No Departamento de Inteligência, na Rússia, dois agentes novatos estão limpando um escritório antigo e desativado há quatro anos.

– Mikayla, que escritório desarrumado! Parece que o pessoal que trabalhava aqui não tinha muita organização. Então ele riu.

Mikayla com suas atitudes sempre sérias focadas no trabalho responde: — Nikos! Viemos aqui organizar esta área para reativá-la, não para conversar. Vamos porque temos muito trabalho.

– Calma! Temos o dia inteiro, os superiores deram ordem para ficar pronto em uma semana, então, temos tempo de sobra e além do mais mudamos de setor. Ficaremos aqui, apesar de não sabermos nada sobre isto, pelo menos saímos do posto de narcotráfico. Aquilo já estava na rotina e não aguentava apreender entorpecentes.

– Já avisei uma, não vou falar outra vez, pára de falar e me ajuda com estas caixas pesadas aqui, seja cavalheiro pelo menos uma vez já que nunca foi com sua companheira de trabalho.

– Ok Mikayla, não precisa ficar com esta cara emburrada tem um rosto tão bonito podia ser modelo, não sei por que veio trabalhar neste ramo, mexendo com pessoas malvadas e rudes.

– Cada um escolhe seu destino, o meu foi esse, não gosto de passarelas e para de mudar de assunto, pois até eu estou indo na sua conversa.

Enquanto Mikayla e Nikos arrumavam e arquivavam os documentos, de repente acaba a luz e a porta fecha fazendo um grande barulho.

– O que foi isso? Nikos você está bem?

– Estou!

Nikos afobado tropeça em alguma coisa.

– Ai!

– O que foi Nikos?

– Tropecei! Por que esta luz tinha que faltar logo agora?

– Calma, deve ter dado problema no gerador.

A luz retorna e a porta abre lentamente.

– Estranho Mikayla, esta porta fechou e abriu sozinha, como?

– Não sei, mas me deu arrepio, não gosto muito deste local.

– Está certo deixa- me levantar tem um baú aqui, o que será que tem nele? Então, ele levanta.

– Baú antigo, cheio de símbolos nas laterais, pequeno, demoraríamos para achar, deve ter algo valioso, precisa de uma chave.

– Que símbolos estranhos! Nunca vi isto Mikayla, deve ser valioso este baú de madeira. E ainda mais com o que deve ter dentro.

– Devemos entregar isto aos superiores.

– Melhor, vou levar isto para casa.

– Isto pertence ao departamento e, é um objeto estranho no meio do que já arquivamos aqui.

– Mikayla, para de obedecer às ordens, aqui eles precisam de pessoas espertas e não padronizadas. Voltarei rápido. Vá arrumando aí já que está empolgada.

– Aqui espertinho, não vou deixar você sair com este baú, caso o fizer chamo os superintendentes.

– Companheira de trabalho, não vou fazer nada demais, só vou verificar o que tem dentro e já entrego, não vou furtar nada daqui, porque é crime. Honro meu trabalho.

– Ok, mas caso venham aqui, vou informar que um objeto foi retirado daqui. Vá e não demore, precisamos acabar isto em uma semana.

– Obrigado, sabia que iria aceitar!

– Mas aqui, como vai abrir o baú? Ela riu, lentamente.

– Achou graça, prefiro seu rosto assim, me dá vontade de convidá-la para jantar. Mas o trabalho vem primeiro, não é à toa que nos serviços de abrir portas e cadeados eu era o primeiro a ser chamado, nem precisavam arrombar a porta. Com licença e até mais.

Nikos sai e dirige-se, rapidamente, para a central do departamento despedindo-se dos outros agentes.

– O que será que tem dentro deste baú? Um diamante, rubi, esmeralda, uma peça em ouro de alguma missão?

Nikos muito pensativo, mas ágil chega logo ao seu domicílio, abre a porta rápido e vai direto para a sala de estar.

– Vamos ver o que tem dentro desta belezinha?

Nikos tenta diversas vezes abrir até que consegue achar o segredo da fechadura.

– Desta vez foi difícil, deve ser algo muito valioso, baú ortodoxo, além de raro. Fico feliz diante de uma dificuldade, agora vamos para a parte mais legal, o tesouro.

Quando ele abre encontra um livro.

– Um baú bonito, com madeira rara, cheio de símbolos grafados desconhecidos, mas bonitos e harmônicos, e um livro dentro?

Nikos fica meio triste, mas começa a folhear o livro e descobre que é um diário.

– Diário interessante parece que narra a vida de um agente daquele setor que querem reabrir. O nome do agente é Kevin Vaüster, parece ser interessante.

“ Dez de março de dois mil e quinze, minha etnia não é russa e sim, belga minha família mudou-se para a Rússia quando eu tinha alcançado o Ensino Médio, demorei um pouco para adaptar-me aqui, a língua é um pouco difícil, mas aprendo as coisas rápido, entrei para a faculdade de Psicologia, no norte e depois fiz Teologia, na qual sofri um pouco de afastamento dos professores e colegas por ser ateu, mas pelos meus argumentos consegui passar, tranquilamente. Na minha tese de conclusão de curso sobre Organizações Secretas e o Uso da Religião para Subversão e o Fanatismo causou grande impacto o que me levou a ser convocado para a agência secreta da Rússia, com o objetivo de proteger a população contra ataques terroristas. Foi o que pensei no início, pois aparentemente relacionava-se à minha tese, mas não foi bem assim. Minha história e os relatos aqui contidos são de sinal vermelho, portanto, espero que sejam lidos por um agente, para conseguir resolver o último enigma...”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.