Diário de Anna
3 Dura realidade
_Thomas sente-se ali do lado da Anna.
"Até parece brincadeira, tipo em filme sabe."
Thomas vai se sentar evitando contato visual com ela e sorrindo para os demais. Observando assim ele era bem bonito, o que causou certa euforia nas meninas da sala exceto uma. Anna agiu como se ele não estivesse ali, até que a ficha caiu e começou a se preocupar realmente com sua mãe imaginando varias cenas do acidente.
Anna se levantou enjoada e ia saindo da sala até que sua professora a advertiu:
_Onde pensa que está indo? Eu ainda sou autoridade dentro da minha sala Anna Proudyn.
_Não estou passando bem. — Anna realmente não estava.
_Essa é mais uma de suas mentiras para cabular minha aula, você não está autorizada a sair.
Anna ja ia se virar para sair quando escutou alguem se meter na conversa.
_Se quiser Senhora Foster eu a acompanho até a enfermaria, ela realmente não parece bem — Thomas disse mas como um insulto do que por educação.
_Você não sabe onde é a enfermaria rapaz chegou hoje.
Anna não ligando para o que aconteceria depois, só tinha a imagem de sua mãe em meio a destroços de carro e sangue na sua cabeça, sentiu seu estomago revirar e saiu pela porta.
"Caramba acho que nunca passei tão mal assim, devo ter comido algo estragado"
_Pelo visto você já esta melhor .
_Onde eu estou ? E por que você está aqui?
Anna acordou e estava na enfermaria da escola ao lado de Thomas seu arqui inimigo declarado mais cedo, como fora parar ali? Por que tinha passado mal ?
_Você saiu correndo da aula de quimica mais cedo, quando te segui você estava prestes a cair no chão, você ta usando drogas?
Anna se lembrou da cena e automaticamente veio a imagem de sua mãe. Ela não lhe respondeu.
_Desculpe, acho que não é uma boa hora para brincadeiras, ainda mais pelo jeito que nos conhecemos. — ele estava se redimindo — Você está precisando de alguma coisa? Tenho que ir me explicar com a senhora Foster.
_Não. Não precisava que me trouxesse aqui, estava indo a outro lugar. — Anna mentiu.
_Sei. Então já vou.
" Ele chegou a ser irritante de tão educado, ainda mais depois de ter me derrubado e me enfrentado daquele jeito, não gosto dele."
Anna se levantou, pegou sua mochila na cadeira e saiu da enfermaria sem que a Nancy a visse, a enfermeira que ficava distraída com seus tricôs.
–TRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIN !
_Droga, o sinal não.
Em menos de 5 segundos o corredor estava infestado de gente, pessoas indo e vindo, Anna teria que lutar para chegar até a saida.
_Anna ! — gritou Sarah
Anna fingiu que não ouviu e continuou seguindo, até que Nate se materializou na sua frente fazendo com que Anna batesse em seu peito.
_Calma mocinha! Vai tirar o Joe da forca?
_Me deixa passar Nate.
_Espera a Sarah quer falar com você. — disse ele segurando nos ombros dela, ele era tão mais alto que não valeria a pena lutar contra.
_Vamos ao refeitório la deve estar mais tranquilo.
Anna percebeu que não ia adiantar negar, então foi com eles. Sarah estava certa estava bem mais calmo chegaria a ser um alivio senão fosse pelo cheiro ruim das comidas oferecidas pela cantina.
"Quem em sã consciência comeria essa comida? "
_Anna, fiquei sabendo da sua mãe. — Sarah disse com um tom de pena o que fez a anna enjoar novamente.
_Hum.. Eai?
_Você deve estar passando por um momento dificil. — Nate disse como se aquilo fosse a coisa mais inteligente dita.
Anna não tinha paciência pros dois, precisava resolver o que fazer sobre sua mãe. Então se levantou,.
_Não, eu estou saltitando que nem um pônei feliz e soltando arco-íris pela boca não esta vendo ? — Ao dizer isso ela se virou e sentiu algo parecido com uma massa liquida em sua blusa dos ramones.
_Você de novo cara?? Parece que me segue.
Anna estava coberta de bolo de carne e suco de maçã. Era sua camiseta preferida e a comida do refeitório certamente teria algum tipo de ácido que corroeria ela.
_Dessa vez não vou pedir desculpas, ta na hora de começar a olhar para onde anda. E você me deve o dinheiro do almoço.
Anna estava sem forças para discutir, tudo estava desmoronando sobre ela, a dor forte no estomago voltara, ela não aguentaria muito mais tempo ja sentia seus olhos lacrimejarem.
_Eu te fiz um favor agora você não precisa comer essa porcaria. Agora por que você não me faz um também e some? — Anna disse aquilo com tanta raiva que o fogo de seus olhos fez as primeiras lagrimas cairem.
"Minha mãe em uma cama de hospital em coma, minha mãe"
Anna saiu correndo odiava o fato de alguém vê-la chorar e iriam pensar que era por um simples bolo de carne na camisa. Ela agora não sabia distinguir o sentimento de raiva e angustia em seu peito.
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