Diário de intercâmbio - Isabella Bissoni

11 Capítulo 11 - Último dia no acampamento


Notas iniciais
Bom dia galera, não postei na terça porque quem está no terceiro ano sabe né? Estudos e mais estudos e ainda minha turma me escolheu para liderar, ou seja, camisa, rifa de pascoa, mensalidade e cruzeiro tudo pra resolver. Beijos e boa leitura.

_Morning.

Alguém sussurrou me acordando. Com os olhos pesados de sono e a claridade atrapalhando a visão não consegui enxergar muito bem, coloquei minha mão sobre os olhos e pude notar um homem na minha frente com uma bandeja na mão.

O cabelo loiro bagunçado, sorriso branco e alinhado com o olhar de encontro ao meu, eu tinha quase certeza de que era um sonho. Ou talvez um filme de romance em que o protagonista é um príncipe. O cara que chama atenção por onde anda e atrai qualquer tipo de mulher. Aquele homem que conquista e que da a vida pelo que quer. Aquele cara que um dia eu sonhei para mim.

Alguns segundos depois eu ainda estava perdida no pensamento achando que era brincadeira Noah me trazendo café da manhã na cama. Me sentei e ele repousou a bandeja na minha perna.

_O que aconteceu?

Perguntei sem saber o que dizer e comecei a analisar a comida com medo de ser algum trote.

_Pode comer, eu não coloquei nada ai.

_Are you sure?

_Foi a tia – minha host mom- que me mandou trazer. A lanchonete já ia fechar.

_Obrigada, que horas são?

_Hora de ir nadar!

Ele disse animado e o silêncio reinou depois de um sorrisinho meu.

_Obrigado. — Lembrei de agradecer.

_Pelo que? To achando que batesse a cabeça de madrugada.

_Seu bobo. – Falei e depois olhei para o chão arrependida pensando que ele iria entender como um flerte – é pela sensação que tu me fez passar quando me propôs a jogar no lado, sabe? Adrenalina, medo, animação, frio na barriga, coração acelerado e mãos tremendo. Poucas vezes me senti assim. – Falei olhando em seus olhos.

Mal sabia ele que eu não estava falando só da corda no lago, abaixei minha cabeça e comece a comer. O dia foi perfeito, host Family reunida e muita diversão. Aprendi a nadar, escalei com a Bea, o Noah e o Luke e até brinquei com as crianças no play ground. (Agora vocês imaginam uma garota de dezesseis anos entalada no balanço).

_Acho que vai ser mais difícil eu me adaptar no Brasil novamente quando voltar do que quando cheguei aqui.

_Por que Isa? –Luke perguntou.

_Por que?

Eu pensei antes de responder e meus olhos brilharam só de pensar, percebi que eu estava de tpm, porque estava tão sensível que só uma coisa dessas faria.

_Porque aqui eu tenho irmãos, vários irmãos – dei ênfase no vários e ri- tem as crianças que dão diversão e alegria onde quer q a gente vá. Tem vocês ! Lá eu só vou ter um pai e uma mãe ausentes.

Ele me abraçou e depois me jogou na cacunda, brincando.

Fomos para a casa já era tarde, amanhã tinha escola e eu estava exausta. E ainda tinha que ir no centro comprar presentes, já que o natal se aproxima. E ah meu host dad perguntou se eu não queria escolher o pinheiro para ser o nosso presépio.

{Leiam as notas finais}

Notas finais
Então galera, sei que disse que iria postar nas terças e quintas, mas o próximo capítulo só vai ser postado quando tiver mais três comentários. Beijos e abraços.