Diário De Uma Paixão

22 Capítulo 22 - Minhas batatas não!


Notas iniciais
Bom, acho que esta é uma das vezes que estou postando a história rapidinho. Ficou um pouco mais engraçado, e não tão meloso quanto os outros. Mas gostaram da Ronnie comelona.
Espero que gostem, beijos.

Era bom ter Kyle de volta em casa, mas só passaria duas noites, uma passaria comigo, pois viajaria para Kentucky no próximo dia. Realmente foi surpreendente Kyle ter voltado, ele disse que a viajem era importante e só voltaria dois dias antes do casamento.

Ficamos no quarto arrumando minhas malas enquanto tínhamos tempo para namorar. Kyle e eu nos deitamos no sofá da varanda do quarto e nos enrolamos em um cobertor, pois a noite acabava esfriando depois de um dia tão quente. Kyle me dava alguns beijos no pescoço e me abraçava ao seu corpo. Me contou sobre toda a reunião – que na verdade não me interessava, mas de certa forma, eu deveria lhe dar atenção. Tomamos em canecas de cerâmica, café com leite, quase fervente, tentando nos aquecer ainda mais. Em meus pensamentos, Kyle queria nos esquentar de uma forma mais caliente. Eu até gostaria de participar dessa troca de calores, mas estava muito cansada para pensar em sexo. Pedi para que Kyle contesse seus hormônios e apenas nos beijamos durante um bom tempo.

Com a noite ficando cada vez mais fria, fomos para cama e nos deitamos de conchinha. A respiração de Kyle batia em meu pescoço, e cochichávamos para não acordar a casa. Algumas risadas não eram contidas e alguém sempre batia na parede ou Samantha gritava do quarto, o que piorava muito a situação.

Kyle acabou adormecendo, mas estava ansiosa pela viajem e acabei perdendo o sono. Me levantei da cama com cautela e fui a cozinha comer alguma coisa, meu estomago roncava. Peguei o celular na cômoda ao lado e saí andando devagar pela casa.Cheguei a cozinha, coloquei uma musica baixinha na rádio e abri a porta geladeira. Observei o que tinha de interessante para um estomago vazio no meio da noite e pensei em comer um pedaço de bolo de chocolate que ainda sobrava do jantar. Peguei uma colher e o pote com o bolo, me sentei na cadeira ao lado do fogão e ali deliciei meu pedaço de bolo.

- E agora na disparada da noite em Liverpool, Justin Bieber com Something about you and me... Olhando nos seus olhos,estou preso por uma eternidade, eu não consigo me desprender de você. Seu corpo ao meus sinto seu calor, preciso te tudo que é seu. Eu deveria estar com outro alguém, mas não quero. Deveria estar viajando, mas não posso, porque... Mas estou aqui, junto a você e não há nada que me faça querer te perder. E agora bem aqui estando juntos, eu sinto que isso vai durar para sempre, eu sinto que há algo entre nós. Não diga que não, sem eu perguntar, não deixe de lado, não desista, sem ao menos tentar. Deixe-me se aproximar e beijar, pois é agora que deve ser o momento. Algo sobre eu e você.

Eu ouvi a música muito bem cantada pelo garoto, para mim ele era diferente dos outros artistas marrentos que vejo em revistas, algo me chamava a sua atenção. Ao ouvir novamente o refrão da música, pensei na tal letra. Era romântica, profunda e com certeza foi escrita para alguém muito especial. Mas ao sair da cozinha aquela música não saía da minha cabeça, era como se eu conhecesse aquela letra. Não dei importância, lavei meu prato e a colher, peguei meu celular e fui ao quarto dormir.

***

E a última mala foi posta no carro, Kyle não queria me soltar e eu implorava para que soltasse ou perderia o meu voo. Demos mais um beijo e entrei no carro com as minhas amigas. Fechei a porta e Kyle veio a se apoiar na janela, puxou meu rosto para o seu, e me deu outro beijo.

- Ligarei quando você chegar no hotel, pode ser? – Kyle sorria.

- Claro – Eu retribui e lhe dei um selinho.

- Pombinhos, o amor é uma coisa que eu admiro muito, mas vocês precisam se separar, pois nós perderemos um voo se não fomos AGORA para o aeroporto – Samantha disse com um sorriso um pouco sarcástico no rosto.

Kyle riu – Cuidem de minha princesa, meninas.

- Não sei... – Alice disse, dando atenção ao celular.

- Talvez – Samantha sorriu e se afastou da janela – É mais fácil ela se cuidar sozinha do que cuidarmos dela.

Kyle se afastou da janela e acenou para o carro, coloquei minha mão para fora do carro e acenei de volta para meu amado. Como as meninas estavam concentradas em seus celulares, peguei o meu e me prendi ao meu mundo com músicas onde só eu entendia as letras.

Chegamos no aeroporto, passamos pelo check-in, o portão de embarque internacional e logo dentro do avião em nossos adequados lugares. Eu mudava de canal na tela da televisão que ficava no encosto de outra poltrona a minha frente. Levantei o apoio para os pés, deitei um pouco e ajeitei minha cabeça ao travesseiro do avião (que eu certamente pegaria para mim, após sair do avião). Fechei um pouco os olhos e olgo vi Samantha cutucar-me.

- Ronnie, tenho uma pergunta.

- Diga – Eu ainda tentava me ajeitar na poltrona, deixando-me na melhor posição que fosse confortável.

- Você acha que encontraria aquele seu amigo, ex-namorado, sei lá... No Kentucky?

- Não vamos falar sobre ele, Sam, ele é o meu super passado – Eu sorri e dei atenção ao filme que passava na tela.

- Eu acho ele muito parecido com... – Samantha foi interrompida pelos meus fones de ouvido, e eu apenas concordei, fingindo que sabia de alguma coisa.

***

As meninas queriam sair para comer algo em alguma lanchonete e comprar roupas. Eu estava cansada da viajem e acho que elas não entendiam meu caso precário. E como eu estava responsável pelo comando com carro, eu tive que guia-las pela cidade. Eu as deixei na lanchonete mais próxima e não muito lotada, pois todas estavam, parece que haveria um cantor na cidade, talvez aquele tal de Justin, vindo fazer um show beneficente. Então foi difícil arranjar um lugar para deixar o carro e aproveitar o belo dia na praça. Estacionei o carro, bem longe da lanchonete e saí com minha bolsa. Tranquei o carro e fui dar uma olhada em algumas vitrines, eu andava cada vez mais, e ouvia também vários gritos de meninas. O barulho se aumentava cada vez mais. Sou um pouco curiosa e teria que ver que programa acontecia. Fui ao centro da praça e lá estava uma multidão, a maioria eram garotas, e quem elas esperavam? Justin Bieber, Kidrauhl e o amor de suas vidas. Eu levantava a cabeça para tentar ver algo, mas sempre fui empurrada. Eu saí daquele lugar, que parecia mais um manicômio e fui a uma loja de roupas que ficava um pouco mais distante.

Peguei umas sete peças de roupas e fui ao caixa pagar. Saí da loja com as roupas e as deixei no carro. Como eu não queria ir ao centro da muvulca. Peguei o carro e fui para a outra quadra comer em alguma lanchonete, eu não queria ir com as minhas amigas, eu queria um tempo sozinha, estava cansada, e se elas me vessem, gostariam que eu as levasse para mais mil lugares onde se gasta dinheiro e o saldo do cartão de crédito.

Entrei numa lanchonete vazia e me sentei, pedi prato bem gorduroso, hambúrguer, batata frita, e extra, e um copo grande de refrigerante. Que se dane a dieta, quem tem essa frescura é mais do que miserento.

O meu prato logo chegou e comecei pelas batatas, e para um delicioso lanche ficar melhor ainda, coloquei ketchup. Quase comi ketchup com batata, e não batata com ketchup. Enquanto meu estomago ia sendo preenchido, um sujeito apareceu com pressa dentro da lanchonete, correndo para o banheiro, eu tente ver a cara do maluco, mas continuei com meu lanche. Que tipo de pessoa é louca de chegar assim em um lugar público? Que retardado! Pensei. Tomei um pouco do meu refrigerante, e o misterioso homem, observava para fora com cautela, se escondendo o máximo possível atrás da porta do banheiro. Eu o encarava, não sei se deveria ter medo, ou achar que ele estava me encarando, porque quando o sujeito tirou o óculos, ele realmente estava me encarando profundamente. Eu olhei para trás, querendo saber se era outra pessoa ou eu mesma. O sujeito vinha se aproximando da mesa onde estava, e então comecei a olhar desesperadamente para os lados, comendo minhas batatas, como se não o estivesse vendo. Observei-o pelo canto do olho, e o homem se sentou na minha mesa. Ele já estava com a cara tampada pelo o óculos e o gorro da camisa. Eu jurava que ele iria me assaltar. Eu cruzava meus dedos e já quase rezando para não ser um psicopata. Parei de olhar e voltei a minha comida. O homem tentou tocar nas batatas. Ai é sacanagem.

- Qual é a sua?! – Exclamei

- Era só para saber se sabia que eu estava aqui – A voz grave se pronunciou.

- Você poderia sair da mesa de onde estou, por favor? Ou terei que chamar o gerente? – Eu levantei a sobrancelha

- Não será necessário, só pensei que você fosse alguém que eu conhecesse, mas ela não seria tão ignorante quanto você é – O homem se levantou, mas eu o impedi.

- Então quer dizer que você pode chegar aqui na mesa, tentar tocar no meu lanche e ainda me ofender?

- Eu sei, não foi respeitoso da minha parte. Com licença – Ele se retirou e foi para fora. Olhei para ele de longe, e seus cabelos um pouco loiros se revelaram, mas era tudo que conseguia ver.

Notas finais
O que acharam da história?
Deixem os reviews. Beijos.