Notas iniciais
Então galera como vão? O HP do título não é Harry Potter não ta? haha é a tão falada festa em casa. Ou melhor, primeira house party da Isa. Boa leitura!

Antes de tudo vou explicar como meu corpo/mente costuma reagir com situações perigosas: paralisar. Sim, parece que meu cérebro não comanda porra nenhuma e eu fico parada, sem fazer nada. Assim como eu estava agora. “A casa ta pegando fogo”. Todo mundo eufórico e eu parada sendo empurrada para lá e para cá.

Até que acordei e comecei a correr: em direção ao fogo. Isso Isabella. Congradulations! Depois descobri que meu desespero todo era por nada, ou melhor, nada com que eu devesse me preocupar, porque já tinham apagado o “incêndio” que começou com uma tomada e com o celular de alguém – azar o dele, porque estourou — que queimou e acabou ficando a parede inteira preta.

_Você pensa que fugir vai adiantar!

_Hã? — Fiz cara de quem não entende nada com a testa franzida para o Deutch.

_A aposta, garotinha.

_Mas eu nem terminei o jogo. – Tentei só pra ver se ele caia.

_Não interessa. Você perdeu, vai pagar nesse fim de semana. – Ele deu um sorriso de lado.

_Sabe o que é, eu vou acampar com minha família nesse mesmo final de semana. – Dei um sorriso por saber que eu tinha uma desculpa verdadeira pra adiar.

_Isso mesmo. Eu vou junto. Luke me convidou.

Comecei a pensar no que eu teria que fazer, ainda mais em um acampamento no meio do nada, no meio da mata.

_Não vale nada que tenha a ver eu e você juntos ta? Nem beijo nem –por um momento algo mais passou pela minha cabeça e fiz uma cara de nojo- NEM NADA TA?

_Eu não seria tão mal assim, indiazinha. – Ele falou percebendo onde eu queria chegar.

Fiz uma careta mexendo a cabeça tentando expulsar meus pensamentos. Sai de perto dele sem nem dar explicação, mas o fato é que estar perto dele me deixa confusa.

Encontrei a Courtney com seu namorado Steven na sala maior e os dois eram um dos poucos que estavam dançando. Aliás, se é que aquilo é dança, porque está mais pra sexo com roupas. Basicamente eles estavam encochados e a bunda da menina ficava mexendo nas partes intimas do cara. Eu fiquei apavorada quando vi aquela coisa a primeira vez, depois de um tempo me acostumei e minha expressão facial que antes estava espantada ficou normal. Mas deixo claro que é muito mais indecente do que o funk no Brasil. Só espero que até o final do intercâmbio eu continue com essa mentalidade. Só imaginando no que minhas amigas brasileiras falariam se eu dançasse assim com alguém.

Eles dançavam loucamente e eu continuei encarando-os por um tempo até ela me notar e vir correndo super animada (e chapada) me abraçar igual melhores amigas (de algumas semanas).

_Quando estiver afim de dormir. É só procurar um lugar, ok?

_Ah, obrigado. Eu acho.

FATO DOS EUA= os jovens geralmente dormem na casa em que ocorre a House Party, até porque tem uma lei que é proibido dirigir de madrugada até certa idade. E além disso nas festas, é muito difícil eles chegarem a amanhecer como ficam aqui no Brasil.

_A Beatrice te encontrou? Ela estava perguntando por ti, desesperada.

_Obrigado de novo, vou procura-la então.

Me despedi da Courtney ali, e sai procurando pela Bea, olhei primeiro pela sala maior cheguei até a subir na mesa do beer pong pra ver se encontrava, mas ela não estava. Passei por banheiros, cozinha, sala de estar menor, corredor e agora vinha a parte da vergonha: abrir a porta dos quartos.

Tinha quatro quartos no segundo piso, uma porta ao lado da outra. Abri a primeira devagar e não tinha ninguém, tentei abrir a segunda, mas estava trancada. Que bom que eles tem esse costume pensei na vergonha que seria pegar alguém nos amassos ou até algo mais em um dos quartos.

Não precisei imaginar por muito tempo, pois a próxima porta que abri tinha um casal em cima de cama. Com o olhar rápido vi a langerie da menina e percebi que o garoto ainda estava de calças. Antes que eu pudesse fechar a porta como se nada tivesse acontecido, os dois se desgrudaram e ai eu passei de "vermelha" para "tendo um infarto". Mas mesmo não sendo infarto meu coração despencou ao ver quem era o menino.

_Noah Deutch! – Afirmei e senti um nó na garganta. Não é possível que eu queira chorar mesmo nem conhecendo direito o cara. Estou fazendo papel de menina mimada, pensei comigo. Mas realmente isso que eu era. Menina mimada. Não queria o Deutch para mim, mas não suportaria vê-lo com outra.

_Desculpe. –murmurei antes de as lágrimas virem e fechei a porta descendo correndo para o jardim.

Notas finais
Satisfeitos? Beijos e abraços galerinha.