Notas iniciais
Ai gente, amei esse capitulo mais que todos. Enfim espero que goste, boa leitura!! E COMENTEMMM ah e se me ajudassem a divulgar seria legal, falando pra amigas e tal.

Leiam ali em cima.

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Eu fui tentando (só tentando) dormir na viagem de carro, mas acontece que certo garoto chamado Noah Deutch não parava de falar. Depois de certo momento eu desisti e pedi para Luke ligar o som. E sim! Pela primeira vez escolhi a música. Optei por Demons do Imagine Dragons e logo começou a tocar.

Comecei a cantar sem perceber e quando notei éramos nós quatro cantando. Depois coloquei uma que eu mesmo tinha passado para o pen drive do mano – luke- e era brasileira. E devido a isso só eu sabia cantar e Beatrice sabia enrolar, depois de ouvir eu cantando la em casa tantas vezes.

_Porque eu não to entendendo nada? Que língua é essa? — Noah perguntou.

_Espanhol?! –Luke fez uma afirmação meio que perguntando.

_Isso não é espanhol. – Eu afirmei.

_É brasileiro!! – Noah afirmou confiante de que estava certo o que fez gargalhar e não conseguir parar.

_É português. – Beatrice falou por mim visto que eles não entenderiam nada enquanto eu ria.

_Porque vocês ouvem musica de Portugal?

_Achei que você fosse mais esperto Noah. – Parei de rir e olhei com desaprovação para ele – Os brasileiros falam português.

_Ah é. Desde quando?

_Desde sempre Deutch! –Foi Bea desta vez e percebi que ela estava ficando irritada.

Encerraram a conversa e pela expressão do Noah ele não parecia feliz de não ter a última palavra. Eu me virei para o vidro e comecei a observar a paisagem.

_Parece mesmo música de ...

_Índia. — Beatrice e Luke terminaram a frase, acho que eles estavam tão cansados dessa alcunha quanto eu.

Luke parou na frente de um hotel enorme, e assim que apareceu o motorista ele entregou as chaves. Em seguida apareceram dois carregadores, pegaram nossas malas e nos dirigimos a recepção.

Noah tomou a frente, fez o check in e em instantes estávamos com as chaves/cartões. E graças a Deus estava na hora de nos separarmos: meninos para um quarto e meninas para outro.

Coloquei o cartão e as luzes se acenderam, as malas já estavam ali e me joguei em uma das camas, relaxando.

_Ah como aquele garoto é irritante! –Eu exclamei lembrando do Noah.

_Sabe o que eu acho Isa?

_Lá vem Beatrice com suas conclusões. – Eu falei revirando o olho me preparando para o que estava vindo de sua boca.

_Que você e Noah fariam o casal perfeito. – Assim que ela falou eu gargalhei, mas logo ela continuou – E que ele esta super a fim de ti.

_Não me venha com essa de “esta super a fim de ti” sabe o que os garotos do brasil fazem quando estão a fim de uma garota? Eles vão atrás!

_Isabella, Isabela, presta atenção! Ele vive implicando contigo e você sabe que no USA as meninas que vão atrás. Sabe que eu não me acostumei com isso ainda?

_Nooooossa achei que só eu achava isso, tu viu como elas são “perna aberta” ?

Ficamos conversando e quando vi já eram seis horas, decidi tomar banho primeiro e depois coloquei o robbe e fui escovar o cabelo, passei babyliss nas pontas e fui para a maquiagem. Fiz o fundo e optei por blush bronze e carreguei no olhar, em degrade eu fiz do preto ao branco e por fim coloquei pó de borboleta. Delineei estilo gatinho e por ultimo passei o rímel e o lápis.

Quando decidi me vestir a primeira coisa que pensei foi nas botas, porque estava tão frio que se saísse com sapatilhas meu pé iria congelar. E como de costume eu usei uma roupa branca, um casaco sobretudo digno de passarela.

Me olhei no espelho e estava satisfeita com o resultado, a roupa e a maquiagem ficaram perfeita e os cachos que desciam pelos ombros davam o ultimo detalhe.

_Olha como ela se arruma para ver o little Noah. – Beatrice me zoava.

_Estou com uma fome.

_Olha como ela troca de assunto rápido. – Beatrice continuou a zoação com o mesmo tom.

Devo ter feito transmissão de pensamento só pode, porque após baterem na porta e eu atender vi um homem de touca carregando uma mesinha cheia de comida.

_À pedido do senhor Noah Deutch.

_Claro, pode entrar. – Eu dei passagem para o empregado/garçom passar na porta, apenas porquê era comida. Senão diria que não era esse o quarto, mas não iria ficar na minha conta mesmo, então bora comer.

_Ora ora que bela hora que cheguei. – Noah apareceu atrás do cara seguido por Luke e sua .... namorada. Espera ai a namorada do Luke estava viajando o que será que ela esta fazendo.

O homem de touca branca saiu do quarto dando uma breve reverencia ao Noah.

_Porque ele fez aquilo?

_Aquilo o que? – Luke perguntou confuso.

_Aquela treco com a mão, reverencia.

_Por que meu vô os obriga. E se caso eu elogiar algum deles serão promovido rapidinho. É por isso.

_Então você manda aqui agora? – Arqueei uma das sobrancelhas.

_Não, mas meu vô sim! Vamos trocar de assunto, deixa eu te mostrar o que eu pedi para jantar com meus amigos e uma indiazinha.

Ele tirou a tampa e eu olhei churrasco, só não estava no espeto. Mas eu juro que era churrasco, acompanhado com pães de vários tipos, farofa, arroz, feijão, até maionese tinha. Meu deus como eu sinto falta de comida Brasileira. E é claro que eu fui a primeira a me servir.

Pouco tempo depois estávamos saindo do hotel, para ver a bola descer. É claro que tivemos que esperar algumas horinhas, mas bem menos que muitos que estavam lá. O vô do Noah deu um jeito nisso também, e conseguimos um lugar bom. Depois teria uma festa no sagão do hotel.

_Porque a namorada do mano ta aqui? – Perguntei ao Deutch quando percebi que eles estavam atrás o bastante para não ouvir.

_Pois é. Ele mandou uma mensagem avisando que passaria o Reveillon aqui e quando vimos ela estava na porta do quarto. E não larga mais ele!

A multidão de mais de um milhão de pessoas começou a gritar e eu claro junto, só que pra contrariar em português.

DEZ, NOVE, OITO, SETE, SEIS, CINCO, QUATRO, TRÊS, DOIS, UM.

A bola de cristais era linda e muito iluminada e logo que ela caiu choveu confete para todo lado. E muita gente começou a se beijar. E se abraçar também, mas o mais estranho foi o beijo foi como ensaiado todo mundo se beijando ao mesmo tempo.

E como Luke estava beijando a namorada eu fui para abraçar a Beatrice, mas senti uma mão me puxando. Olhei pelos ombros e fui rodopiada parando cara a cara com Noah, aqueles olhos azuis ficaram entre meus olhos e minha boca e então ele me beijou, sem deixar espaço nenhum sobre nós.

_Alguns americanos acreditam que o beijo hoje afasta a solidão do ano que começa.

_E todo ano você faz isso com uma desconhecida? – Perguntei com as sobramcelhas arqueadas sem conseguir –nem querer- me afastar.

_Não, é que eu estava querendo fazer isso há algum tempo. – Disse e deu aquele sorriso que eu tanto falava, aquele sorriso brincalhão meio de lado e então eu não resisti e fui quem o beijei — com direito a mordida nesse.

Minha vontade era não sair dos braços dele, e ficar assim pelo resto da noite de tão aconchegante que era. Mas eu queria cumprimentar meus amigos mesmo sabendo que seria zoada. Dando um ultimo selinho eu me separei e virei para Bea que fazia um coração com as mãos, eu ri por isso. Abracei ela e fiquei alguns segundos assim, desejando tudo de bom no ano que começa e blablabla. Depois puxei o Luke, que até agora não tinha soltado a namoradinha.

_Você sabe que a gente também esta aqui né? – Falei ciumenta.

_Você sabe que ela morre de ciúmes seus, você me agarrando assim não vai ajudar.

Ele cochichou no meu ouvido e eu dei um sorriso olhando para a garota, além de eu querer desejar coisas boas para ele, fazia aquilo mais era pra implicar com a namoradinha. Dei um beijo no rosto dele, só por saber que ela olhava.

Ficamos ali vendo os fogos por uns minutos e depois de dar mais uma voltinha pelo pessoal, voltamos para o hotel. Quando chegamos parecia que a festa tinha começado a algum tempo pela quantidade de pessoas, bebi champanhe a noite toda e só por um breve momento fiquei tonta. Dançávamos alegres, aqui as festas não duram até amanhecer como ai. (Pelo menos as que presenciei) E então o que era bem tare para os estadunidenses, a banda parou de tocar e todos –que já não eram muitos nesse horário- se dirigiram ao quarto.

Coloquei o ar na temperatura mais quente possível e fui tirando as roupas para botar o pijama. Quando estava terminando de tirar a maquiagem e a Bea já estava dormindo eu ouço uma batida na porta. Ao abri-la vi um Noah Deutch se abraçando numa tentativa de se esquentar já que estava só com uma calça de moletom.

_Tive a impressão que se ficasse mais cinco minutos lá no quarto, seu irmãozinho e a namorada iriam transar do meu lado.

Dei uma gargalhada, porque até eu já tinha visto alguns amassos deles e são um tanto quanto intimidadores.

_Não tem cama pra você aqui. Pede algum outro quarto pro seu avô.

_Estão todos cheios, acha que já não tentei? São só algumas horinhas me deixa entrar por favor.

_Fine.

Ele entrou e se jogou na minha cama se cobrindo e eu fui ao banheiro, fiquei analisando minhas opções dormir no chão ou dormir com o Noah. Decidi pela segunda já que era quase metade da madrugada e tinhamos só algumas horas de sono e além disso nós só iriamos dormir, não tinha porque ficar nervosa.

Ele estava virado para a parede quando me deitei, então vi a tatuagem que eu até já tinha pedido para ver. Uma cruz muito parecida com a minha da nuca, só que a dele era maior e nas costas. Coloquei os dedos observando mais atentamente e senti ele se arrepiar. Opaa que efeito eu causo nele. Dei um beijinho no ombro/costas dele e me virei para dormir.

Notas finais
E COMENTEMMM.