deu conta do que estava acontecendo quando a médica de plantão apareceu as pressas com uma seringa de derruba leão como era conhecida.

—Doutor você faz ideia do que poderia ter acontecido se eu não estivesse aparecido? Como você pôde ver a SUA paciente sofrendo tortura psicológica por oito minutos e não ter feito nada? Nós cortamos as unhas dela sempre que começam a crescer por um motivo que não é só higiene, ela poderia ter se matado!

— Perdão, foi a minha primeira experiência com um caso grave, não soube reagir.

— Mas ver a garota aos berros desesperados pedindo a ajuda que não chegou foi legal?

Ele olha para a adolescente desmaiada na maca do hospital psiquiátrico cheia de hematomas e arranhões, todos os músculos rígidos e respiração fraca.

— Não. Nem um pouco. Não posso imaginar o que eu faria se tivesse sido pior. — a cena volta a sua mente da garota assustada e em seguida se arranhando com as minúsculas unhas na tentativa de se livrar de algo assustador que a perseguia e agarrava, estremece. Se a garota morresse ele seria processado por negligência médica além do enorme peso de não ter feito nada para impedir.

—_______________________________________

O berro vem do quarto no andar de cima, e a mãe sobe correndo com medo do pior.

Ao chegar vê sua filha acordada suando frio e totalmente apavorada.

O quarto não tinha porta, para não impedir ou atrasar a entrada de socorro caso fosse preciso. A mulher preocupada abraça a si mesma enquanto chama o marido.

—Fi.. Filha? O que aconteceu?

A menina não responde, apenas olha pra frente com olhos arregalados.

O pai chega, homem de idade em torno dos 50 cansado, havia chego em casa depois de um dia de trabalho e já ouve a mulher chamar, o que é normal, a única coisa que o preocupou foi da onde veio o chamado, o quarto da filha única do casal. A qual estava doente havia dois anos, porém um tratamento alternativo a mantinha em um estado de perda de memória da doença, sem muitos efeitos colaterais resolveram que seria uma boa solução para a filha com agora 18 anos ter uma vida mais próxima do normal possível.

Notas finais
Eu sei que saí dos planos e que também foi bem curtinho mas ainda estou na correria, comentem e me ajudem caso algo tenha me passado despercebido. Façam perguntas e dêem os seus diagnósticos, divirtam-se e até o próximo capítulo. Beijos da sua louca Joana.