Notas iniciais
Oiiieee gente!!!!! Tudo bem? estou de volta. É que a minha aula começou e a maior parte do cap estava no pc do meu pai e ele nunca lembrava de mandar pra mim.
Eu to com saudades da época que eu conseguia ficar, se não 100, 90% satisfeita com os caps que eu escrevia, mas bem... é.
Espero que vocês gostem. Eu ia colocar tudo num cap só, mas ia ficar muito grande, e ia demorar mais pra postar.
Deixem Reviews, eu amo as reviews, e preciso delas pra saber se estou indo bem ou não.
Boa leitura, gente linda, nos vemos lá em baixo, e que a Sorte esteja a seu favor (Sorry)

Correr. Correr é o único esporte que eu realmente me interesso, pra vocês não dizerem que eu sou uma sedentária. Eu de vez em quando saia pra correr pelo quarteirão, e dessa vez, eu tinha uma companhia. Uma companhia peluda de quatro patas, com três quartos do meu peso, e o dobro da minha força.

Sai de casa já com o braço doendo de tentar segurar o Lobo, que me puxava pela coleira, louco pra ir pra rua. Eu tive que interromper a corrida antes de eu conseguir começar a correr direito, pro bicho cheirar os cantos e fazer xixi, e quase fui jogada no chão umas três ou quatro vezes, quando o Lobo tentou correr até um pombo ou algum outro cachorro.

Finalmente, eu consegui entrar no ritmo da corrida, com a coisa peluda colaborando e correndo bonitinho do meu lado. Sabe aquela sensação quando você corre, depois que passa daquele momento inicial, e você pega no tranco e as suas pernas vão no automático, e tem aquela queimação, mas é uma queimação agradável (Não me pede pra explicar como uma queimação pode ser agradável, mas é, então não discute) e o seu corpo se acostuma com a velocidade. É bom, eu gosto.

Coloquei meu Ipod numa das minhas playlists e corri pensando na vida. A minha última semana foi inacreditavelmente agradável, mesmo fazendo aula de esporte forçada, ou aturando gente e matérias e professores chatos na escola, a sexta feira tinha finalmente chegado, deixando tudo melhor, principalmente na visão de que eu não ia ter que acordar cedo no dia seguinte.

Além do mais, eu estava me divertindo com o meu livrinho novo, a Nat tinha largado do estado de luto dela na quarta feira, a Valentina era uma pessoa agradável (quando ela queria ser, é claro) e era divertido assistir ela e o Felipe discutindo durante as aulas, por que aqueles dois não conseguiam concordar em nada. Eles discutiam sobre qual era o melhor personagem pra colocar de piloto no Mario Kart, eles discutiam sobre qual era o melhor anime, sobre quem era mais foda, o Sasuke ou a Erza (Não pergunte, eu não conheço.), sobre qual era o melhor filme, ou o melhor livro, o melhor jeito de escrever e sobre qualquer outro assunto que surgisse, faltam três semanas pro meu aniversário de 17 anos (só isso? Sériooo??? Que legalll!!!) E tá tudo lindo entre o Dan e eu.

Eu gostava de um garoto que gostava de mim de volta, o quão inacreditável é isso?!!

Depois de uma playlist de 17 músicas (eu conto tempo assim, relógio pra que, né?) eu já estava toda suada, apesar do friozinho que tava fazendo e eu cansei. Fui diminuindo a velocidade, pretendendo parar na porta de casa, mas eu cansei uma esquina antes, e eu tive que parar pra recuperar o ar. O Lobo sentou do meu lado, e ficou olhando pra minha cara, enquanto a última música da playlist, Radioactive, berrava no meu ouvido.

Ai alguém me segurou pela cintura, me dando um susto do cacete, e me fazendo soltar um grito, até que eu ouvi aquela risada familiar, e o cachorro latiu, e começou a rosnar. Tinha que ser.

-Oi. –Dan falou, puxando um fone do meu ouvido, e dando um beijo no meu rosto.

-Idiota. –Falei, dando um soco no seu braço.

-Olha a violência, pequena. –Ele falou rindo, me virando pra encarar ele.

-Quase me matou do coração. –Resmunguei, enquanto ele mexia num fio do meu cabelo que tinha soltado do meu rabo de cavalo. –Para, eu to toda suada.

-Desde quando eu ligo pra isso? –Ele perguntou, finalmente conseguindo me beijar por que eu estava desviando dele. Ele me deu um susto, me irritou, vai pagar as consequências, quem mandou? –Ganhei.

-Cala a boca.

-Essa é pra mim ou pro bicho chato que não para de rosnar. -Ele perguntou, indicando o Lobo com um movimento da cabeça.

-Pros dois. –Resmunguei, virando o rosto. –Morde ele, Lobo.

-Fala isso não, vai que ele resolve te obedecer uma vez na vida. –Dei outro soco no braço dele, de leve, até por que eu não sou muito forte. –Alguém acordou violenta hoje.

-Eu preciso de água. –Resmunguei. –Vai me acompanhar até em casa, ou você só veio me assustar mesmo?

-To sentindo que eu vou sofrer por causa desse susto. –Ele murmurou, pegando a minha mão livre, se mantendo o mais longe do Lobo possível, por que o chato ainda estava olhando pra ele de cara feia.

O Vince não estava em casa, ele tinha saído com a Nat pra ver um filme, e disse que voltava mais tarde. Soltei a coleira do Lobo, que correu pra cima do sofá, e se instalou lá, e fui pra cozinha, com o Dan atrás de mim.

-Tenho que perguntar uma coisa. –Ele falou, se apoiando no balcão. Ele estava com o cabelo bagunçado como sempre, com as mangas da blusa azul escura que ele estava usando arregaçadas, me olhando. Lá vem coisa.

-Hum. –Respondi, procurando a maldita garrafinha de água que eu deixei dentro da geladeira. Se o Vince tiver bebido, eu vou matar.... Ah não, tá aqui, deixa, vou matar ninguém não.

-Quer ir jantar lá em casa hoje? –Ele perguntou.

-Que?! –Engasguei com a água.

-A Valentina mencionou pro meu pai que eu tinha uma namorada, e ele insistiu que eu chamasse ela pra jantar. –Encarei ele com a minha melhor cara de ‘essa ideia não vai dar certo’. –Nem me olha assim, ele falou isso na quarta feira e tá me enchendo pra eu falar com você.

-Você sabe que isso não vai dar certo né? –Falei, tentando me entender com a ideia. Isso definitivamente não vai dar certo. Eu nunca fui a um jantar com os pais do meu namorado. Eu nunca nem tive um namorado sério, e eu já conheço a mãe do Dan, e eu acho que ela não gosta muito de mim.

Nota mental: matar a Valentina na segunda feira.

-Não sei de nada, eu não vejo o futuro. –Ele deu ombros.

-Você me enganou! Você disse que via. –Resmunguei, cruzando os braços, fingindo estar ofendida.

-Eu falei que eu lia pensamentos, não que eu via futuro. –Ele veio na minha direção e me abraçou. Parei pra pensar um minuto

-Ah, é verdade. – Murmurei. É, tá certo. –Ok, então o que eu to pensando?

-Que você acha que não vai dar certo.

-Acho não, eu tenho quase certeza.

-Emy, por favor!! –Ele pediu, fazendo carinha de cachorro que caiu da mudança. –Meu pai vai me encher o saco até você aceitar.

-Isso definitivamente não vai dar certo. –Resmunguei, escondendo o rosto no ombro dele.

De noite, eu estava na porta da casa do Dan, trocando o peso de um pé para o outro nervosamente. Eu tinha colocado uma blusa branca de manga comprida, com uns detalhes bordados e uma saia preta e uma bota cano alto. A Nat tinha insistido que eu estava muito largada, mas eu deliberadamente ignorei ela, que eu já estava nervosa de mais com uma coisa, não precisava de mais nada pra me deixar em pânico.

-Oi Emy. –Foi a Valentina quem abriu a porta. Ela estava surpreendentemente, com um vestido, o que é uma coisa que eu nunca, nem nos meus sonhos mais loucos, imaginei que eu ia ver e com uma sapatilha. –Nunca na minha vida eu achei que fosse te ver de saia.

-Olha quem fala. –Comentei.

-Por favor, não se matem.–O Dan falou, aparecendo atrás da Valentina. Ele estava usando uma blusa social e uma calça preta, com o cabelo, adivinhem? Uma bagunça. Eu estou começando a duvidar que ele tenha uma escova, por que... –Não agora, se matem depois, ou amanhã.

-Eu não vou matar ninguém. –Valentina deu ombros. –Ela que vai me matar.

-Ela não vai matar você... –Ele falou, e eu cruzei os braços. Se der merda, eu vou matar ela sim. –Hoje.

-Por que eu to sentindo que quem vai me matar é você e não ela? –Ela perguntou, cruzando os braços também.

-Por que se algo der errado hoje, vai ser mesmo.

-Não é minha culpa se o seu pai ouviu nós dois conversando. –Ela deu ombros, depois se mexeu desconfortável. –Eu quero sair desse vestido. –Ela choramingou, e o Dan riu, vindo pro meu lado me beijando e passando o braço em cima do meu ombro.

-Ela chegou aqui de calça jeans e camiseta, mas a minha mãe disse absolutamente não, e eu to me divertindo vendo a Valentina tentando sobreviver num vestido. –Ele falou, enquanto a gente entrava na casa.

-Deve estar engraçado. –Concordei.

-Priminha, olha, a Emy, ela sabe se comportar de saia. –Ele falou com aquele tom zombeteiro (Essa palavra existe? Que palavra difícil, meus deuses!) e a Valentina olhou pra ele de cara feia.

-Vai se foder, você. –Ela falou, apontando para o Daniel, que estava se divertindo com a situação. Eu mesma estava me segurando pra não rir.

-Valentina... –A mãe do Dan apareceu, olhando repreensivamente para a Valentina, que encolheu os ombros.

-Desculpa tia. –O Daniel riu, e a mãe dele lançou um olhar pra ele, ai ela olhou pra mim. Sabe aquela hora que alguém olha pra você e a única coisa que vem na sua cabeça é uma placa vermelha bem grande piscando ‘FOGE!’? Então...

-Olá Emily. –Ela falou. Eu sorri, tentando não passar mal de nervoso.

-Boa noite, senhora Oakland. –Ela virou, seguindo para uma sala, a Valentina atrás dela, e o Dan virou pra olhar pra mim.

-Isso não vai dar certo. –Murmurei baixinho

-Estou rezando pra você estar errada. — Ele respondeu, no mesmo tom.

-Só de curiosidade, você não tem uma escova ou pente, não? – Perguntei, passando a mão no cabelo dele, tentando ajeitar ele. -Não que eu não goste, é um charme, mas tá sempre bagunçado!- Eu sempre li aqueles livros que descreviam o cabelo do personagem como uma bagunça, mas eu nunca vi uma pessoa com o cabelo tão bagunçado como o Daniel. E ele não parecia ligar pra isso! E o cabelo dele, mesmo bagunçado, nunca ficava que nem o cabelo do Vince, por exemplo, que de vez em quando ficava parecendo um ninho de pássaros. Dava pra passar a mão sem ela ficar presa nem uma vez!!! É muito errado eu ter inveja do cabelo dele?

-Olha, eu tenho. –Ele falou, segurando as minhas mãos. –Mas eu não uso.

-Eu percebi. –Falei, com uma risada. –Mas passar uma escova uma vez ou outra faz bem, sabe?

-Eu não preciso. –Ele deu ombros, convencido. –Meu cabelo não embaraça, não importa quanto bagunçado ele fica.

-Eu percebi isso também. –Resmunguei.

-E ele vai continuar uma bagunça, não importa o quanto você passe a mão. –Ele entrelaçou as minhas mãos nas mãos dele. –Além do mais, eu prefiro ele assim.

-Eu gosto. –Murmurei.

-Quem não gosta? –Mas é muito convencido.

-Ah é? –Falei, tirando o braço dele de cima do meu ombro, e cruzando os braços. –Tá bom então.

-Meu Deus, que dengo. –Ele falou, tentando me beijar, mas eu desviei o rosto. Ai ele aproximou os lábios dele do meu ouvido, me fazendo me arrepiar, e falou baixinho. –De nada adianta todas me acharem lindo, já que eu só gosto mesmo de uma.

-Hum, ok. –Respondi, com a voz meio travada. –Beija ela então.

-Eu to tentando, mas ela tá desviando o rosto. –Ele respondeu, e riu baixinho. Quando eu virei pra olhar pra olhar pra ele, ele aproveitou a deixa pra me beijar, e eu juro que dessa vez eu deixei.

Só que a graça passou rápido, por que a Valentina apareceu na porta... Ai, tava tãoo bom.

-Cahampt.

-Que isso criatura, engasgou? –O Dan falou, me abraçando.

-É o barulho que diz “se larguem e entrem antes que a dona sua mãe note que você não se encontra lá dentro, venha procurar você.”- Ela falou, cruzando os braços e assumindo uma pose mandona.

-Sério, aquele barulho estranho significava tudo isso? –Daniel encarou ela.

-Você é chato pra cacete com outras pessoas, ou é exclusividade minha, por que eu sou prima? –Ela encarou ele de volta, enquanto eu me segurava pra não rir da cena dos dois.

-Eu sou um anjo. –Ele falou, e a Valentina revirou os olhos pra ele. –Agora a gente entra antes que a minha mãe venha procurar a gente.

-Dan, eu acho que ela vai desmaiar. –A Valentina apontou com a cabeça pra mim.

-Você tá bem? –O Dan perguntou, me olhando preocupado. Eu provavelmente estava com o rosto muito pálido. Eu faço isso as vezes. Eu ainda não sei como, mas eu sorri um pouco.

-Defina bem. –Ele parou pra pensar por um momento.

-Confortável o suficiente pra ir lá dentro e sobreviver sem passar mal? –Vamos ponderar sobre isso. Será que eu consigo entrar lá e passar uma boa impressão. Eu não sou boa em passar boas impressões. Eu passo a impressão de uma pessoa maluca que passa muito tempo com a cara enfiada num livro ou num travesseiro. Eu não acho que isso seja uma boa impressão.

-Acho que eu consigo. –O Dan pegou a minha mão, e apertou de leve. –Eu só estou um pouquinho nervosa. –Ele me puxou para perto dele me abraçando, e eu apoiei a cabeça no ombro dele. Já contei que eu tenho o melhor namorado do mundo?

-É, dá pra notar. –A Valentina murmurou.

-Que tal você calar a boca por que você não está ajudando?

-Ai, cavalo. –Ela resmungou, me fazendo rir do tom indignado dela. –Viu, tá rindo.

-Da sua cara de palhaça, querida prima.

-Cara, você tirou o dia pra ficar de babaquice comigo, né criatura? Vamos entrar que eu to com frio?

O Dan olhou pra mim, como se quisesse perguntar “Tudo bem?” e eu concordei com a cabeça, respirando fundo.

É, não acho que seja uma boa ideia, mas....

Notas finais
Qualquer errinho de gramática, sintam-se bem vindos a me falarem :3
Estou num humor particularmente bom hoje, já que lançou o trailer de CF... não teve o Finnick, mas, hey, nada é perfeito.
Anyway, voltando ao assunto. Gostaram? Será que vai dar muita merda? O que vocês acham que vai acontecer nesse jantar? Me digam!!!!
Espero que tenham gostado, deixem reviews
Cici