Diário Zumbi

3 Capítulo 3 "Sr. Winchester"


Notas iniciais
John cai muito

— Puta que pariu, to morto –

Foi o que eu falei ao freiar a bicicleta quase em cima dos zumbis, chamando a atenção deles para mim. Foi uma tolice eu sei, mas eu não sabia que eles estavam ali, tenso.

— Merda, merda, merda eles estão em toda a parte!

Foi muito rápido, eu caio no chão e eles vão na minha direção eu tento me afastar mesmo sentado, eu saio um pouco de perto deles. Um deles irracionalmente pula em cima de mim, porém eu me esquivo. Ele abre sua boca de uma forma tosca, abre quase completamente, um Humano normal não conseguiria tal façanha. Ele vem em minha direção querendo me morder eu me esquivei novamente e ele deu de cara no chão. Me levantei rapidamente e sai correndo os outros vem em minha direção alguns deles são muito rápidos, mas eu sou mais.
Corro olhando para trás, estão na minha cola eles correm caindo sobre os outros e isso me da tempo para fugir, eu corro praticamente a cidade toda até me perder, eu estou cansado demais para continuar, e sei que se eu ficar para lutar, eu certamente irei morrer, então eu corro e corro, até chegar uma hora que eu saio de seus campos de visão, estou mais protegido. Me sento ao chão e descanso.

—Graças a Deus, eu achei que nunca ia acabar.

Estava muito cansado, estava de noite, e as ruas estavam me deixando tenso. Olho para o lado e vejo uma casa abandonada que está com a porta entre aberta, e penso.

~ É a única saída entrar lá, está tarde, eu preciso descansar.

Você deve esta pensando agora "O cara está no meio de um apocalipse zumbi, e vai entrar numa casa com a porta aberta". É, eu sei que há riscos, mas o que posso fazer? A minha casa está muito longe e já esta de noite, a iluminação é escassa e estou muito cansado. Tomo a minha decisão, sigo em frente até a casa, pulo o cercado de madeira, subo as escadas da varanda que nem um gato manso, os rangidos dela são insuportáveis, tento fazer o mínimo barulho possível mas é em vão, o bom é que nada aconteceu, chego até a porta, a empurro, que também geme, fico tenso, mas continuo... Passo a porta, e vejo que a casa era simples. Alguns quadros de família a luz está apagada e eu logo a ligo todas as que posso, vejo que à esquerda há uma escada que dá em um lugar que eu ainda não sei, mas por hora eu decido não subir, puro medo. Sigo em direção a cozinha, ando lentamente até as gavetas e pego duas ou três facas para a minha proteção, sigo em frente até sala de estar, não há ninguém lá apenas uma poltrona velha e uma televisão ligada no canal de esportes, eu desligo para não atrair a atenção deles.

Ao desligar escuto o som de uma espingarda carregando.

—Scrach!

Me espanto, e fico estático, me virando aos poucos, até ver o que causou tal som, ao me virar me deparo com um senhor, não muito alto com os cabelos grisalhos, meio calvo com um macacão jeans azul e uma camisa verde por dentro, com a espingarda na mão, ele olha para mim e diz o seguinte:

— O que você está fazendo na minha casa seu pentelho?-

Diz ao engatilhar a arma novamente.

— Nada senhor, E- eu.. — borrei me todo, admito.

— Maricas, nem consegue falar direito. Disse ao olhando fixamente para mim.

—Me desculpa, eu não vou fazer mal ao senhor.

—hahahahaha, como e que é ? Eu que posso fazer mal a você.

Engulo seco. Com as mãos para cima, falo:

— Eu vou embora, me desculpa, eu não roubei nada, alias só peguei umas facas, mas não ira fazer falta.

O velho olha na minha cara, coça o queixo, coça as bolas, da um arroto e fala:

— não se preocupe com isso, e você não irá sair agora, está muito perigoso lá fora. Durma aqui e amanhã você vai embora.

—Ok, obrigado senhor... ?

— Dough, mas todos me chamam de Sr. Winchester.

— Fim do capítulo três.

Notas finais
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