Diário de Guerra

22 Capítulo 22 - O preço da guerra


Notas iniciais
Nem acredito que o outro finalmente postou, mas ainda to chateada por ter perdido o de ontem por problema no site :/ Palavra de hoje: REBOTALHOS. Boa Leitura!

22 de Outubro, Rússia, 1942.

Eu me sentia um conjunto de rebotalhos, um no imenso mar de homens incertos. O navio russo já estava a nossa espera, e como no meu sonho, lá estavam as mulheres e as mães chorando pela partida de seus homens.

Nádia ainda segurava minhas mãos em silêncio, mas eu podia ouvir baixinho seu choro, dilacerando uma grande parte de mim.

Minha mãe e meus irmãos estavam a minha esquerda, também em silêncio. Era doloroso ter ficado tão pouco tempo com eles, era doloroso não ter tido tempo de me casar com a mulher da minha vida. E mais doloroso ainda, ter a incerteza de minha volta.

Não queria deixá-los, não podia...mas o dever estava ali, me chamando, me pedindo para ser forte e ajudar meu povo.

—Está levando a moeda? — Nádia irrompeu.

—Sim, estou. — Apertei suas mãos delicadas.

—Volte para nós Nikolai. — O pranto se fez presente.

—Moverei céus e terras para voltar, é uma promessa. — Fechei os olhos deixando uma lágrima escapar.

—Me escreva, todas as semanas, se alguma semana eu não receber cartas suas, saberei que partiu, e meu mundo cairá em desgraça.

—Isso não irá acontecer.

E parti.

Notas finais
Galera...então...ultima semaninha...hora de apertar as coisas pro Niko (Sim, mais!) Atentaram-se pela condição da Nádia ne?!...Quem se atentou já sabe um dos possíveis finais muhahahaha