Diário Dos Sonhos
8 VIII. Fugindo
- Temple of Wisdom? — George perguntou — Você realmente quer nos levar à este lugar?
- O que tem lá? — eu olhava para Daniel.
- É um templo em que você consegue encontrar as respostas para somente suas dúvidas mais profundas. Pode ir pra lá com o objetivo de saber algo, mas se nao for o que realmente quer saber, não encontrará o que procura. — respondeu George.
- E o que estamos esperando? — eu não conseguia conter a ansiedade que estava sentindo. Um lugar que poderia me mostrar o que realmente aconteceu no meu passado?
- Não é tão simples assim... — Daniel murmurou.
- Qual é o problema?
- Bem... ele fica em um lugar que você só conseguirá chegar por meio de seus sonhos. E não é fácil de chegar. — ele me olhou, com os olhos verdes ainda escondendo algo.
- Não pode ser tão dificil assim... pode?
Daniel e George se entreolharam, e logo em seguida Dan pegou uma de minhas mãos e me puxou porta afora.
- Aonde estamos indo?
- Não é seguro conversarmos sobre isso em um lugar que qualquer um pode ouvir. — o de olhos azuis respondeu.
- Vou te levar até a minha casa. — completou Daniel.
- O que? Mas eu não posso sair do orfanato! Não no meio da noite, e sem permição! — protestei. — E eu não posso deixar Anne aqui... apropósito, onde ela está?
- Sua amiga dos olhos amarelos? Ela está segura, não se preocupe. Quando percebi o que George estava fazendo, a levei para minha casa.
- Para sua casa? E ela concordou em ir com você? Anne não costuma confiar em desconhecidos.
- Digamos que não somos totalmente desconhecidos.
- Ah, ótimo. Mais segredos — revirei os olhos.
Daniel sorriu para mim, e continuamos andando.
Todos do orfanato estava dormindo, e conseguimos sair sem sermos percebidos.
Andamos até chegarmos em uma floresta que havia não muito longe, e os dois garotos pararam em frente as árvores.
- Tem certeza que é uma boa ideia? — George murmurou.
- Sim. Não posso mais deixá-la sozinha. Não depois de ter se lembrado... dele. — Dan olhou para mim, e pensei ter percebido uma luz de medo em seus olhos, mas ela se foi tão rápido quanto veio, então não sei se era real, ou apenas imaginação minha.
Seguimos por entre as ávores — o que não foi uma tarefa fácil, já que estava escuro — por cerca de dez minutos, e minhas pernas já começavam a doer quando pude ver uma leve claridade pouco mais a frente.
- É ali? — perguntei.
- Sim.
Depois de alguns passos chegamos a uma clareira, onde se encontrava a casa de Daniel.
Tinha dois andares e era toda feita de madeira. Havia uma sacada no segundo andar, e no andar de baixo, uma das paredes era veita de vidro, com uma cortina branca de impedia de ver-se dentro da casa.
Não era grande e nem pequena, mas parecia aconchegante.
Dan abriu a porta, e por dentro a casa era ainda mais bonita.
As paredes eram pintadas de um marrom avermelhado, o chão era de madeira. Os móveis eram claros, e contrastavam com o resto da casa — o que deixava ainda mais bonito.
Na sala, que percebi ser onde estava a parede de vidro, havia uma lareira ainda acesa.
- Sintam-se em casa. — Daniel disse, enquanto George entrava e se jogava no sofá, como se realmente aquela fosse sua casa.
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