Notas iniciais
~^ _ ^~ ~Capítulo atualizado 23/01/2016~

"Querido diário,

Sim, minha vida está arruinada

Meus meus irmãos e eu sofremos um acidente, estou escrevendo do hospital

Não sei como eles estão porque estou em uma sala separada

Só espero que eles estejam bem, não quero de jeito nenhum voltar a sofrer nas mãos da minha mãe

Me deseje boa sorte do fundo da sua encadernação diário"

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Mais tarde..

19:00h

Casa dos Menezes..

— As pizzas chegaram — Diz Magali correndo até a porta.

— Eu vou buscar o dinheiro — Diz Mônica — Enquanto isso Ellen, não deixe a Magali comer as pizzas.

— Ok — Diz Ellen rindo

Mônica pega o dinheiro e sai pela porta dos fundos para pagar o entregador, quando ela entra em casa...

— Calma Magali — Diz Amanda puxando Magali.

— Salvem as pizzas dela — Diz Ellen abraçando as pizzas para a Magali não pegar.

— Se pegar a minha de pepperoni vai levar um sacode — Diz Cebola no canto da sala sem fazer nada.

— Pizza,minha querida pizza, seremos tão felizes juntas — Diz Magali hipnotizada pelo aroma gostoso das pizza.

— Chega — grita Mônica — Meu Deus, não posso deixar a Magali junto com alguma coisa de comer em uma sala, nem por cinco minutos.

— Mals.. — Diz Magali saindo do transe.

— Sabia que esse tipo de coisa ia acontecer, por isso pedi uma pizza reserva, meia frango com catupiry e meia quatro queijos só pra você Magali — diz Mônica entregando uma caixa de pizza pra Magali.

— Eêêêê — Magali pega a caixa da mão de Mônica, e se senta em um dos sofás.

— Cadê a minha de pepperoni? — Pergunta Cebola.

— Tá aqui — Diz Amanda levando um prato com dois pedaços de pizza para o Cebola — Se você quiser mais, pega aqui depois.

— Hm, valeu — Diz Cebola comendo a pizza com gosto.

— Comprou refri, Mô? — Pergunta Ellen comendo um pedaço de pizza portuguesa.

— Comprei, estão ali — Diz Mônica apontando para a mesa da sala.

— E então Cebola, não vai contar pra gente como está seu namoro com a Carmem? — Diz Magali.

— Namoro? A gente nem tá namorando.

— Ah, conta outra vai?

— É sério.

— Tá, pouco importa se vocês estão namorando, ficando, casando.. Como tá esse "lance" de vocês.

— Tá bem ué — Diz ele.

— Mas tipo, vocês já...transaram? — Pergunta Ellen.

Todos olham pra Ellen como se ela fosse um extraterrestre.

— Que foi? — Pergunta ela.

— Isso é pergunta que se faça? — Diz Amanda.

— A, só queria saber — Diz Ellen.

— Não — Diz Cebola.

— Pronto, viu? Não tocamos mais nesse assunto por hoje tá? — Diz Mônica.

— Ai, vocês são muito estressadinhas — Diz Ellen.

De repente o celular de Cebola toca.

— Alô, ah, oi Carmem. Você o quê? — Gritou Cebola no telefone.

— Estou aqui no hospital, Cebola – Diz Carmem pelo telefone.

— Mas o que aconteceu?

— É uma longa história. Mas por favor vem me buscar, já recebi alta e quero ir embora.

— Claro, eu tô indo.

— O que aconteceu? — perguntou Magali preocupada.

— A Carmem sofreu um acidente — Diz Cebola.

— Meu Deus — Diz Mônica — E ela tá bem?

— Tá, eu tô indo buscar ela agora.

— Deixa a gente ir.

— Não, ficam aqui, eu vou sozinho.

— Tá, mas trás ela aqui pra gente vê como ela tá — Diz Amanda.

— Somos meninas, vamos entender ela melhor — diz Ellen.

— Ok — Diz Cebola saindo.

Ele vai até a garagem, pega o carro e sai em direção ao hospital.

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20:00h

Casa dos Santos

— Mãe, socorro — Luca entra em casa e tranca a porta.

Luísa levanta assustada.

— Luca, o que houve? — Perguntou Luísa.

— Meu pai, ele está vindo — Diz Luca saindo correndo com sua cadeira de rodas em direção a cozinha.

— Oh meu Deus, ele está te perseguindo desde de manhã?

— Sim, mas eu consegui despistar ele e fui pra casa de um amigo, mas depois de um tempo ele me achou e eu não sabia mais pra onde ir.

— Eu sabia que isso ia acontecer. Rápido, saia pela porta dos fundos.

— Mas e você?

— Eu já vou indo — Ela sobe as escadas e grita lá de cima — Sai e me espere na praça no centro da cidade.

Lucas assustado faz o que sua mãe pede.

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20:05h

Hospital Vilas Boas

— Carmem — Diz Cebola entrando na sala — Você tá bem?

— Cebola — Diz ela levantando e abraçando ele.

— O que houve?

— Eu e meus irmãos estávamos indo contar pra polícia a história da minha mãe, estávamos indo muito rápido aí em uma virada, um caminhão tava vindo e não deu tempo de frear, então....

— Nossa, e você tá bem?

— Eu tô, mas não sei como meus irmãos estão.

— Vamos na outra sala ver eles.

Eles saem da sala onde Carmem está e procuram por um enfermeira.

— Com licença — Diz Carmem — Gostaria de saber em que quarto estão os pacientes Timóteo DiLaurents e Franklyn DiLaurents?

— Sim — Diz a enfermeira — Me acompanhem.

Ela os leva até uma sala.

— Estão aí, podem entrar.

— Valeu — Diz Cebola.

Eles entram na sala.

— Oh meu Deus — Diz Carmem assustado.

Titi estava com grande parte do corpo enfaixada como se tivesse quebrado vários ossos e Franja com alguns panos de filó sobre o corpo, indicando que ele havia passado por alguma cirurgia.

—O que aconteceu com eles?-perguntou Carmem pra um dos médicos.

— Na hora que o carro bateu contra o caminhão — Disse o médico — Timóteo, que estava no banco da frente bateu contra a porta, causando lesões e quebrando alguns ossos.

— Ai — Disse Cebola.

— E o Franklyn?

— O Franklyn estava do lado oposto do lado onde o carro foi batido, mas bateu contra o vidro e entraram cacos de vidro em seus órgãos fazendo com que ele passasse por uma sessão de cirurgias para remove-los.

— Ai meu Deus — Diz Carmem — E o que aconteceu comigo?

— Você estava no banco de trás do lado oposto de onde o carro bateu, portanto não aconteceu nada grave, você só bateu a cabeça na porta do carro e desmaiou, mas tínhamos mantido você aqui até agora pra ver se não tinha acontecido mais nada de grave.

— Quanto tempo eles irão ficar aí doutor? — Perguntou Cebola.

— Não sei ao certo, podem ser semanas, meses. Os ferimentos estão bem graves, não iram sair daqui tão cedo.

—Não-disse Carmem com voz de choro.

—Sinto muito mas agora tens que sair dessa sala para realizarmos outra cirurgia.

Eles saem da sala.

— Vou ser uma eterna sofredora — Disse Carmem de cabeça baixa.

— Carmem eu.. — Diz Cebola.

— Vou sofrer pra sempre nas mãos da minha mãe — Ela levanta o rosto já cheio de lágrimas.

Cebola não tinha o que dizer. Nada que ele dissesse naquele momento iria confortar Carmem, então ele simplesmente a abraçou

Ficaram abraçados ali, num corredor de um hospital, com centenas de pessoas em volta.

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20:17h

Casa dos Santos

— Rápido, rápido — Diz Luísa colocando roupas dentro de uma mala.

— Luca! — Gritava Quinzinho lá em baixo.

— Ai meu Deus, rápido, rápido.

— Luca!

— Terminei — Ela pega a mala e desce as escadas.

Quando está na metade da escada, Quinzinho consegue abrir a porta

— Aaah — Grita ela correndo pra cima.

— Luísa, cadê meu filho?

Ela entra em um quarto e tranca a porta.

— Ai meu Deus, como vou sair daqui? — Diz Luísa.

— Que coisas horríveis você fala de mim pro meu filho? — Diz Quinzinho batendo na porta.

— Nada, eu não disse nada — Diz ela preocupada. Aquela porta não ia durar muito.

— Sei que você disse Luísa, não tente se esconder — Ele dá um soco tão forte na porta que ela acaba furando no meio.

Logo aquela porta ia quebrar, Luísa não sabia o que fazer.

Ele continuava batendo, batendo, Luísa suava frio, mordia os lábios e ele continuava batendo, batendo.

Luísa estava quase tendo um ataque cardíaco quando finalmente ele conseguiu abrir.

Mas quando ele entrou não tinha ninguém no quarto, ele desistiu de procurar e foi embora.

Luísa na verdade, estava no jardim, ela tinha pulado a janela e caído em um dos arbustos que tinha em seu quintal.

Rapidamente ela levantou, pegou as malas e foi encontrar com o seu filho.

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20:27h

Carro

— Não quero voltar pra casa Cebola — Disse Carmem.

— Vamos lá em casa, as meninas querem te ver — Diz Cebola.

— Qualquer lugar longe daquele inferno tá bom.

— Por que não quer ir pra casa?

— Porque íamos mostrar o vídeo pra polícia, ela ia ser presa, eu ia ficar feliz pra sempre como um conto de fadas, mas...

— Mas a vida nem sempre é como um conto de fadas...

— ...Ás vezes é o príncipe que quando beijado...

— ...Se transforma em um sapo.

— Conhece?

— Conheço, eu curtia bastante esses lances dessas poesias dizendo para você acreditar na realidade.

— Não esperava isso de você.

— De você eu esperava.

— Por que?

— Tão perfeita como você é, deve acreditar mesmo em princesas, cavalos e sapos e...

— Já disse que não sou perfeita.

— Bom, é quase.

— É, quase...

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20:30h

Praça

— Filho, eu cheguei — Diz Luísa.

— Mãe, o que aconteceu com você? — Diz Luca — Tá cheia de folhas e de malas o que está fazendo?

— Vamos embora.

— Embora? Como assim.

— Não me faça perguntas, apenas vamos.

Eles saem correndo em direção ao aeroporto, que não ficava muito longe.

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20:33h

Casa dos Menezes

— Acho que o Cebola chegou — Diz Ellen.

— Vê aí pela janela Má — Diz Amanda.

— Chegaram — Diz Magali — Mas não parecem muito felizes.

— Acabaram de chegar de um hospital Magá — Diz Mônica — É um lugar sombrio onde tem pessoas doentes esperando pra serem atendidas e..

Ela é interrompida pelo barulho da porta abrindo.

— Carmem — Todas correm em direção a Carmem e a abraçam.

— Oi meninas — Diz Carmem.

Cebola entra e senta no sofá.

— Você tá bem? — Pergunta Amanda.

— Como foi o acidente? — Pergunta Mônica.

— Quer uma sopinha de cenoura? — Diz Magali.

— Seus irmãos ainda tão lá? — Diz Ellen.

Carmem não sabia o que responder primeiro.

— Gente, deixem ela descansar um pouco e depois vocês fazem suas perguntas idiotas, ok? — Diz Cebola puxando Carmem pro sofá.

Carmem se senta.

— Vou pegar um cobertor pra você — Diz Mônica indo pro quarto.

— Eu busco um chocolate quente — Diz Magali indo pra cozinha.

— Vou pegar um filme pra você assistir — Diz Ellen indo pra copa.

— Vou pegar um remédio pra sua dor de cabeça — Diz Amanda indo pro banheiro.

Todas saem e deixam Cebola e Carmem sozinhos.

— Finalmente sozinhos — Cebola olha pra Carmem com olhar malicioso.

— É — Ela responde.

Ela senta no colo dele e começam a se beijar apaixonadamente, quando Cebola fica por cima dela

Eles continuam se beijando até que as meninas chegam.

— Chega..mos? — Diz Magali.

— Hãn..gente, vamos deixar eles um pouco sozinhos — Diz Amanda.

— Ótima ideia — Diz Mônica.

Elas saem e deixam os dois pombinhos lá

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20:40h

Aeroporto Luar

— Mãe, onde estamos indo? — Pergunta Luca.

— Não sei filho — Diz Luísa.

— Como não sabe?

— Olha, sabia que esse dia ia chegar por isso pedi ajuda pra sua vó, ela me deu essas passagens e disse que no lugar onde essas passagens iam dar tinha uma casa esperando por nós.

— Então vamos se mudar mesmo? Morar em outro lugar?

— Sim.

— Mas vou largar tudo aqui? Minha família, meus amigos, a... Isabele?

— Eu sinto muito filho, mas sim.

— Por que isso? Por que estamos indo embora?

— Depois falamos disso nosso avião já vai sair.

Ela puxa Luca pra Dentro do avião.

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20:42h

Casa dos Menezes

Carmem desfaz o beijo

— Cebola — Disse ela sussurrando — Tenho que ir pra casa.

— Por que? — Disse ele sussurrando também — Não disse que queria ficar aqui?

— E eu quero, mas.. Uma hora ou outra tenho que voltar pra casa.

— Ok, vamos então.

Ele da um último beijo nela.

Eles se levantam colocam as camisetas de volta e saem de casa.

Vão caminhando mesmo, pois a casa de Carmem não fica tão distante da casa do Cebola.

— Estou com frio Cebola — Diz Carmem tremendo de frio.

— Coloca o meu casaco — Cebola tira o casaco e dá pra Carmem vestir.

Eles continuam caminhando até chegar na casa de Carmem.

— Tchau Cebola — Diz ela.

— Tchau, linda — Diz ele dando um beijo na testa dela.

Ele se vira pra ir embora e ela entra em casa

Ao entrar ela vê a mãe de costas.

— Mãe? — Pergunta ela.

— Que bom que chegou Carmem — Diz Ana Paula — Estava esperando por você.

Ela se vira com uma faca na mão.

— O quê? — Diz Carmem.

Notas finais
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