Diário de Uma Bruxa - 2° Temporada
8 Droga, Harry.
Notas iniciais
P.O.V. Harry
Ajudei Sirius à levar Louise para o quarto. Seu rosto estava pálido e sua pele, fria. Não se mexia e a respiração tinha parado. A coloquei na cama, enquanto os outros entravam no quarto.
– Gina! — Molly gritou — Pegue o incenso, rápido.
A ruiva saiu correndo escada a baixo. O senhor Weasley trouxe um pano e uma bacia de água morna enquanto eu tentava me lembrar da aula de poções, procurando em minha mente uma que me ajudasse. O pânico impedia a minha concentração. Gina apareceu de novo, acendendo um incenso com um cheiro forte que me incomodou.
– O que aconteceu? — perguntei.
– Ela... — Sirius não parecia muito melhor do que eu — Eu estava falando com ela e ela simplesmente caiu no chão.
Coloquei o pano molhado em sua testa, encostando a cabeça em seu peito.
Sem pulsação.
– Não! — gritei, fazendo pressão em sua caixa torácica, empurrando com o máximo de força possível. — Você não vai morrer.
Empurrei várias vezes, tinha lido sobre essa manobra: Quando o coração parar de bater, faça pressão na caixa torácica ritmadamente. Assim, o coração sentirá o estímulo e voltará a bombear o sangue.
Então quando eu começava a perder a esperança, ela abriu os olhos e começou a tossir.
P.O.V. Louise
Imagens passaram na minha frente, mas nenhuma era boa: O rosto de Voldemort, Nagini, comensais...
Então tudo era escuridão de novo. De alguma forma, sabia que não estava desmaiada. Ou estava? Não, quando se está desmaiado — acredite, eu tenho uma boa experiência com isso — você perde a consciência e só percebe que desmaiou quando acorda.
Mas minha consciência ainda estava ativa. O que aquilo significava?
Não sentia mais nenhuma dor. Só...calma. E silêncio.
Então eu abri meus olhos com a pior dor que já tinha sentido em toda a minha vida.
Comecei a tossir e vi todos em uma sala, me olhando como se tivessem tomado um susto. Harry estava ajoelhado ao lado da cama em que eu estava deitada.
Não conseguia parar de tossir, e a cada vez que eu tossia, sentia mais dor. Meu peito parecia estar em chamas e sentia que algo estava muito errado. Um incenso com cheiro forte era a única coisa que me impedia de desmaiar — de dor e de cansaço.
Harry pegou um lenço e me deu, segurando meu braço e me empurrando delicadamente para trás, tentando me fazer deitar de novo. Assim que consegui parar de tossir, tirei o pano — antes branco — da minha boca e vi que estava cheio de sangue.
– O que...AI! — gritei, sentindo uma dor excruciante nas minhas costelas, os olhos cheios de lágrimas. Coloquei a mão ali e imediatamente entendi o que era toda aquela dor. — Quem quebrou a minha costela?
– Louise, deite. — senhor Weasley se aproximou — Deixe-me ver isso.
Depois de alguns minutos me examinando, tive um diagnóstico: Harry tinha quebrado minhas costelas enquanto tentava me trazer de volta.
Mas ele não me falou nada sobre o que tinha acontecido no quarto quando Sirius tentou me contar porque Você-Sabe-Quem precisava de mim.
Eu tinha uma teoria.
Talvez Voldemort não quisesse que eu soubesse. Eu poderia usar isso contra ele...se eu mudasse de lado. Era uma teoria estranha, e meio improvável, mas era a única coisa em que eu acreditava. Se Harry tinha essa conexão com o Lorde das Trevas, eu também poderia ter, não?
A questão era: QUAL ERA A MINHA IMPORTÂNCIA, DROGA?
– Desculpe. — ele parecia ter se acalmado, mas estava extremamente envergonhado.
– Tudo bem. Você só se empolgou demais quando tentou me salvar. — Fiz uma careta e ri, o que doeu.
– Jorge... — Fred começou — …me lembre de nunca desmaiar perto do Harry.
– O mesmo pra mim, Fred. — Jorge respondeu.
Eu ri de novo — droga, eu tinha que parar de rir — e Harry resmungou:
– Isso não tem graça nenhuma...
– Por que não deixamos eles sozinhos? — Hannah interrompeu, lançando aos gêmeos um olhar de "não veem que estão o aborrecendo?"
Todos saíram, e Harry suspirou, depois de um longo silêncio. Abriu a boca pra falar algo mas eu o interrompi.
– Se você pedir desculpas de novo eu juro que quebro as suas costelas também.
Ele não sorriu como eu esperava. Suspirei junto.
– Olha...eu estou bem.
– Você morreu, Louise. — ele me parou, parecendo sério até demais — Seu coração parou, você...você parecia um cadáver. Você, tecnicamente, era um cadáver.
– Não foi culpa sua, droga.
– Eu sei mas...quebrar a sua costela não ajudou muito.
– HARRY JAMES POTTER — segurei seu rosto, me aproximando e fazendo uma cara irritada — CALE A BOCA. Você ajudou. Você fez meu coração voltar a bater. O que é uma costela quebrada perto disso?
Ele não pareceu muito convencido.
– Tá. — e se levantou, colocando um cobertor em mim e dando um beijo na minha testa — Descanse. Eu te trago o jantar depois.
Eu ia protestar, mas ele apagou a luz e logo fechou a porta.
E eu dormi.
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