Notas iniciais
É um capítulo um pouco extenso e sem muita ação, mas de suma importância para o andamento da história! Aguardem ação no próximo capítulo! Boa leitura!

Enquanto voltava sozinha para casa, Elena podia ver o sol se pôr no horizonte.

Stefan e Damon haviam insistido em acompanhá – la, mas ela simplesmente os ignorou e foi embora. Sozinha.

“Será que tê — los deixado lá, sozinhos, foi certo?”, pensou ela enquanto andava com prassos apressados e de braços cruzados, tentando, de alguma forma, fugir da gélida brisa de fim de tarde que a atingia sem piedade. Aquele dia havia sido tão doloroso. Enterrar um amigo não é nada agrádavel, principalmente quando ele foi assassinado pela sua melhor amiga.

Quando a imagem de Bonnie veio a sua mente, Elena fechou os punhos com força tentando conter a raiva. Como ela poderia ter tido a coragem de aparecer no funeral do Tyler? Nesse instante, sem um motivo óbvio, uma pontada de dúvida alertou a razão de Elena. Tudo bem, aquilo não fazia sentido algum, mas algo na Bonnie que ela vira no cemitério era... diferente.

Fechando os olhos com força, Elena tentou de alguma forma afogar tais lembranças no seu oceano particular de memórias. Ela sabia que não adiantava mais chorar por algo que simplesmente não mudaria.

Vendo o céu começar a escurecer, Elena apressou ainda mais os passos.

“Como a vida pôde fazer isso comigo?”, pensou ela ao olhar para o azul marinho do céu, que possuia vagas estrelas e uma lua tímida, “Como posso ter me apaixonado por dois homens? Dois membros de uma mesma família? Dois irmãos?”

Na medida em que o tempo passava, tudo se tornava mais difícil. Ela sabia que precisava fazer uma escolha e que não podia prender os dois dessa forma. Ela não queria ser a nova Katherine. Ela queria simplesmente não perder nenhum dos dois.

Quando olhou para o céu mais uma vez, percebeu que a lua havia crescido e deixado a timidez de lado enquanto dava seu fantástico espetáculo noturno. Ela, a mãe do céu, estava no auge do seu poder. Ela podia controlar tudo. Era ela quem dava sintonia ao brilho das estrelas e quem tornara tudo mais alvo, claro e belo.

Um vento frio soprou a nuca de Elena, fazendo – a voltar a realidade.

Quando olhou para o lado, ela percebeu que havia chegado em casa. O gramado do jardim cintilava com o brilho do luar e o vento batia nas folhas fazendo com que elas se mexessem de forma levemente grosseira.

Lá estava ela mais uma vez, voltando para casa após um dia difícil. Lá estava ela mais uma vez, tentando engolir a dor das perdas que pareciam não ter fim. Elena observou a própria casa e olhando para a varanda, percebeu algo que certamente não queria.

Katherine.

“O que ela está fazendo aqui?”, pensou Elena ao se aproximar da varanda e ver que Katherine estava sentada no chão com uma mala sobre as pernas.

— Demorou ein, Elena?! – perguntou Katherine enquanto se levantava e colocava a mala sobre o chão – O que você estava fazendo? Tirando o atraso sexual dos irmãos Salvatore?

Elena a fitou irritada, com lágrimas de ódio nos olhos. Katherine sorriu.

- Desculpe – me, mas eu não estou com humor para as suas gracinhas, Katherine.- Elena a fitava com um olhar cansado – E a propósito, o que você está fazendo aqui?

Katherine se aproximou de Elena.

- Eu vim te fazer uma visitinha. – respondeu ela ao sorrir sarcásticamente – Na verdade, como a minha convivência com os Salvatore não está das melhores, eu pensei: “Quem melhor do que a minha cópia para me receber?”

Elena suspirou, incrédula.

- E se eu não quiser te receber?! – disse ela ao se aproximar da porta. Katherine segurou seu braço com força antes que ela pegasse a chave para abrir a porta da casa.

- Eu, infelizmente, serei obrigada a quebrar o seu pescoço aqui e agora. – respondeu Katherine com a voz fria e logo em seguida sorriu.

Nervosa, Elena respirou fundo.

- Vamos, me convide para entrar. – disse Katherine, enquanto apertava o braço de Elena com mais força ainda.

Elena sabia que não havia nada que ela pudesse fazer, então...

- Eu permito que você entre, Katherine. – disse ela com uma voz triste, quase morta. Será que as coisas podiam ficar piores do que já estavam?

Katherine sorriu e abraçou Elena com toda a falsidade do mundo:

- Seria um prazer, Elena. – disse ela.

Após isso, Elena abriu a porta da casa e elas entraram.

- Você pode ficar no quarto de visitas. – disse Elena.

— Ótimo. – respondeu Katherine ao colocar a mala sobre o sofá da sala.

“O que será que ela quer comigo?”, pensou Elena ao observá – la tirar os sapatos e sentar confortavelmente no sofá e, logo em seguida, partiu na direção da cozinha.

Ao chegar nela, Elena viu que havia uma nova mensagem na secretária eletrônica. Sem hesitar, ela clicou no botão para ouvir:

- Olha Elena, por mais que tudo pareça desabar, saiba que você não está sozinha. Eu sempre estive, estou e sempre vou estar ao seu lado, te apoiando e respeitando as suas decisões. Sei que tudo está muito difícil, mas saiba que nós, juntos, vamos superar tudo isso. Eu te amo e estou aqui pra cuidar de você sempre que você precise. Stefan.

Foi inevitável para Elena conter as lágrimas que lhe enxarcaram os olhos. Às vezes, nós deixamos que os problemas da vida nos façam esquecer que sempre há alguém ao nosso lado, ou que não estamos sozinhos. Dizem que amar não é estar ao lado da pessoa amada apenas nos momentos bons. Amar é estar ao lado daquele que amamos em todos os momentos, sejam eles bons ou ruins. Ela sabia que Stefan a amava e, sem dúvida alguma, sabia que também o amava.

• • •

Algum tempo depois, Elena mostrou para Katherine onde era o quarto de hóspedes e explicou onde estava tudo que ela provavelmente precisaria usar. Não demorou muito para que Katherine se acomodasse e se sentisse em casa.

- Alô? – disse Katherine ao celular, enquanto tomava um relaxante banho quente na banheira do banheiro, no quarto de hóspedes.

- Katherine... – respondeu um homem no outro lado da linha. – O que te leva a me ligar? Acho que uma ligação por dia basta, não é? Ou será que você está se apaixonando por ...

- Estou infriltada na casa do alvo. – respondeu ela ao interrompê – lo, enquanto sorria e sentia a água quente massagear cada parte do seu corpo. O homem do outro lado da linha pareceu engasgar. – É uma questão de dias até que eu consiga o que desejamos.

- Eu te falei para me deixar cuidar das coisas... – disse ele, frio.

- Ninguém manda em mim. – disse ela, atrevida, com uma dose de sarcasmo. – Está tudo sob controle, apenas relaxe. Nosso encontro para acertar tudo é amanhã, às 18:30 no bar. Não esqueça de ir.

O homem do outro lado da linha encerrou a chamada sem dizer mais nada. Katherine jogou o celular no tapete e voltou a se concentrar apenas na água que rodeava seu corpo.

Notas finais
Espero que todos que leram mandem reviews, afinal, nem todos que acompanhavam "O Segredo De Bonnie" deram sinal de vida por aqui. Por favor, quem ler, comente!