Diário de Uma Garota Quase Perfeita
7 Missão cumprida...pela metade
Notas iniciais
"Querido diário,
Foi o pior dia da minha vida
Minha irmã, ela...se foi.
Eu fiquei muito triste porque apesar das maldades que ela faz comigo, amo ela por que afinal, ela é minha irmã, e eu sei que o que ela faz comigo são ordens da bruxa da minha mãe.
Ela era tão nova, tinha apenas 17 anos, tinha muito o que viver pela frente
Me deseje boa sorte, porque agora tenho que aprender a viver sem ela"
— Não! Isso não é verdade! — Gritou Carmem.
— Sinto muito senhorita, mas ela faleceu — Disse o médico.
— Eu não acredito — Ela empurrou o segurança e o médico e entrou no consultório.
Dentro do "consultório" que ela entrou na verdade não era isso
Era uma sala enorme e parcialmente vazia com portas indo para outros lugares
Assim que entrou viu alguns médicos saindo de uma das salas com a Marina deitada em uma maca.
Nesse momento ela deu um sorriso, pois tinha certeza que eles tinham cometido um engano e que sua irmã não estava morta.
Mas sua felicidade acabou quando um dos médicos cobriu o rosto da Marina e eles continuaram empurrando a maca até uma sala chamada "Autópsia".
Nesse momento seus olhos encheram de lágrimas e ela saiu da sala antes que o segurança a tirasse de lá a força.
— É verdade mesmo — Disse ela chorando para o médico.
— Sinto muito por ela ter partido tão cedo — Disse o médico.
— Obrigada por se importar mas...Nada do que me disser vai me confortar — Ela disse saindo e indo pra sala de espera, onde Cebola estava esperando por ela.
— E então Carmem — Perguntou Cebola num ar de preocupação — Como é que ela es... — Suas palavras foram interrompidas por um forte abraço — Carmem.
Ela desfaz o abraço.
— Me desculpa Cebola, é que e-eu..Eu...
— Calma Carmem, me conta o que houve.
— Minha irmã se foi.
— Como assim?
— Ela...Ela morreu — Ela disse cada palavra com uma queimação terrível na garganta. Parecia que aquilo não estava acontecendo de verdade, de tão horrível.
Cebola ficou espantando
Ele nem conhecia a irmã de Carmem, mas mesmo assim ficou mal, não por ela, mas por Carmem.
Cebola a abraçou de novo e ela retribuiu o abraço e encostando a cabeça no ombro dele, chorou como uma criança desolada.
Cebola desfez o abraço
— Fica calma tá? Vou dizer para os médicos que depois a gente volta pra pegar o corpo, porque vamos avisar aos responsáveis dela — disse Cebola enxugando as lágrimas dela com os dedos.
— O-ok.
Cebola falou com os médicos e voltou pra onde Carmem estava com um copo d'água.
Carmem bebeu a água e foi indo abraçada com Cebola até o carro.
— Não acredito que minha irmã foi embora — Disse Carmem ainda chorando.
— Foi tudo tão rápido, acho que quando ela chegou no hospital já estava morta — Disse Cebola.
Eles seguem o caminho até chegar na casa de Carmem.
— Me espere ali do outro lado? — Perguntou Carmem.
— Por quê? — Perguntou Cebola.
— Por causa daquele assunto.
— Que ainda não conversamos?
— É
— Ainda não sei porque não.
— Olha eu prometo que vou te contar, mas depois. É uma longa história e envolve muitas pessoas e... E eu estou com medo.
—Não precisa ter medo de mim.
Ele segura a mão de Carmem e olha pra ela.
— Não é de você que tenho medo, me espere lá e prometo que depois conversaremos — Diz ela saindo do carro.
Cebola começa a dirigir novamente e chega no local onde Carmem pediu pra ele esperar.
Ela entra em casa e a casa ainda está vazia.
—Mãe? Pai? — Grita Carmem.
— Filhinhaaa — Desce Ana Paula acompanhada de alguém com uma capa preta cobrindo grande parte do rosto.
— Oi mãe, preciso falar com você urgentemente.
— Agora não dá querida, estou aqui conversando com uma amiga.
— Amiga? Ela é de uma religião de ficar coberta?
— Isso mesmo.
— Mas mão é urgente.
— Agora não.
— Mãe, a Marina morreu.
— O quê?
Nesse momento parecia que alguém estava por cima de Ana Paula dando-lhe vários chutes, socos e tapas. A dor que ela sentia era inexplicável.
— Minha filhinha? Marina? Onde ela está? — Perguntou Ana Paula preocupada.
— No hospital — Disse Carmem.
—O que aconteceu?
— Bom eu estava vindo pra casa, voltando da casa dos Colleman.
—E aí?
— Cheguei aqui em casa e minha irmã estava jogada no chão, então peguei a chave do meu carro e o Marco foi dirigindo até lá, depois de uns minutos recebemos a notícia.
— É mentira sua, vamos nesse médico tirar tudo a limpo.
Carmem sai de casa primeiro e faz um sinal pra Cebola ir pra mais longe e ele vai.
— O que estava fazendo aí fora? — Pergunta Ana Paula saindo.
— Te esperando mãe, vamos? — Perguntou Carmem.
— Vamos.
— Sua amiga vai ficar aí?
— Logo, logo ela vai embora.
Elas entraram no carro de Ana Paula e foram até o hospital
— Nãão, a minha filha não — Ana Paula gritava ajoelhada no chão ao saber da notícia.
— Sinto muito senhora, mas ela se foi — Disse o médico tentando acalmar as coisas.
— Descobriram a causa do problema? — Perguntou Carmem.
— Infelizmente ainda não, estão examinando ela na sala de autópsia.
— Vai demorar quanto tempo? — Perguntou Ana Paula.
— Pode demorar dias — respondeu o médico — Quando terminarmos, entraremos em contato com vocês para virem buscar o corpo.
Elas saem do hospital e vão embora.
— Foi você.. — Diz Ana Paula.
— Eu o quê? — Pergunta Carmem confusa.
— Você matou a Marina.
— Eu?
— Sim, você colocou um veneno na bebida dela pra que isso acontecesse.
— Mãe, do que você está falando?
— É tudo culpa sua.
As coisas estava embaralhadas na cabeça de Ana Paula, ela estava descontrolada e completamente pirada.
— Mãe tem certeza de que você está bem? Mãe?
Ana Paula começou a enjoar, sua cabeça girava e ela sentia uma vontade imensa de vomitar. de repente tudo ficou escuro
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20:00h
???????
—E aí como foi?
—Ela saiu de casa então roubei várias coisas dela,ela nunca desconfiará em mim.
— Ótimo, o que roubou?
— Alguns vasos que parecem custar caro, jóias e outras coisas aí.
— Ótimo,vamos vender e ficar ricos.
— É.
— O plano está dando certo?
— Está.
— Sabia que daria.
— Olha, por que quer que eu faça tudo isso?
— Isso tudo o que fofo?
— Dar aquelas coisas pra família dela e depois roubar as coisas dela, o que você ganha com tudo isso?
— Vingança querido, vingança...
— Vingança pelo quê?
— Você irá descobrir, ou eu não me chamo Denise Gonzaga Gomes.
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20:07h
Casa dos DiLaurents
— Mãe, meu Deus do céu, o que aconteceu? — Pergunta Carmem com o coração quase saindo pela boca — Sorte que estávamos perto de casa e eu já tinha feitos umas aulas de direção, se não eu nem sei o que seria de nós agora.
Ana Paula não respondia, apenas abraçava a si mesmo, ofegante.
— Mãe, você tá bem? — Perguntou Carmem preocupada.
— Claro que estou, estou sim — Respondeu Ana Paula.
Ela não estava.
Estava delirando, sua cabeça estava bagunçada, ela estava confusa.
— Eu vou ir tomar um banho e já volto — Diz Ana paula subindo as escadas.
Ela chega lá em cima entra no banheiro e se olha no espelho.
— Eu matei minha filha — Disse com voz trêmula — é.. Eu matei minha filha.
Um sorriso torto surgiu em seu rosto e uma risada ecoou pelo cômodo, e aos poucos essa risada foi se transformando em um choro.
— Eu matei Marina, o que foi que eu fiz? Não, tudo isso é culpa da Carmem, não é culpa minha, nunca foi.
Ela passou a mão pela pia derrubando todos os produtos que estavam em cima, alguns até se quebraram.
Nada mais importava pra ela, a única gosta de amor que tinha dentro dela sumiu e ela apenas se importava em atazanar Carmem.
Ela então se lembrou dos irmãos de Carmem e que eles podiam contar a verdade pra Rubens.
—Droga a missão foi cumprida...pela metade.
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