Diário 2.0
9 Capítulo IX - Ritmo
Notas iniciais
Tempo. Ritmo. Uma das coisas que hoje eu critico em Diário 1.0 é a maneira como eu conduzi a história. Tudo muito rápido. Tudo muito "fácil". Vejamos, no capítulo 9 da primeira versão neste momento estaríamos sendo apresentados a "Charlie". Eu me lembro da repercussão desse capítulo, fui elogiada, xingada, cantada e etc. Alguns gostaram da forma "bruta", outros criticaram o "machismo" envolvido e tinha sempre aquelas que enfim… e tinha obviamente aqueles que queriam que a primeira vez delas fosse um romance, gente… é sexo, sexo não é romântico. São duas pessoas suadas, trocando fluídos, descabeladas e… eu quero. Volta, Paula, foco… do que falávamos? Ah sim, tempo e ritmo. Eu quero um ritmo lento desta vez para que elas tenham tempo de serem elas, de serem apenas Quinn e Rachel antes de serem mães, antes de serem casadas (afinal, nós sabemos que aqui elas são mães antes de casarem). O que eu quero dizer é que a paixão tem ritmos, ela pode chegar de surpresa e te arrebatar mudando toda a sua vida em um segundo exatamente como um furacão, ou, ela pode chegar lenta construindo todo um caminho antes de fazer mudanças.
A morena se abraçou diante do frio daquele dia. Esperava pacientemente a cafeteira terminar de fazer o seu precioso café para que ela finalmente conseguisse se sentir desperta. Suspirou apoiando-se contra o balcão frio, seus dedos pairando sobre a tela do celular que Sam havia lhe entregado na noite anterior. Hesitou antes de abrir uma das redes sociais, imediatamente mordendo o lábio enquanto deslizava os olhos pela timeline. Os fãs estavam em uma mistura de alivio com curiosidade e uma pontada de irritação por ela não ter falado nada. Fotos suas e de Quinn já estavam circulando, fotos das duas de mãos dadas, do pequeno beijo compartilhado e de Rachel sentada em seu colo. Relatos de como as duas haviam se comportado na noite anterior, soltou um suspiro pesado antes de esfregar o rosto e soltar o celular no balcão. Encheu uma caneca com seu precioso café antes de colocar um pouco de açúcar e creme vegano. Quinn ainda estava dormindo e Rachel estava inclinada a fazer o café da manhã da mulher. Abriu os armários pegando um pacote de pão, colocou duas fatias na torradeira, passou pela fruteira pegando um avocado o colocando no balcão. Abriu a geladeira pegando os ovos… moveu os lábios de um lado para outro pensando no que mais poderia servir… viu o queijo branco.
Ela estava no meio da confecção do café da manhã quando Hiram entrou na sala olhando na direção da cozinha. Ele ajeitava o punho da camisa enquanto se aproximava da filha.
— Pretende alimentar um batalhão? – Hiram brincou pegando uma caneca limpa.
— Apenas preparando o café da manhã. – Rachel murmurou sentindo o rosto esquentar.
— É a primeira vez que eu te vejo preocupada em fazer isso para alguém. – Ele tomou um gole do café enquanto olhava para o perfil da filha que tentava não queimar os ovos. – Pelo menos eu nunca te vi tão empenhada em fazer ovos para o Finn… normalmente você o arrastaria para comer fora.
— Eu sei. – Rachel levou a frigideira até os pratos servindo os três ovos.
— Então, vocês já estão namorando? – Hiram perguntou tomando um gole do café.
— Ainda não Sr. Berry. — Quinn respondeu por Rachel enquanto entrava na sala.
A morena empurrou o prato para a loira e deu um pequeno sorriso.
— Eu não sabia se você comeria, mas… — Murmurou vendo Quinn sorrir mais abertamente.
A torrada estava por baixo coberta por fatias de abacate e pedaços picados de queijo e por cima o ovo reluzente. A loira se esticou lhe dando um beijo na bochecha e murmurando um agradecimento.
— Me parece ótimo. — Respondeu vendo Rachel erguer uma caneca vazia. — Puro, por favor.
— Sem açúcar? — A morena arqueou as sobrancelhas.
— Nem um grão, gosto do meu café exatamente como a vida… amargo. — A loira piscou brincando antes de se sentar e puxar o prato para perto.
— Uma autora sendo uma autora. — Hiram brincou de volta. — Uma visão tão melancólica da vida que chega a ser inspirador.
Quinn soltou uma risada baixa antes de aceitar a caneca.
— Respondendo ao senhor, não estamos namorando. – Quinn olhou na direção de Rachel. – Pelo menos ainda não.
— Então eu posso acreditar que deseja namorar a minha filha? – Hiram arqueou as sobrancelhas enquanto olhava para Quinn.
— Sim, senhor. – Quinn respondeu calmamente vendo Rachel lhe encarar com ansiedade. – Eu quero sim, mas acredito que sua filha e eu devemos seguir um ritmo ditado por ela.
— E por que isso? – Ele perguntou genuinamente curioso com aquilo.
— Porque nosso relacionamento é complicado por si só. – Quinn respondeu com um suspiro pesado. – E sua filha sofreu as maiores consequências desse relacionamento, então eu acredito que seja mais seguro que ela guie o ritmo que iremos seguir.
— Eu não sofri as maiores consequências. – Rachel franziu as sobrancelhas rebatendo a fala de Quinn. – Você…
— Eu sofri o que eu mesma me causei. – Quinn falou calmamente a olhando com firmeza. – Você foi vitima do que eu fiz e por mais que eu seja grata pelo seu perdão eu acredito que você deve ditar o ritmo que vamos seguir.
— Se preocupa que o passado de vocês volte e cause estragos a sua carreira? – Hiram perguntou com um olhar aguçado, ele precisava resguardar Rachel pelo menos um pouco e por isso ergueu a mão para calar a filha.
— Em alguns dias o senhor vai ver que eu não estou me importando muito com o que o passado vai causar a minha imagem. – Quinn mantinha o tom de voz calmo. – Aceitarei o que vier e pedirei perdão quantas vezes forem necessárias. Eu cresci Sr Berry, eu cresci tomando mais porradas do que o senhor sabe, eu perdi mais do que imagina e a ultima coisa que eu quero é prejudicar a sua filha.
Hiram a olhou por alguns momentos antes de concordar com a cabeça.
— Me chame de Hiram. – Ele tomou um gole do café.
Quinn sorriu e sentiu o celular vibrar no bolso da jeans, pegou o aparelho e abriu um sorriso ao ver o identificador.
— Bom dia meu amor. – Seus olhos estavam presos no balcão, então ela perdeu o olhar entre Rachel e o pai. – Já está se arrumando para ir pro colégio?
— Rachel está bem?
— Sim, ela está. – Quinn revirou os olhos olhando na direção de uma Rachel curiosa. – Ela está aqui na minha frente. Agora me responda, já está se arrumando? São umas 7 da manhã aí, não perca o ônibus outra vez.
— Se a senhora tivesse colocado os retrovisores e a buzina eu poderia ir de bicicleta.
— Já falamos sobre isso Beth. – Quinn mudou o tom de voz ficando mais sério. – Ir de bicicleta apenas no próximo ano letivo, nesse ano você continua indo no ônibus escolar. Não adianta discutir.
Ouviu o muxoxo da menina antes da voz de Shelby chegar aos seus ouvidos.
— Mamãe está me chamando. – A garota gemeu sem querer desligar. – Posso falar com Rachel?
— Não, não pode. – Quinn sorriu para as manobras da filha. – Sua mãe está te chamando para que não perca o ônibus. Mais tarde quando você chegar e se Rachel quiser eu ligo e vocês podem falar.
— Ela não quer falar comigo?
Quinn se endireitou quando ouviu a voz da filha, era sempre um assunto delicado quando o assunto se voltava para Rachel. Beth entendia que a diva era filha biológica de Shelby e que as duas não tinham muito contato. Entendia que Rachel era uma antiga colega de colégio de Quinn. Quinn sabia que a filha nutria uma paixão e curiosidade pela pseudo-irmã mais velha e colecionava tudo o que conseguia, a ultima conversa que tiveram sobre uma possível evolução no relacionamento das duas adultas deixara a mais nova eufórica.
— Beth… — Quinn falou docemente. – Você sabe o que aconteceu ontem, eu sei que sabe. No momento Rachel tem muita coisa na cabeça, mas eu… — Parou olhando para a morena, sem saber se suas próximas palavras seriam realmente verdade. – Eu sei que ela vai querer falar com você, mas agora está tudo muito confuso e…
Rachel se adiantou estendendo a mão para o telefone.
— Mãe? – Beth chamou quando Quinn parou de falar.
— Me dê. – Rachel moveu os lábios antes da loira suspirar e entregar o aparelho. – Beth?
— Rachel? Você está bem? Está machucada? Mamãe e mãe não me falam nada. – A menina disparou a falar. – Mãe mandou mensagem ontem avisando que você estava bem, mas mamãe não me deixou ligar.
Rachel precisou de muita atenção para pegar todas as informações que a menina soltava. Ela chamava Quinn de mãe. Shelby deveria ser a mamãe. Shelby estava ciente do seu estado de saúde, o que fez seu coração esquentar. A menina parecia genuinamente preocupada com ela.
— Agora preste atenção. – Ela falou com um pequeno sorriso. – Pelo que eu entendi você está prestes a se atrasar para o colégio, então eu vou falar bem rápido. Eu estou bem, nada grave comigo, eu prometo que mais tarde eu faço Quinn te ligar podemos até mesmo fazer uma ligação pelo Skype.
— Mesmo?
— Mesmo, estou ansiosa para ver você. – Rachel sorriu para Quinn vendo a loira se derreter pelo carinho com o qual falava com a menina. – Agora, posso pedir um favor?
— Claro!
— Me deixe falar com Shelby, sim? – A morena pediu e viu Quinn franzir as sobrancelhas, pousou sua mão sobre a da autora enquanto ouvia Beth chamar pela mãe.
— Rachel?— Ela quase podia ouvir a ansiedade na voz da mulher mais velha.
— Oi, eu estou bem. – Rachel falou rapidamente, apertou a mão de Quinn. – Eu deveria ter ligado ontem, mas aconteceu tudo tão rápido.
— Não se preocupe, Quinn me manteve informada. — A voz de Shelby era um pouco aliviada. – Além do mais tem anos que não conversamos, eu imaginei que você não fosse…
— Eu não queria ter perdido contato. – Rachel sentiu a mão do pai em seu ombro. – Depois que você saiu de Lima.
— Eu também não. – Shelby se apressou em falar. – Podemos… podemos consertar isso?
— Sim, podemos sim. – Rachel deu um pequeno sorriso. – Eu sei que Beth está indo para o colégio então… posso ligar mais tarde? Eu não quero atrapalhar e… seria bom conversar.
— Estarei aqui Rachel, basta ligar… Quinn tem o número.
— Obrigada, de um beijo em Beth. – A morena mordeu o lábio e se apressou em transmitir as palavras sussurradas da loira. – Quinn está pedindo para dizer que ela deve se comportar.
— Essa é a parte difícil. – Ouviu a risada de Shelby e se despediu.
A loira a examinou com cuidado assim como Hiram, Rachel devolveu o celular para Quinn e deu um pequeno sorriso.
— Se você puder me dar o número de Shelby… — Pediu olhando para o pai. – O senhor se incomoda?
— Não meu amor. – Ele a beijou na testa. – Eu vou fazer algumas ligações, estarei no quarto de hóspedes. Se vocês forem sair me avisem.
Rachel concordou com a cabeça vendo o pai se afastar, ainda sentia o olhar preocupado de Quinn.
— Eu estou bem. – Garantiu tomando um gole do café já morno. – Shelby e eu acabamos tendo uma relação amigável quando vim para NY, mas quando ela se mudou para a Califórnia nós meio que perdemos o contato. Mas agora acho que vamos tentar outra vez.
Quinn concordou com a cabeça e se levantou dando a volta na ilha, Rachel imediatamente passou os braços pelos ombros da mulher deixando seu corpo se afundar no conforto que ela lhe oferecia. Percebera que Shelby poderia entender o sentimento que se apoderava dela diante daquela tragédia, afinal… a morena mais velha também tivera uma vida nos palcos, mesmo que breve. Sentiu o beijo delicado em seu pescoço e se aninhou ainda mais perto de Quinn sentindo o calor da mulher.
— Ela te chama de mãe. – Falou baixinho.
— Sim. – Quinn deu um sorriso. – Começou depois que Puck foi para a primeira excursão ao Iraque, ela tinha uns 5 anos. A psicóloga disse que Beth passou a me enxergar como outra figura de autoridade e acabou acontecendo. Shelby não se incomoda, pelo contrário… acabamos tendo um ótimo relacionamento e bem… ela divide as decisões sobre Beth comigo, mesmo sem ser obrigada. Foi uma longa caminhada até chegarmos a isso.
Rachel fechou os olhos, registrando a informação de que Puck estava em alguma das forças armadas. A última informação que tivera de seu irmão judeu era que ele tinha aberto um negócio de limpar piscinas na Califórnia, aquela informação de Quinn era novidade, mas por hora ela não mencionaria nada.
Ela ouviu o som de mensagem do seu celular e suspirou se aferrando mais a Quinn, outro som de mensagem. A loira esticou o braço para o aparelho e o recuperou o entregando a morena. Rachel a contragosto se separou de Quinn e desbloqueou a tela, revirou os olhos.
— Era tudo o que eu queria. – Murmurou digitando uma resposta. – Kurt acabou de me informar que Finn está em NY.
— Ele deve ter ficado preocupado. – Quinn acariciou o rosto da morena em aparente tranquilidade.
— Eu não acho que foi só isso. – Rachel deixou o aparelho na bancada. – Discutimos há alguns dias… ele ficou furioso quando viu as notas sobre nós duas. Queria que eu fosse ao jogo de semana passada de qualquer jeito para conversarmos.
A loira recuou a mão e apoiou-se na bancada oposta a que Rachel estava mais perto. Se segurou com força para continuar mantendo o aspecto de calma. A morena percebeu e se aproximou outra vez encostando seu corpo no da autora.
— Eu preciso que fique perto de mim. – Rachel murmurou sem desviar seus olhos dos dela. – Eu vou para o teatro, os bombeiros devem começar os resgates agora a tarde. Eu quero estar lá, mas eu preciso que esteja comigo mesmo que seja em silêncio.
— Eu vou estar lá. – Quinn garantiu.
*Diário*
Rachel se aproximou dos colegas vendo alguém que já não via há algumas semanas. E como se ele tivesse sentido sua aproximação se virou para olha-la.
— Quando você chegou? – Rachel jogou o braço livre por cima do ombro dele.
— Hoje de manhã. – O rapaz a apertou em seus braços. – Vincent me disse que você estava bem, mas eu precisava ter vocês dois diante dos meus olhos para ter certeza. E a vantagem de estar gravando um musical em LA é que a maior parte do elenco vem da Broadway… o diretor acabou cortando as filmagens pelo resto da semana e quase todo mundo veio para NY.
Rachel apoiou a testa no ombro dele sentindo um pouco mais de segurança entrar em seus poros.
— Continua linda como sempre Fabray. – Ela o ouviu brincar com Quinn que estava atrás de si segurando sua mão.
— Você também está Jesse. – Quinn respondeu com bom humor, mesmo não entendo em que lugar a amizade deles estava exatamente.
Rachel se afastou dele e puxou Quinn para mais perto.
— Jesse eu sou obrigada a dizer que você ficou ainda mais charmoso. – Quinn sorriu para ele aceitando o abraço que ele lhe deu.
— Jesse acabou se tornando um dos meus melhores amigos. – Rachel explicou para a loira. – E deus sabe como isso me salvou em alguns momentos.
— Eu fico feliz que finalmente resolveu tomar alguns dos meus conselhos. – Jesse piscou um dos olhos azuis para Quinn. – Eu sempre disse a ela que as únicas pessoas capazes de serem um par a altura dela seriam você e eu, mas como eu também estou feliz e agitando a bandeira… cansei de implorar junto a Kurt e Tina para que ela fizesse algo.
— Jesse… — Rachel o repreendeu ouvindo a risada baixa de Quinn se virou para a loira. – Não o incentive, não é como se ele precisasse de mais encorajamento.
Jesse sentiu o homem que parara ao seu lado e o olhou com carinho.
— Acho que conheceu Vincent ontem a noite. – Jesse viu Quinn arquear sobrancelhas. – Mas acredito que Rachel não tenha falado nada, pela surpresa quando me viu eu acredito que ela nem tenha dito que eu estava presente na vida dela. Coisa feia Rach.
O homem era um pouco mais baixo que Jesse, mas seu tronco era mais largo o que evidenciava o físico mais musculoso. Os cabelos escuros eram quase raspados nas laterais e os fios se tornavam mais longos quando chegava ao topo, a barba preenchia todo o maxilar com fios que pareciam ser macios, ele decididamente parecia um pouco mais velho do que eles… talvez já estivesse um pouco mais perto dos 40. Ele estendeu a mão para ela.
— Vincent. — Ele tinha a voz melódica que ela esperaria de um ator da Broadway.
— Quinn. — Ela apertou a mão dele.
Ele olhou para Rachel e estendeu a mão para a morena que suspirou e beijou Quinn no rosto antes de se afastar com ele indo na direção dos companheiros de palco. Jesse olhou para os dois e seus olhos azuis denunciavam toda a sua tristeza.
— Vincent é o coreografo. — Jesse explicou a ela. — Mas também é ator. Nos conhecemos há alguns anos, mas só começamos a namorar tem 1 ano e meio.
— Fico feliz por você. — Quinn ofereceu um pequeno sorriso a ele.
— Eu estava em LA, filmando um musical. — Jesse explicou com um encolher de ombros. — No meio do ensaio os celulares começaram a tocar, boa parte dos atores vieram daqui então… ele escapou com uma queimadura leve na perna e escoriações pelo corpo. E eu só consegui parar de tremer quando o abracei essa manhã. Acho que foi a sorte que ele estava no palco na hora se ele estivesse na coxia…
— Eu entendo a sensação. — Quinn cruzou os braços na frente do corpo e olhou para Rachel que estava entre os colegas observando o teatro enegrecido.
— Cuide dela. — Jesse pediu atraindo a atenção da loira outra vez. — Seja boa pra ela. Vocês merecem um pouco de descanso de tanto drama.
— Ela é atriz, sempre vai ter algum drama. — Quinn respondeu brincando o que fez Jesse a olhar com mais interesse.
— Você decididamente está mais relaxada. — Ele observou com um suspiro feliz.
— Alguns anos de terapia e muita culpa a menos. — Quinn encolheu os ombros. — Finalmente me aceitando como sou e sendo feliz com o que me jogaram no meio do caminho.
— Bem… eu fico feliz com isso. — Jesse sorriu, mas logo ficou sério. — Que merda ele faz aqui?
Quinn enrijeceu com o tom de voz que o homem usara, olhou por cima do próprio ombro e não teve nenhuma dificuldade em ver Finn atravessar a multidão de curiosos e jornalistas. Ele ainda tinha o mesmo sorriso torto e bobo estampado no rosto enquanto acenava para a multidão de repórteres que acampavam acompanhando o trabalho dos bombeiros.
— Ele veio por ela. — Quinn respondeu com um gosto amargo na boca. — Kurt avisou mais cedo.
O suspirar coletivo atraiu a atenção dos dois quase imediatamente, os bombeiros estavam trazendo algo para fora. Um corpo já devidamente coberto… era o primeiro a ser resgatado. Quinn viu Rachel se encolher ao lado de Vincent que a abraçou com firmeza a morena lhe procurou com o olhar e imediatamente a loira se adiantou, quase podia sentir Jesse andando em seu encalço. Rachel se desprendeu do amigo e escorregou para os braços de Quinn assim que a loira estava próxima o suficiente, se encolhendo contra ela.
— Estou aqui. — Quinn murmurou para ela.
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